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1.000.000 de iraquianos mortos

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Mais um número para análise da sanguinária estratégia norte-americana de invasão ao Iraque. O exército bushiano considerou que, em média, mais de um indivíduo de cada família iraquiana era um perigoso terrorista e passou-lhe fogo. Bush está de saída, sai como se nada tivesse acontecido e deixa uma montanha de cadáveres para a humanidade recolher.

Uma empresa inglesa de pesquisa de opinião conduziu 2.414 entrevistas pessoais nas zonas urbanas e rurais do Iraque, abrangindo 15 de suas 18 províncias. Perguntou às pessoas quantas de seu núcleo familiar, se alguma, morreram por conta da invasão americana ocorrida em 2003.

A empresa apresenta o número de 1 milhão de mortos, com margem de erro de 1,7%, baseando-se para expansão no censo iraquiano de 1997 que relata 4,05 milhões de famílias no país.

A informação é da Reuters. Imagem da Brave New Films

Outra referência:
Iraq Body Count

Relacionados:
Iraq Conflict Has Killed A Million Iraqis: Survey, artigo, New York Times (em inglês)
Press Release e metodologia da pesquisa, Opinion Research Business (em inglês)

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Written by panopticosp

janeiro 31, 2008 at 13:38

Publicado em política

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Dell descrimina cidadãos e cientistas de Cuba, Irã e outros

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Paulo R. S. Gomes estuda física, é membro do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense e comprou um computador da Dell. Como o computador iria para um Instituto de física a Dell exigiu que seu cliente assina-se documentos com termos como:

– Não transferir [o computador] para Cuba, Irã, Coréia do Norte, Sudão, Síria, ou a qualquer estrangeiro com dupla nacionalidade, ou a qualquer outro país sujeito a restrições sob leis e regulamentos aplicáveis onde não estejamos situados, sob o controle de um indivíduo natural ou residente deste país;

– O cliente está usando algum cartão de crédito internacional de algum país com embargo? (Afeganistão, Cuba, Irã, Iraque, Líbia, Coréia do Norte, Sudão ou Síria)

Paulo Gomes já havia recebido o computador quando sua assinatura foi requerida, ele não assinou nada, devolveu o computador e propõe um boicote à Dell.

A Dell diz que precisa saber qual será a destinação final dos seus produtos, onde e por quem serão utilizados.

Os estudos científicos são desenvolvidos há séculos de forma simples: alguém tem uma idéia baseada num método científico, publica seu estudo, ele é discutido e avaliado por outros cientistas, qualquer um que queira utilizar o estudo para ter uma idéia é livre (e estimulado) a fazê-lo. Todos os estudos científicos são herdados pelas gerações seguintes, que por sua vez discutem, aprimoram e propõem novas teorias que serão avaliadas.

Gerações de homens e mulheres trouxeram-nos ao presente estado da arte da computação. A Dell lucra produzindo máquinas desenvolvidas pela Humanidade e agora quer restringir a colaboração entre um físico brasileiro e outro que por obra do acaso nasceu num país inimigo daquele onde a Dell é sediada.

Ao exigir que um cliente pesquisador deixe de colaborar com cidadãos de certos países em nome da hegemonia dos Estados Unidos, a Dell quer decretar o fim da idéia de “comunidade científica”; em nome do lucro privado, quer decretar o fim do desenvolvimento coletivo.

A Dell diz obedecer às leis dos EUA. Paulo Gomes é brasileiro e acredita que deve obedecer às leis brasileiras.

Leia a carta do físico apoiada pela diretoria da Socidade Brasileira de Pesquisa:
Exigências absurdas da Dell do Brasil, por Paulo Roberto Silveira Gomes e Diretoria da SBF.

Termos da Dell publicados pelo físico:
Carta Explicativa EC Juridica-Dell
Declaração Pessoa Juridica-Dell
TCP Trade Compliance Profile-Dell

Written by panopticosp

setembro 17, 2007 at 12:23

Publicado em política

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