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Luz

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Vídeo feito pelo Left Hand Rotation para entender o processo de gentrificação que acontece no centro de São Paulo

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Written by panopticosp

janeiro 31, 2012 at 18:08

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Assassinatos em conflitos no campo, segundo Estado do Brasil

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Clique para navegar pelo gráfico. Dados: CPT

Compilamos os relatórios de assassinatos decorrentes de conflitos no campo, da Comissão Pastoral da Terra, entidade que alerta sobre os crimes há tempos.

Para ajudar na visualização da evolução desta calamidade, elaboramos, com uma força do @mauricio, um gráfico em que é possível a navegação por Estado brasileiro (basta clicar na imagem acima para navegar).

Segundo reportagem de João Carlos Magalhães, publicada hoje na Folha de S. Paulo, com dados de duas Ouvidorias do governo federal, 98% dos casos de assassinatos no campo do Pará ocorridos nos últimos dez anos ficaram impunes. O levantamento aponta, ainda, que 20% das mortes sequer foram investigados.

Relacionados:
Quem protege é condenado, quem mata está solto, Blog do Sakamoto
Seis histórias curtas de dor e violência no campo, Blog do Sakamoto

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junho 7, 2011 at 16:47

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Por um grande ato contra a violência da polícia paulista

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Arte: Angeli. Todos os direitos reservados

14 de janeiro de 2011: Durante caminhada de protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, a PM dispara bombas e balas de borracha à queima roupa. Policiais sacam armas de fogo. Após corre-corre, manifestantes são perseguidos e agredidos aleatoriamente nas ruas do centro. Câmeras são quebradas e fotos apagadas. Questionada, PM nega exagero.

17 de fevereiro de 2011: Durante mais um protesto contra o aumento do ônibus, um estudante é espancado, na frente das câmeras, por cerca de oito policiais visivelmente descontrolados. Gravemente ferido, o garoto é submetido à cirurgia e fica internado por dias. Ao tentar negociação, três vereadores da cidade levam cassetadas na porta da prefeitura da cidade. Armas de fogo são diretamente apontadas para manifestantes. O comando da PM e o governador afirmam que foi preciso retomar a ordem após bexigas de água terem sido jogadass contra a PM e lixeiras serem quebradas.

17 de abril de 2011: Para conter a agitação num show punk da Virada Cultural, guardas municipais decidem entrar com a viatura no meio da multidão e causam pânico. Um guarda mira sua arma para a multidão revoltada. Em meio a chutes, o carro sai em disparada pela plateia.

01 de maio de 2011: Dia do trabalhador. Durante protesto contra a violência policial dedicada aos negros, manifestantes são agredidos no centro.

21 de maio de 2011: Marcha da maconha é proibida pelo judiciário. Após acordo com a PM, manifestantes saem em passeata pela liberdade de expressão. A tropa de choque dispara bombas na avenida paulista causando correria. Os policiais seguem até a rua da consolação, onde acontece uma chuva de bombas e balas de borracha. O pânico toma conta da rua. Motoristas, pedestres e moradores se protegem assustados. Após greve respiro na altura da Praça Roosevelt, e com a marcha já fragmentada, PM corre atrás de manifestantes que estavam na Rua Augusta, dispara mais bombas e esvazia a via. Um PM é flagrado chutando um garoto que caminha a sua frente, o rapaz é agredido e sua câmara tomada. Fotojornalistas que registravam o momento são agredidos pela guarda municipal. Os manifestantes seguem até delegacia nos jardins e os cerca de seis presos são liberados. A PM e GCM, mais uma vez, negam excessos e dizem que os atos serão analisadas por suas corregedorias.

Ok, estamos falando só da capital, ou melhor, do centro da capital. Na periferia da cidade segue a chacina de jovens “suspeitos” e a corrupção escancarada. Fora da capital, a cobertura da impresa é deficiente mas a situação não é diferente.

As imagens dos casos resumidos acima são claras e ninguém que pretende viver em paz pode concordar com policiais enraivecidos apontando armas para garotos de 17 anos só porque eles estão participando de uma passeata. Sejamos sinceros, a polícia paulista está fora de controle.

Em manifestações, a PM simplesmente deixa vir à superfície toda violência das sombras de suas cadeias. Uma pequena aglomeração num canto da cidade e logo viaturas desesperadas começam a chegar pela contra mão, como se alguém tivesse feito reféns num banco. Durante a marcha da maconha, diante de mais de 40 viaturas, quase uma centena de motos e tropa de choque em plena Av. Paulista, alguém no twitter perguntou se se tratava de um golpe militar ou algo do tipo.

Hoje, a polícia de São Paulo entende uma reunião de pessoas como uma espécie de ato terrorista iminente, toma uma ordem judicial como sinal verde para distribuir porrada e caçar sadicamente as pessoas pelas ruas.

Chega! Já basta! Toda vez que um abuso deste tamanho é cometido e comandante, secretário de segurança e governador do Estado dizem que está tudo certo e que “excessos serão apurados” estamos mais perto de um estado policial completo, onde tudo é proibido e todos são suspeitos. Votamos, somos mal representados, temos leis de convívio mas quando um grupo decide se expressar alguém indefeso acaba no hospital.

