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Informações nutricionais dos alimentos vendidos no McDonald’s

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Gráfico interativo com as calorias, gorduras, sódio e outras informações dos rangos e bebidas vendidos pelo McDonald’s no Brasil.

Essa bolinha à direita do gráfico, rica em gorduras e calorias, é o Big Tasty

Para alterar as informações visualizadas basta fazer a seleção desejada nas caixas dos eixos X e Y.

Obs.: Os dados do “Mclanche Feliz”, infelizmente (…), encontram-se em branco no site da lanchonete.

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fevereiro 17, 2010 at 16:11

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Vendendo abundância

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Fotos: Coma com os olhos

Coma com os olhos, novo blog, descoberto por mauricio

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dezembro 23, 2008 at 11:39

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Não tem abacaxi hoje

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Perigosos vendedores de abacaxis fatiados estão aterrorizando os paulistanos.

A gangue, segundo a Guarda Civil Metropolitana, age em diversos bairros da cidade e concentra-se em centros comerciais.

Ainda segundo a Guarda, especializada em agressões a moradores de rua, os criminosos não vendem apenas abacaxis. Outros artigos ilícitos já foram identificados pela equipe de inteligência da prefeitura, mangas frescas e melancias suculentas estão entre eles.

Um dos guardas declarou: “Este nível de doçura em abacaxis não é autorizado pelos órgãos municipais. No verão, as pessoas passam e logo param para se refrescar. Como este mercado negro vende as fatias por cerca de um real, têm gente que compra para os colegas do escritório, filhos… Não percebem o risco que correm, logo se tornam dependentes e partem para frutas mais pesadas. Vamos agir com rigor contra estes contrabandistas e fazer cumprir a lei!”

A subprefeitura da Sé promete acabar de vez com o problema na região central ao implantar o projeto “São Paulo sem frutas. Mais trufas, menos frutas”. Segundo a coordenadora do projeto “sobremesas como barras de chocolate e bolachas recheadas pagam impostos, são produzidas por indústrias idôneas e, além do mais, são muito mais saudáveis. Por isso, a linha de atuação da prefeitura é colocar ordem na casa combatendo as delícias da terra e estimulando o consumo de doces industrializados”.

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Written by panopticosp

novembro 24, 2008 at 20:38

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Ato falho

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A Folha de S. Paulo do último domingo trouxe uma matéria sobre a “síndrome do ‘pavio curto'”. Vamos nos ater à manchete e seus resumos. Que existem justamente para serem lidos primeiro e, para a maioria, serem toda a leitura.

Nos textos de destaque. Um problema que possui forte ligação com o ambiente é personalizado, deslocado do plano coletivo para o individual. Você conhece essa artimanha faz tempo.

No telejornal do meio-dia ensinamos que as crianças devem comer frutas e verduras, durante o restante do dia veiculamos propagandas de guloseimas radicais. Então alguém questiona os fabricantes e publicitários. A criança está gordinha? Os pais não controlam o lanche da pestinha. Todos nossos produtos respeitam as normas. Cabe as pessoas se controlarem e educarem seus filhos.

Alguns anos adiante e uma bela porcentagem da população se vê com problemas de saúde ligados à obesidade e ninguém tem nada a ver com isso. Toda a questão é com o “descontrolado”. Restringir a publicidade? O quê? Isso é censura!

Ambiente violento, estressante, amedrontador, clima de “todos são inimigos” e, claro, supervalorização do carro. Erotização, poder e tudo que é desejado e está em falta na sua vida estão no carro. Encostou no carro, manda porrada e bala no safado.

A matéria da Folha traz bons exemplos e depoimentos sobre a violência no trânsito. Porém, ao ter como mote justamente um programa de tratamento de saúde, não conseguiu escapar da culpabilização do paciente.

A supervalorização do tabaco e do álcool gerou dependentes por onde passou. Esta cultura foi e é alimentada pela mídia e pela indústria pop. Hoje, o tabagismo já é recohecido como doença social pelo jornalismo e sua indústria é controlada governo. O alcoolismo ainda é visto pela imprensa como um problema de “descontrolados”, gente que não sabe beber. Afinal, eles avisam: “beba com moderação”.

Não somos muito bons em português (como podem perceber), mas até onde sabemos “até” (o advérbio) é usado para expressar com destaque “inclusive”. Desta forma, após o “até” vem o mais espantoso, o mais curioso, o mais absurdo. Como em “ele come todo tipo de carne: pato, coelho, porco, frango ou até cachorro”.

Na sociedade do automóvel é proibido tocar no carro dos outros. Se durante uma manobra encostarem no seu carro, você pode parar o trânsito no meio da avenida e sair xingando. Ninguém vai reclamar. É um direito supremo: ninguém mexe com o carro do outro.

Intimidar? É grave. Matar? Poxa, é grave. Destruir o carro? Gravíssimo. Até isso eles fazem… A que ponto chegamos! A Folha não pôde evitar este ato falho.

“..descontrole faz motoristas tentarem matar, machucar, intimidar pessoas ou até destruir carros alheios

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julho 16, 2008 at 13:56

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Propaganda versus realidade

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Imagem: projekt1, Pundo3000. Todos os direitos reservados.

Propaganda já significou valorizar os atributos do produto que está à venda. Mas ficou para atrás o tempo da negociação direta, do comerciante que sabe como cativar o cliente e que busca fechar o negócio considerando que está tratando com uma pessoa que merece respeito.

