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Tibete livre

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Encontrar informações independentes sobre a situação no Tibete não é muito fácil. Traduzimos de forma amadora e bastante atrasada o relato-resumo “Tibet: nearly 1,000 jailed in Lhasa, Dalai Lama offers to resign”, de Xeni Jardin, publicado originalmente em Boing Boing, no dia 18/03. Os links contidos no texto não foram traduzidos, permanecem em inglês.

__Acima: vídeo do dia 15/03/2008 (capturado por celular). Milhares de monges protestam no mosteiro Xiahe em Labrang, província de Gansu na China

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__Acima: Os corpos de oito manifestantes foram levados para dentro do mosteiro Ngaba Kirti, na área de Ngaba, ontem. A imagem de phayul.com indica que os observadores estão jogando dinheiro sobre os corpos, numa tradicional expressão de luto. Estudantes de Students for a Free Tibet relataram que mais de 20 manifestantes foram mortos em Ngaba. Aqui estão as fotos dos mortos (imagens fortes). Cópias das mesmas fotos aqui.

__Aqui a primeira impressão pessoal de Spende Palermo, técnico de som e documentarista de Oregon, que estava neste mosteiro trabalhando para um programa de TV da National Geographic no último sábado, quando irromperam os protestos. Quando seu trabalho acabou, ele enviou este e-mail para seus amigos, da China.

__Após dois dias de patrulha do exército e polícia chinesa, aproximadamente mil tibetanos foram detidos por autoridades chinesas em Lhasa:

“Pesquisas na cidade dizem que 600 pessoas foram detidas no sábado e outras 300 no domingo. Não está claro onde estes grupos estão aprisionados, isso porque acredita-se que a principal prisão de Lhasa já esteja lotada.

Estes detidos podem ter sido levados para a prisão Número Um, no distrito de Sangyio, noroeste de Lhasa, que atualmente não estava em uso. Eles também podem ter sido levados para a prisão Número Quatro e para a nova prisão de Lhasa, no mesmo distrito que, recentemente, vinha sendo usado como centro de reeducação através do trabalho. Eles ainda podem ter sido levados para a nova prisão de Chushur, fora de Lhasa, local onde a maioria dos prisioneiros políticos são confinados após a condenação.”

Estas prisões são notórias violadoras dos Direitos Humanos no Tibete, como é Abu Ghaib no Iraque.

__O Dalai Lama declarou que renunciará como chefe do Estado do governo do Tibete no exílio se a violência prosseguir:

“’Se os tibetanos escolherem o caminho da violência, ele terá que renunciar, porque é completamente comprometido com a não-violência’, disse Tenzin Talha. ‘Ele renunciaria como líder político e chefe de Estado, mas não como Dalai Lama. Ele sempre será o Dalai Lama’”

__Aqui temos mais sobre ao bloqueio do You Tube na China no momento: o site está sistematicamente bloqueado, junto com o Google News, devido a explosão de material sobre o levante no Tibete.

__Erick Schonfeld do TechCrunch pergunta,

“O que o Google fará para restaurar o acesso ao You Tube e ao Google News na China? A China é um grande mercado que o Google precisa estar. A empresa vai retirar voluntariamente todos os vídeos e notícias sobre o Tibete? Ou o governo chinês vai ter que descobrir sozinho como fazê-lo? Existe um precedente: na China, você não consegue encontrar na web muita informação sobre o protesto da Praça Celestial de 1989, incluindo aí a famosa imagem de um homem bloqueando sozinho uma fila de tanques de guerra.”

__O presidente George Bush retirou a China da lista dos maiores violadores dos Direitos Humanos apenas três dias antes da explosão de violência no Tibete. Dê uma olhada no editorial de hoje do New York Times, “China aterroriza o Tibete”:

“Em seu relatório anual sobre os Direitos Humanos em 190 países, o Departamento de Estado considerou que a avaliação de Beijing, de forma geral, permanece pobre. Mas, no que parece ser uma recompensa política ao governo, o Departamento retirou a China da lista de dez maiores violadores.