Estamos indignados! Por um grande ato contra as sequentes agressões gratuitas da polícia de SP em manifestações públicas.

Não precisamos de partidos corruptos, sindicatos falidos ou líderes hipócritas. Já não somos mais os mesmos. Organizações, grupos de amigos, movimentos sociais, turmas do bar, turmas da firma, gente diferenciada, pobres, fudidos e pensantes num só ato pelo direito de protestar. Pela liberdade de dar sua opinião, pela discussão em praça pública. Chega da prática policial em que jovem negro de bermuda e boné é suspeito – que ganha como brinde um tapa na orelha e uma arma na cabeça.

Pelo bom senso policial em manifestações públicas. A polícia deve procurar a ordem, não causar o pânico, o caos. PM, a cidade não é de vocês! Não venham lançar bombas por um bairro inteiro só porque assim decidiram.

A cidade é nossa e vamos começar a retomá-la pacificamente no próximo sábado, dia 28/05, às 14h, no vão livre do MASP.

Written by panopticosp

maio 23, 2011 at 14:30

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Polícia reprime com violência marcha da maconha em São Paulo

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A Marcha da Maconha em São Paulo partiu do MASP, na Avenida Paulista, e seguia para o centro quando a tropa de choque, na altura da Rua Augusta, avançou covardemente contra os manifestantes.

Na Rua da Consolação e Rua Augusta, por onde a marcha da maconha passou – já um tanto dispersa pela correria – houve mais bombas, presos e violência desmedida.

Written by panopticosp

maio 21, 2011 at 17:34

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Após excesso de público, audiência da Nova Luz será longe do centro

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No último dia 14, a Rua Santa ifigênia, maior centro de comércio de eletrônicos do país, baixou as portas às 15h. O comércio do entorno, incluindo o de motos, também fechou em protesto. Os comerciantes, funcionários e moradores da área estão aflitos e indignados com os rumos do projeto de revitalização do bairro.

Mesmo com a pesada chuva que caiu no centro, mais de mil pessoas manifestaram sua discordância com o projeto Nova Luz e a concessão urbanística que pretende demolir cerca de 30% do bairro da Santa Ifigênia, na República.

Como lembraram os manifestantes, das medidas anunciadas com alarde, poucas saíram do papel; destas, nenhuma se reverteu em melhorias reais para a região.

Dos planos de acolhimento e tratamento de viciados em crack, o que se vê é um jogo de gato e rato com a polícia; das grandes estruturas culturais e museus, se conclui que turistas e visitantes de final de semana não circulam pelo bairro e não ocupam as ruas, como a prefeitura esperava; das demolições de quarteirões inteiros e dos despejos em lote para a construção de novas estruturas, emergiu um grande vazio.

Os manifestantes daquele dia, tinham um objetivo, fazer-se ouvir na audiência pública que aconteceria às 19h. Diante da multidão, que caminhou até o local sob chuva, o Secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalen, cancelou o evento por excesso de público e falta de segurança.

Hoje o comunicado de uma nova audiência foi publicado no Diário Oficial. Ela acontecerá a cinco quilômetros da Santa Ifigênia.

Dificultar o acesso do público a audiências públicas, característico da democracia paulistana.

COMUNICADO AUDIÊNCIA PÚBLICA CONTRATO no 02/2010/SMDU – NOVA LUZ

A Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, em conjunto com o Consórcio Nova Luz, contratado para o desenvolvimento do projeto urbanístico específico para realização de concessão urbanística na área delimitada pelo perímetro da Nova Luz, definido pelas Avenidas Casper Líbero, Ipiranga, São João, Duque de Caxias e Rua Mauá, no Distrito da República, no Município de São Paulo, vem comunicar que no dia 28 de janeiro de 2011, às 18:00 horas, no Grande Auditório Celso Furtado do Palácio das Convenções do Anhembi, situado na Avenida Olavo Fontoura, 1209, entrada pela Portaria A, realizará audiência pública para apresentar, esclarecer e recolher sugestões sobre o Projeto Preliminar para a Concessão Urbanística da Nova Luz.

O credenciamento será realizado das 15h00 às 18h00 horas. Todos os documentos relativos ao tema da audiência pública, consistentes nos estudos contratados, estão disponíveis, desde a divulgação da audiência até seu encerramento, no Posto de Informações situado na Rua Gal. Couto de Magalhães, 381, dentro do perímetro do Projeto e no sítio eletrônico http:// http://www.novaluzsp.com.br. Os procedimentos para a reali- zação da Audiência Pública constam da Portaria no 014/ SMDU/2011, de 18/01/2011, publicada no Diário Oficial da Cidade no dia 20 de janeiro de 2011.

Diário oficial da cidade de São Paulo, 20/01/2011

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janeiro 20, 2011 at 10:15

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Cyrela maquia entorno de empreendimento e camufla prédio abandonado

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O centro, certamente, está entre os melhores bairros de São Paulo. Objeto de uma atrapalhada campanha de “revitalização” governamental para atração da classe média, a área começa a entrar no mapa das incorporadoras imobiliárias.

