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Foto: David Reverchon. Alguns direitos reservados

O transtorno do comprar compulsivo é uma condição crônica e prevalente encontrada ao redor do mundo, que divide características comuns com transtornos do controle do impulso. Em amostras clínicas, mulheres perfazem mais de 80% dos sujeitos. Sua etiologia é desconhecida, mas mecanismos neurobiológicos e genéticos têm sido propostos. O transtorno apresenta altas taxas de comorbidade com transtornos do humor, abuso de substâncias, transtornos alimentares e transtornos do controle do impulso.

Os compradores compulsivos tiveram significativamente mais depressão recorrente, transtorno bipolar, cleptomania, bulimia, tentativas de suicídio e abuso de benzodiazepínicos. Os indivíduos com TCC mais grave foram mais propensos a ter comorbidades dos Eixos I ou II do que os que possuem formas menos graves do transtorno.

Compras compulsivas: uma revisão e um relato de caso, artigo, Hermano TavaresI; Daniela Sabbatini S LoboII; Daniel FuentesIII; Donald W BlackIV IN Revista Brasileira de Psiquiatria (link via Agência FAPESP)

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A publicidade precisa derrubar qualquer obstáculo à credulidade total, impedindo o exercício do senso crítico. Para tanto, utiliza extensas metodologias pseudocientíficas de persuasão, baseadas na semiótica e na psicologia

A alma do negócio, artigo, Guilherme Scalzilli IN Le Monde diplomatique

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Artigos sobre publicidade no Panóptico

Written by panopticosp

agosto 1, 2008 às 17:06

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  1. […] as democracias como a violência está para as ditaduras” (Noam Chomski, em tradução livre) A publicidade me criou consume hasta morir Esta entrada foi escrita por luddista e postada em 1 de Agosto de 2008 at […]

  2. FONTE: Movimento Nacional dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis – MNCR

    Pesquisa levantou hábitos da população do Brasil e seu impacto no meio ambiente

    Pesquisa Ibope encomendada pela WWF apontou que 67% dos brasileiros não sabem qual destino de seu lixo e apenas 25% dizem separar o lixo reciclável. Os números são resultados de um levantamento que procura entender os hábitos da população e seu impacto no planeta. Apesar da pouca preocupação com a reciclagem, metade dos entrevistados dizem preferir, nas horas de fazer compras no supermercado, embalagens recicláveis e que respeitem critérios ambientais e sociais.

    Seriam necessários mais que dois planetas para sustentar a população mundial, caso ela tivesse os mesmos hábitos da população brasileira

    Fonte: IBOPE Inteligência

    O IBOPE Inteligência realizou, em maio, um estudo para o WWF Brasil com o objetivo de levantar alguns dos hábitos e costumes da população brasileira e mensurar seu impacto nos recursos do nosso planeta. As informações foram convertidas em indicadores da Pegada Ecológica, uma estimativa para entender até que ponto nossa forma de vida está de acordo com a capacidade do planeta em oferecer e renovar os recursos naturais e absorver os resíduos gerados. O principal resultado mostra que o padrão de vida de 55% da população brasileira, caso fosse imitado por toda a população mundial, demandaria o equivalente a dois planetas em volume de recursos, enquanto 45% de nossa população apresenta um perfil de consumo que implicaria no esgotamento de três planetas para atender a população global com o mesmo comportamento.

    Em várias abordagens a população mostra-se dividida entre algumas atitudes recomendáveis e outras contra-indicadas para a sustentabilidade. Por exemplo, ao comprar um produto, metade da população considera preço e qualidade, além de preferir artigos que venham em embalagens recicláveis e que respeitem critérios ambientais e sociais.

    Ao escolher eletrodomésticos, 48% consideram informações de eficiência energética e só compram lâmpadas frias e produtos que consomem menos energia. Enquanto isso, 20% não consideram informações de eficiência energética, pois sempre compram lâmpadas e eletrodomésticos que estiverem mais baratos.

    Em casa, 80% da população sempre desliga os aparelhos e lâmpadas quando não os está utilizando, ou deixa o computador em estado de hibernação. No banho a maioria tem um comportamento adequado: 43% gastam entre 5 e 10 minutos e 33% demoram de 10 a 20 minutos. Porém, 13% demoram mais de 20 minutos, o que implica em um consumo excessivo de água. Ao escovar os dentes, 87% fecham a torneira após molhar a escova e enxaguar a boca. Vale apontar que dos 13% que mantêm a torneira aberta, a maioria é de poder aquisitivo mais alto.

    Alimentação

    Em relação à alimentação, 54% consomem principalmente alimentos de origem orgânica e produzida na região onde vivem. A carne vermelha é consumida entre uma e duas vezes por semana por 51%, enquanto 34% a consomem todos os dias.

    Já em relação a peixes, ovos, laticínios e derivados, 59% os consomem entre uma e duas vezes por semana, 23% diariamente e 17% raramente.

    Destino do lixo

    A maioria da população (67%) coloca todo o lixo em sacos plásticos para ser recolhido pelo lixeiro (ou seja, não sabem qual exatamente será o seu destino) e 3% dizem sequer se preocupar com essa questão. Apenas 25% declaram separar o lixo reciclável, e um número menor ainda (5%) dos brasileiros afirmam separar o lixo seco para reciclagem e o orgânico para compostagem.

    Transporte

    A maioria da população (42%) não tem carro, usa transporte coletivo quando necessário e anda muito a pé ou de bicicleta. Vinte e seis por cento não têm carro e utilizam transporte coletivo, 19% têm carro mas procuram fazer a pé os percursos mais simples e utilizam transporte coletivo sempre que possível e 13% utilizam o carro como único meio de transporte e, na maioria das vezes, andam sozinhos.

    Sobre a pesquisa

    Período: A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio de 2008.
    Amostra: Foram realizadas 2.002 entrevistas com a população de 16 anos ou mais em 142 municípios brasileiros.
    Margem de erro: É de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%

    Download da apresentação
    Download do relatório

    Denis Mauá

    agosto 4, 2008 at 14:21

  3. […] prestigiar o nosso dileto amigo (que um dia também se vendeu para o ‘deus/diabo do […]

    Piripáque « Pedalante

    novembro 26, 2008 at 7:59


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