A China teve a chance de brilhar com a festa das Olímpiadas e a arruinou. Seus líderes terão que continuar a combater protestos e agitações – e com o endurecimento da reprovação internacional – até que assegure mais liberdade para todos seus cidadãos, incluindo tolerância religiosa e liberdade ao Tibete.”

__Muitos leitores do Boing Boing que estão na China têm relatado que eles não conseguem acessar nosso site sem censura, por conta do conteúdo relacionado ao Tibete. Chris, da china, explica:

“Desde que Boing Boing começou a escrever sobre o Tibete, ele tem sido freqüentemente bloqueado na China. Eu não acho que é um bloqueio muito específico como “You Tube está bloqueado”, mas sim que o grande Firewall (filtro) está encontrando a palavra-chave ‘Tibet’ e a bloqueando. Já está melhor, eu consigo carregar parte do site antes da mensagem ‘Connection Reset’ aparecer, mas não consigo carregar vídeos do You Tube (que está bloqueado) e imagens do Flickr (que parece ter sido bloqueado, novamente).

Eu posso acessar o site através de um proxy (gladder do firefox, fortemente recomendado), entretanto, vídeos continuam não funcionando, e são expecionalmente lentos.

Mais um ponto interessante. Eu vi rapidamente no Boing Boing sobre a antipatia dos chineses em relação aos ‘ingratos’ tibetanos. Este parece ser o consenso entre meus alunos. Eu dei a eles um artigo do NY Times para leitura e ressaltei a diferença entre as contas das autoridades chinesas (8 pessoas mortas, sem soldados, sem armas) e as que tibetanos e repórteres têm confirmado (80 mortes confirmadas, soldados, tanques, tiros durante o dia). A resposta de meus alunos foi ‘é claro que eles dizem isso. Eles são estrangeiros. Eles não podem saber’. Tome isso simplesmente assim: mesmo quando confrontados com tamanha contradição, os estudantes chineses continuam acreditando em seu governo.

Isto não é nada inusual para muitos estudantes. Eu falo de censura. Eles sinceramente acreditam que a censura do governo os protege de mentiras e ‘coisas ruins’ (como uma sala de aula se referiu há um ano: quando eu perguntei o que eram ‘coisas ruins’, eles não tiveram respostas. Finalmente, um estudante disse ‘nós não sabemos, porque nosso governo nos protege disso!’). Eu sei que essa não é uma atitude universal aqui na China, mas eu considero esta uma anedota interessante e importante para se manter em mente ao observar o cidadão chinês mediano e sua resposta a censura ostensiva”.

__Hoje, há uma enxurrada de reportagens sobre os novos protestos, novas ondas de prisões e novos mortos e feridos relacionados aos protestos pela indepedência tibetana por toda zona autonôma do Tibete e por todo o mundo. Alguns blogs e notícias específicas sobre Tibete que estou acompanhando: Phayul; Canada Tibet Committee; SFT, TCHRD; a tourist in Tibet. Ver também Images and News of Tibet Riots Seep Onto Web, Despite Chinese Authorities’ Clampdown

(Obrigado Christal Smith, monkey e outros)

————
PS. Se você tem alguma correção da tradução deixe um comentário. Se gostaria de traduzir os links do texto acima para o Português, envie para panopticosp arroba yahoo ponto com ponto br, publique no seu blog e retorne um link para este artigo, e/ou publique em sites de publicação aberta como midiaindependente.org

Relacionados:
Replay 1, China 3, blog da Soninha
Apelo, blog da Soninha
O Tibete, a China, o boicote e uma sinuca de bico, Pedro Doria web blog

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Written by panopticosp

março 20, 2008 at 20:02

A velha mídia envolta pela nova mídia

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Protesto contra a velha mídia no Campus Party. Foto: mauricio maia. Alguns direitos reservados

Um, dois ou cinco jornalistas em cada grande redação sabe como funciona o universo jornalístico autônomo, pessoal, independente e a blogosfera. Sobre a blogosfera, passaram anos ridicularizando os blogs, considerando-os diários infantis, enquanto isso jornalistas e não jornalistas inteligentes passaram a utilizar o formato de postagens do blog como espaço para as mais variadas matérias.