A questão é que a classe média não se adapta em qualquer habitat. Seus membros, mesmo os jovens e saudáveis, necessitam não apenas de um ninho bom, precisam de um que pareça bom.

A incorporadora Cyrela vai construir um prédio moderno no bairro e chegou com tudo. Dirigindo sua publicidade para jovens, lançou concurso de fotos sobre o centro – com computador apple como prêmio -, fez campanha no twitter e em bares badalados da região.

No material publicitário se lê que o prédio estará “completamente integrado com a Rua Avanhandava”, a rua vizinha cheia de restaurantes. Anos atrás, o dono dos restaurantes decidiu fazer sua própria decoração na rua para atrair turistas e formou o que chamou de boulevard. Nesta, a faixa de pedestres, por exemplo, foi apagada da esquina (este ano, após cinco, ela voltou).

O prédio da antiga sede do INSS, abandonado há duas décadas, também é vizinho do Mood – como se chama o edifício da Cyrela. Ele já foi ocupado pelo menos três vezes por famílias sem-teto, que pedem que seja dado uso ao espaço.

Escamotear a realidade, camuflando os prédios abandonados pelo governo e escondendo a vida das kitnets do quarteirão, foi a primeira tarefa da incorporadora.


A parede de fundos do prédio do INSS, vizinho do novo empreendimento imobiliário, em março de 2008.


A mesma parede, em julho de 2010, após camuflagem


A parede de outro prédio ao lado, em maio de 2007.


Vista do muro onde se viam vários grafites, em julho de 2010.


O muro do prédio abandonado decorado com imagens de São Paulo e o stand do empreendimento, em julho de 2010.


Visão dos fundos do prédio do INSS durante uma das ocupações, em abril de 2010. Imagens do interior da ocupação aqui


A família de Rosnéia, que, após ser despejada do prédio, foi para baixo do viaduto. No dia seguinte, sua família foi também expulsa da calçada. Mais imagens aqui


Segundo a incorporadora, um boulevard. Cadeirantes não são bem-vindos.

Na manhã de 4 de outubro de 2010, o prédio foi novamente ocupado pela Frente de Luta por Moradia. Os manifestantes pedem o cumprimento do Termo de Compromisso entre os governos federal, estadual e municipal para habitação de interesse social.

Em uma semana, a incorporadora maquiou o entorno e deu um banho de loja em todos os vizinhos feios e indesejados. O prédio do INSS não abriga uma só pessoa há 20 anos.

Contando com a apatia executiva e a visão limitada do judiciário sobre a função social da propriedade, quando a primeiro petisco for servido no espaço gourmet do Mood, com o auxílio dos governos revitalizadores, muita gente que vive há anos no entorno deve ter seus aluguéis inflados pela valorização da região e terá que rumar para a periferia com sua escova de dentes.

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outubro 6, 2010 at 14:09

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Gatunos S.A. lança mais um empreendimento de sucesso

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No último sábado, a Gatunos S.A. realizou o lançamento de seu mais ousado empreendimento, o Residencial Itororó, na nobre região da Bela Vista.

Centenas de pessoas de bom gosto, autoridades e membros das mais distintas famílias da cidade (e algumas celebridades instantâneas. Fazer o quê? A alta sociedade não é mais a mesma), estiveram presentes no local para conhecer as novidades arquitetônicas e as soluções encontradas pela Gatunos para facilitar a agitada vida dos paulistanos.

Pandoval Garfield de Souza, um dos responsáveis pelo negócio, disse que alguns ajustes ainda serão feitos para tornar o empreendimento ainda mais atrativo. Ele cita a demolição de dois altos edifícios brancos (vistos ao fundo da foto acima) que desestabilizam a energia arquitetônica feng shui do Residencial Itororó.

Enquanto saboreavam os delicados aperitivos preparados pela talentosa equipe Cat Buffet, os clientes puderam conhecer melhor as linhas de financiamento do Programa “Centro é caro, vá embora!”.

Cartas de descrédito foram as mais emitidas durante o lançamento. “Perdemos as contas, foram muitas. O descrédito é geral”, declarou Garfield à reportagem. “Para garantir o nível dos futuros moradores, a faca tem que estar a afiada”, completou o jovem diretor.

As plantas dos apartamentos agradaram até os mais exigentes. O design de interiores Claúdio Hype Deco declarou que “tudo foi pensado com os olhos no futuro, um pé na tradição e outro no requinte”.

Inovações como o televisor do dormitório voltado para a privada causaram euforia e foram testados e aprovados por aqueles que exageraram nos canapés extra apimentados da festa.


Não entendeu nada? Leia a reportagem de verdade sobre o protesto: Humor e criatividade marcam protesto na Vila Itororó (Revista Fórum)

Relacionados:
Vila Itororó mobilizada para resistir: a história do palacete “surrealista” que virou a casa de gente simples, Brasil de Fato
Vila Itororó, blog

Written by panopticosp

maio 18, 2010 at 17:31

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