Panóptico

Por onde minha bicicleta passa, outras tantas passarão

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Foto: Jessi Pervola em Contrail

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Foto: Contrail

Bicicletas não ficam paradas no trânsito. Basicamente, param apenas nos semáforos e quando os carros impedem completamente a passagem.

Esta agilidade ajuda a reforçar a percepção de que são poucos os ciclistas em São Paulo. Mas qualquer um que pare, durante cinco minutos, numa avenida qualquer para contar bicicletas, logo percebe que são muitos os ciclistas.

Muito divertida esta ferramenta que registra os ciclistas que passam pelas ruas. Bem com acontece com as marcas de uma trilha na mata – só que bem mais coloridas. Segundo o desenvolvedor:

Contrail é uma ferramenta para o desenvolvimento de comunidades de ciclistas. Enquanto você pedala, deixa uma linha de giz atrás de sua bicicleta. O objetivo é encorajar um novo ciclo de participação ao permitir que a comunidade de ciclistas deixe uma única marca na rua e revindique o direito de compartilhar o espaço.

O velho ciclo: Mais carros nas ruas -> maior perigo para o ciclista -> menos bicicletas nas ruas -> ainda mais carros nas ruas.

O novo ciclo: Alguns ciclistas deixam suas marcas nas ruas -> as marcas nas ruas geram curiosidade e lembram aos ciclistas onde é mais seguro pedalar -> novos ciclistas são encorajados a pedalar e a deixar suas marcas -> as linhas crescem conforme cresce a comunidade, formando uma grande marca. Livremente adapitado

Mais: Contrail

Relacionado:
As pegadas misteriosas no Eixão, artigo, Bicicletada DF
Manifesto dos Invisíveis, manifesto

Written by panopticosp

abril 17, 2009 às 11:42

Publicado em cultura urbana, transporte

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3 Respostas

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  1. Genial essa idéia. Não sei se é tão fácil de encontrar este produto. Mas já já aparecem novos fabricantes.

    Igor Andrade

    abril 27, 2009 at 11:20

  2. A idéia é realmente brilhante, tenho certeza que em São Paulo as pessoas adotariam e seria um sucesso. Como será que teremos acesso a esse produto?

    Carolina

    maio 19, 2009 at 15:50

  3. Maravilha…. alguém ai sabe como isso funciona e como podemos fazer uma livre adaptação do sistema?????

    Renato Zerbinato

    maio 28, 2009 at 10:47


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