Os jornalões perceberam que se ferraram. Inauguraram, então, seções de blogs com própria equipe de jornalistas, a maioria não sabia e continua sem saber como funciona o trabalho colaborativo, um dos conceitos principais da blogosfera, e seus blogs perderam sentido. O fato de um jornal não lincar matérias, entendendo todos como concorrência, já, de cara, os enfraquece. Julio Daio já mostrou brevemente por que os blogs de jornalistas não funcionam, além de não saber lincar, não estão acostumados a ter respostas, têm interesses específicos, simplesmente não lêem blogs etc.

O ataque do Estadão aos blogs, ao mesmo tempo que revelou seu desespero infantil, revelou que as armas do desrespeito, da mentira e do cinismo continuam sendo empunhadas sempre que a ordem das coisas é chaqualhada. Atualmente, também assistimos o desespero risível da mídia em busca de idéias 2.0.

É vergonhoso que o jornal que se diz “o maior jornal do país” peça para seus leitores enviarem fotos, porque ele não estava lá quando a polícia massacrou uma multidão durante evento público na praça da sé, e é odioso que utilize as fotos de usuários ansiosos por uma falsa fama para mentir sobre o que aconteceu – sendo que um de seus jornalistas colaboradores provido de autonomia pôde em seu blog no extinto “nominimo” furar o bloqueio e contar a verdade junto com outras centenas de blogueiros.

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Protesto contra a velha mídia no Campus Party. Foto: mauricio maia. Alguns direitos reservados

Com o Campus Party em curso, a imprensa é uníssono naquela história de virtual, futuro tecnológico assim, assado, jogos proibidos e matérias que generalizam, não explicam, não informam… poderiam, ao menos, criticar.

Como a grande mídia não sabe trabalhar como a mídia autônoma e como a organização do evento resolveu mantê-los como sempre foram mantidos – com status diferente dos jornalistas autônomos – uma “sala de impresa” estilo aquário foi instalada no centro de um dos andares do evento.

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Protesto contra a velha mídia no Campus Party. Foto: imprensacampuspartybr. Alguns direitos reservados

Ao lerem o alto nível das matérias, como uma legenda de foto da Folha que dizia “Os amigos x, y e z foram atrás das mulheres” (um dos entrevistados contatou seu advogado e a legenda mentirosa foi reeditada) e tantas outras como “Jovem de 20 anos sofre convulsão durante a Campus Party”, “Inauguração da Campus Party tem samba, vaias e performance de Gil” não deu outra senão sacanear os jornalistas que, num lugar cheio de assuntos, seguem com as futilidades de sempre e obedecem o roteiro Como usar carteira de jornalista para boicotar um evento.

A liberdade que os usuários da web têm para relatar um fato é impossível na atual estrutura das grandes redações. Especificamente, para qualquer assunto que têm como suporte a web, a grande mídia demonstra um desconhecimento e superficialidade tamanhos que a solução é simplesmente retornar com mais inteligência, criatividade e humor, elementos escassos nas redações.

Outras frases no aquário dos dinos: Em busca do vale encantado, Velociredator, não alimente os fósseis.

PS. Pesquisando artigos, vi que o Estadão mostra em sua página principal (manhã de sexta) a matéria “Blogueiros chamam jornalistas de ‘dinossauros'”. Não entendi a frase “chamamos os blogueiros para fazer uma foto de nós, ‘dinossauros'”, o que se vê neste vídeo é que os blogueiros foram em grupo até a sala e fizeram um protesto satírico.

Atualização
Relacionados:
Como defender seu emprego na velha mídia com unhas, dentes e extremo mau-gosto
A sustentável leveza dos blogs

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fevereiro 15, 2008 at 12:42

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Deixa conosco, Andrew

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Andrew Keen, famoso por defender idéias de pastel sobre as novas mídias colaborativas, às vezes até parece defender o lado de cá. É que para ele e para a grande mídia o que é ruim é bom.