O tempo em que a comida era algo que se encontra na natureza também já passou. A comida estilo fast food é algo não identificado embalado numa foto bonita.

Dois projetos sensacionais na web, utilizam a simplicidade para desvendar a mentira descarada e evidenciar como é tratado o consumidor da era globalizada.

Uma foto da embalagem inteira, outra da imagem do alimento estampada na embalagem e, finalmente, outra do conteúdo real. E o projeto do Pundo 3000 deixa claro a distância entre realidade e propaganda. (clique nas imagens para ampliar)

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Todas imagens acima: projekt1, Pundo3000. Todos os direitos reservados.

O West Virgina Surf Report em Fast Food: Ads vs. Reality mostra-nos uma foto do mundo da propaganda e outra do mundo de quem recebe algo indecente para comer.

sausageburrito1.jpg sausageburrito2.jpg

bellgrande01.jpgbellgrande02.jpg

beefcheddar.jpgbeefcheddar02.jpg
Imagens: Fast Food: Ads vs. Reality. Todos os direitos reservados.

Ambos links via Neatorama

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março 27, 2008 at 18:38

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Cidades publicitárias

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Deveríamos convidar publicitários para as cadeiras de planejamento urbano, assistência social, meio-ambiente e outras tantas. Afinal, eles conseguem filmar cidades quase ideais, ruas tranqüilas, pequenas lojas de mantimentos, bicicletas, carros, crianças e demais pedestres transitando com seguranças, os rostos transmitem uma serenidade contente, nem o cachorro não precisa da coleira para “não escapar para a rua”.

Ahh, o Natal, que tempo feliz. Nada como uma corporação como a Coca-Cola para nos lembrar como era a vida antes dos hipermercados destruírem o comércio de bairro, antes da indústria automobilística invadir as ruas com suas máquinas, antes dos pet-shops venderem cães por encomenda, antes dos salários serem soterrados pela terceirização dos serviços, antes da privatização dos serviços públicos… antes da indústria de bebidas que mata o avô de cirrose, a esposa de pancada, o filho no volante e o pai com um tiro na porta do bar usar a solidariedade como tema de propaganda.

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novembro 19, 2007 at 13:55

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Prefeitura promove batatinhas fritas

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É viável um panfleto de campanha municipal estampar diversos modelos de batata frita, como acontece naqueles jornaiszinhos de supermercado?

É possível a prefeitura manter programas em favor da saúde e também manter parceria com uma fabricante de batatas fritas congeladas?

Empresas têm um só objetivo e jogam seu jogo, o jogo do mercado. Obviamente, estamparão seu nome em qualquer lugar que gere vendas. Agora, o governo municipal – que representa os interesses da população da cidade e não das empresas – deve aceitar qualquer parceria?

Óleo de cozinha entope o encanamento e polui muito. Quem seria contra uma campanha que promove a reciclagem e evita a poluição das águas? Ninguém, claro. Uma ótima oportunidade de fazer publicidade, portanto.

Mas, a Ambev deve patrocinar grupos de apoio a dependentes alcoólicos? Porque não? Afinal, existem descontrolados que precisam de ajuda, mesmo com os eficientes avisos “beba com moderação”. A Souza Cruz também avisa que “fumar causa câncer”, não? E o Unibanco não afirma todos os dias “use seu cartão de crédito com responsabilidade”?

Eles são responsáveis e nós irresponsáveis!

Aceitamos o empréstimo oferecido pelo operador de telemarketing do cartão de crédito. De repente, não damos conta dos juros de 10% ao mês, mas que falta de planejamento deixar a dívida virar uma bola de neve!

Aceitamos as loiras de mini-saia, a praia, os sorrisos das cervejas. De repente, numa cidade feia qualquer, viramos a esquina e batemos o carro, em mais um infeliz “acidente”.

Aceitamos o glamour do cigarro hollywoodiano aos 14 anos. De repente, aos 30, na tentativa de nos livrarmos do vício, estamos pagando por outras drogas – de outra multinacional.

Com a preocupação ambiental na pauta do momento, se você tivesse uma fábrica de batatinhas congeladas não apoiaria uma campanha que no fundo passa a mensagem: Preocupado com a poluição causada pelo óleo? Não se preocupe, pode fritar nossas batatas à vontade, o óleo será reciclado! (mais ou menos do mesmo modo que um refrigerante Zero, passa a mensagem: Não tem açúcar. É água. Tem nome de água!)

O recado do marketing é: com “responsabilidade” o consumo não tem o freio da culpa.

Esta “responsabilidade” pode, inclusive, estimular o consumo. Afinal, quando compro um bloquinho de papel reciclado estou deixando de comprar papel branco ou estou apenas comprando um produto com o selo “ecologicamente correto” que não compraria caso não o fosse?

Finalmente, quem levaria – vai levar – vantagem nas parcerias ong + governo + empresa multinacional? A população? Conhece grande empresa que faz parceria para levar desvantagem?

Relacionados:
Parcerias são firmadas para melhoria da qualidade ambiental, notícia Prefeitura de São Paulo.
Salgadinho no ônibus e miojo na janta
Zero nutrientes

Technorati tags: alimentação, obesidade, ppp, batatafrita

Written by panopticosp

setembro 4, 2007 at 3:13