Muitos são jornalistas fracassados, gente que não conseguiu ser da mídia, por isso é ressentida, raivosa. Eles têm fome de poder. Representam um novo tipo de oligarquia que encontrou um meio de obter uma grande parcela de poder. São treinados, podem ter agendas sobre as quais nada sabemos. São tendenciosos, bem formados, jovens, raivosos e radicais. Não têm valores significativos, na minha visão, para a nossa cultura (…)

(…) Parte da mídia tradicional já foi destruída. Estamos assistindo à morte lenta da indústria da música, estamos assistindo à morte lenta dos jornais locais nos Estados Unidos. Não acho que nós viveremos num mundo sem nenhum profissional especializado em agregar informação (…) (Fonte: “A web 2.0 é uma ameaça à cultura”, Época Notícias)

Rapaz, é isso mesmo que a gente quer ou será que ainda não deu para entender?

Link via Webinsider

Relacionado:
Estadão e blogs: Grande mídia e liberdade de comunicação

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janeiro 15, 2008 at 10:01

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Jornal do Brasil “copiou e colou” Universo HQ

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O Estadão chama os blogueiros de macacos copiadores de textos.

Mês passado, o Universo HQ, há anos na internet, denunciou no seu blog que um de seus textos havia sido copiado integralmente pelo Jornal do Brasil (lembrete do plágio: blog dos quadrinhos).

Este é o texto de Marcus Ramone, no Universo HQ e este o do Jornal do Brasil, creditado à Agência JB (!).

A agência Talent e o Estadão acharam a reação dos blogs tola e exagerada. Qual seria a reação da Associação Nacional de Jornais se a blogosfera lançasse campanha que representasse jornalistas e editores da velha mídia como macacos? Motivos para tal não faltam.

Technorati tags: estadao, blogosfera.

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setembro 4, 2007 at 14:51

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Estadão e blogs: Grande mídia e liberdade de comunicação

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Parece brincadeira, mas não é. Após colocar um macaco para representar um blogueiro numa campanha publicitária desenvolvida pela agência Talent (veja vídeo abaixo), o jornal Estadão promove hoje, às 19h, um debate sobre “Responsabilidade e Conteúdo Digital” – transmissão pela net.

Não é brincadeira, é tática pano quente de quem deu tiro no próprio pé, uma vez que, certamente, o debate foi decorrência do barulho que a campanha causou entre blogs brasileiros influentes.

As respostas de João Livia, criador da peça publicitária, aos blogs são no mínimo inconsistentes. Mas de alguém que entende a cidade como dividida em duas: uma escura e outra clara e inteligente, não se espera quase nada. Vale a pena citar este ponto:

“No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram a uma inconteste conclusao – a de que a internet, como as regioes de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível, inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como uma rua escura e sem policiamento – vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos sempre promover o estadao.com como parte da primeira metade. Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer cidadao de bem”.

Fonte: Joao Livi defende a campanha da Talent para o Estadao, em Blue Bus

Percebe-se que uma campanha tão inteligente quanto esta “Por onde você anda clicando?” só poderia vir de uma agência com um nível de compreensão da sociedade tão apurado. Uma campanha com incrível percepção do tempo atual, que captou o potencial da internet, que saca tendências, que percebe que a mídia impressa produzida por uma grande empresa é o futuro da comunicação e que o conteúdo gerado por alguns jornalistas iluminados e críticos especializados é a informação fiel e independente que todos queremos. Uma campanha com uma visão estratégica de negócios realmente inteligente que não deixa transparecer em nada o desespero e a impotência de um grande jornal diante de seres de diversas idades, origens e níveis de conhecimento trabalhando num ambiente que possibilita colaboração.

Os artigos sobre a campanha foram desenvolvidos mais intensamente em blogs dedicados à publicidade, negócios e correlatos. Muito já foi dito sobre a campanha e os artigos basearam-se, principalmente, nos argumentos de que o Estadão ainda considera blogs como diários bobos, cheios de posts copiados de veículos “inteligentes” e que jogou os blogs bobos, irresponsáveis, mentirosos e cia no mesmo saco dos blogs originais, responsáveis e inteligentes, utilizando uma generalização rala e estereopitada para descredenciar a blogosfera.

A internet é antes de tudo o lugar onde novas concepções de produção correram à todo vapor. Apesar destes ideais já existirem há tempos, vimos o código aberto, o copy left (ou anti-copyright), a desobediência civil, a troca de conhecimentos e a mídia independente frutificarem rapidamente e se espalharem como os mais otimistas esperavam.

Não deixa de ser muito curioso que na mesma semana que os comentários ganharam volume uma pequenina agência de notícias cheia de jornalistas qualificados chamada Reuters publicou imagens de submarinos russos no fundo do mar. Nesta agência, claro, não existem macacos que “copiam e colam”. O problema foi que um finlandês de 13 anos de idade percebeu que as imagens do submarino eram do filme “Titanic”. A grande impressa e muito sofistica, não?

Por aqui, uns dois meses antes, a Folha de S. Paulo montou uma foto num restaurante para fazer ele parecer mais cheio. O problema neste caso foi que uma leitora percebeu a farsa, observando que, por exemplo, um cliente que ainda lia o cardápio recebia do garçom o cafezinho final.

Lembra aquela TV australiana ABC que pediu que algumas criancinhas brincassem junto a um míssil no Iraque para dar uma cena legal? Coisa boba, sem risco.

A grande imprensa é mentirosa e por natureza viciada. Sua sobrivência depende de negócios lucrativos, por isso busca notícias, cenas, imagens e falas que joguem o mercado a seu favor. Este fato simplesmente impossibilita a tal neutralidade que dizem buscar e já descredencia todos os outros argumentos sobre credibilidade que poderiam ser discutidos. A história da maior rede de TV brasileira, que produz o telejornal mais assistido do país, não é nada bonita. É um apêlo primário a do “criativo” da Talent dizer que “separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer cidadao de bem”, pois quem controla e toca os grandes veículos de comunicação não são cidadãos de bem.

A internet é o ambiente de comunicação mais livre que conhecemos hoje, por isso mesmo vem sofrendo fortes ataques e pesadas restrições de grandes corporações e governos. É um ambiente que ainda atinge poucas pessoas, mas que (se mantidos os níveis de liberdade) pode mudar a forma como a informação circula e é produzida hoje. Jornais se debatendo sem ar é uma imagem que já estamos nos acostumando a assistir. Sinal que enquanto eles estão vendendo, nós estamos produzindo. Estamos vencendo.

Technorati tags: estadao, blogosfera.

Written by panopticosp

agosto 29, 2007 at 20:54

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Desocupados, blogo eu, bloga você

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Orkut, my space, msn, flickr, blog, soul seek, you tube.
Ipod, dvd, revista, jornal, cinema.
Restaurante, bar, cerveja, salgado.
Viajem, festa, carro, balada.

Sem dúvida uma juventude ocupada.

O jovem está fazendo qualquer coisa menos nada.

A voracidade com que consome o tempo livre deve ser a mais selvagem de toda história.

Em todos os momentos estamos ocupados em descansar, descansar nos divertindo.

Na mesa de trabalho alguém no bate-papo indica o último vídeo do you tube, que carrega enquanto mais um scrap no orkut surge e o disco aporta em mp3 na pasta que será ouvida no trajeto até o cinema no final do dia.

Enquanto a sessão não começa, um café e uma revista que compila os lançamentos.

Na saída, quatro cervejas.

Entre um copo e outro, ligações no celular de alguém animado a esticar a noite.

Um mundo sem silêncios.

Pegar-se pensando é muito arriscado.

Ocupar-se é saída mais fácil e a mão.

A rede serve, essencialmente, para isso.

Entreter a multidão isolada.

Manter-se atualizado, essencialmente, é manter-se entretido.

Desocupado.

Entediado até o próximo post.

Technorati Tags: blogging, cultura+urbana,

Written by panopticosp

dezembro 13, 2006 at 19:42

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