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A evolução das mortes de ciclistas nos Estados brasileiros

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Os números abaixo são absolutos, ou seja, representam o número total de ciclistas mortos no trânsito. Não estão consideradas relações segundo população total do Estado, número de ciclistas, número de veículos motorizados, tampouco malha rodoviária ou cicloviária.

A evolução das mortes de ciclistas no trânsito é clara: a cada ano, morrem mais ciclistas no trânsito brasileiro. Em 1998, o DataSus, do Ministério da Saúde, registrou 10 óbitos de ciclistas no Estado de São Paulo; em 2008, foram 311. Um crescimento de mais de 3000%.

Clique no gráfico para navegar pelos Estados

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junho 13, 2011 at 17:31

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Bicycle city

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maio 16, 2011 at 14:01

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São Paulo tem ato em solidariedade a ciclistas atropelados em Porto Alegre

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Em São Paulo, ciclistas, pedestres e skatistas protestaram contra o atropelamento em massa de ciclistas promovido por Ricardo José Neis em Porto Alegre.

Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Buenos Aires também terão protestos contra a violência ocorrida em Porto Alegre.

Relacionados:
Como foi a manifestação de apoio aos ciclistas de Porto Alegre, Vá de Bike
Uma noite, corpos no asfalto, As bicicletas

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março 1, 2011 at 13:14

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Mortes por homicídios e em transportes no Brasil

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Clique na imagem para navegar no gráfico dos Homicídios vs. Óbitos em transporte (taxa em 100 mil) – 2008

Em 2008, no Brasil, ocorreram 39.211 mortes em colisões, atropelamentos e outras situações de transporte; no mesmo ano, 50.113 pessoas foram assassinadas das formas mais conhecidas: na bala.

Pistola automática, três oitão e fuzil são regulados por lei, seu uso é restrito e um “acidente” com uma arma de fogo segue os tramites de abertura de inquérito e toda sequência de atos jurídicos.

O uso do carro, da moto e de carros que parecem caminhões também é regulamentado. Seu uso, porém, é fortemente incentivado pelo governo, através de apoios fiscais e investimentos em estrutura para autos, e pelas empresas, através do longo convencimento cultural. Os crimes de trânsito não motivam investigações e tem uma vida nas pastas do judiciário apenas formal – por conta de seguros e similare$.

Jovens

Mais de 18 mil jovens de 15 a 24 anos, que deveriam estar estudando, produzindo e desenvolvendo o país, morreram assassinados em 2008. Quase 9 mil morreram no trânsito e não tiveram futuro no país do futuro.

A taxa de homicídios entre jovens, em 2008, cresceu 1,9% em relação a 1998. Já taxa mortes nos transportes, no mesmo período, cresceu 32,4%. Ou seja, em uma década o país nada fez para conter ou reduzir a chacina provocada por automotores nas ruas do interior e das capitais.


Clique na imagem para visualizar o gráfico das Mortes em transporte no Brasil, 1998 vs 2008

O delegado Gilberto Almeida Montenegro, que culpou dezenas de ciclistas pelo próprio atropelamento, em Porto Alegre, é um exemplo da visão hegemônica no país hoje: a de que avançar com um carro sobre uma pessoa e matá-la não é “morte matada”, é “morte morrida”.

Quando o diretor da Divisão de Crimes de Trânsito de uma de nossas capitais mais ricas declara aos jornais sua preferência pela impunidade, mesmo diante de imagens e testemunhos cabais, a evolução das mortes mostradas pelo gráfico acima torna-se ânsia de vômito.

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fevereiro 28, 2011 at 17:19

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Carros coloridos na cidade cinza

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Centro de São Paulo, no ponto de ônibus da Praça Ramos começa a chover gotas coloridas. Uma garota olha com curiosidade para o céu. Logo, vem o impacto, uma gota se converte num carro, também colorido. A jovem abandona a espera do coletivo e adere às cores rumo ao moderno.

Um exemplar azul metálico cai sobre a Praça Dom José Gaspar. A chuva colorida aperta, carros brilhantes se espalham e colorem a cidade preta e branca.

De uma travessa do Vale do Anhangabaú uma série de carros desfila levando alegria à enfadonha capital.

O homem-placa está curioso, o violinista abre um belo sorriso ao ver a caravana, até o vendedor de churrasco grego é irradiado pela alegria da Fiat.

Crianças apressadas começam a recolher do chão estas sementes de carros. Logo as panelas estão cheias de cores.

Um rapaz, sentado na frente de uma casa térrea vê uma gota deste orvalho motorizado escorrer diante de si e, sim, sua vida e a vilinha sem graça, prometem se transformar. É quando a música – a onda da vez são as cópias da trilha de “Onde vivem os monstros”, de Karen O – dá o gancho para o narrador.

Ele esclarece ao desatento: “por um mundo mais colorido, com mais inovação e tecnologia: Fiat.”

PS. Todos os locais apresentados no comercial tiveram recentemente seu espaço para pedestre diminuído. Comidas de rua, como o churrasco grego, são hoje proibidas em São Paulo. Artistas de ruas também são proibidos em determinadas vias. Ao que sei, por enquanto, os homens que carregam placas continuam na ativa, mesmo com a lei cidade limpa. Em regra, casas térreas deram lugar a prédios com “segurança e vaga”, as que sobraram exibem fortes grades.

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fevereiro 14, 2011 at 16:15

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Para voltar a ser criança

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Acredite nos seu sonhos. Natal Eurobike. Emoções para voltar a ser criança.

Eurobike, obviamente uma loja de bikes, certo? Ademais, a chamada “volte a ser criança” está aí para não deixar dúvida.

Bom, o anúncio da loja de carros, de fato, não deixa dúvida dos valores hoje vigentes.

Written by panopticosp

janeiro 5, 2011 at 10:14

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Elogio ao filhinho da mamãe

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Houve um tempo em que ser filhinho de papai era vergonhoso e a busca por disfarce de atitudes típicas era recurso usual dos que tiveram o azar de serem criados numa bolha protetora da realidade.

É quando as crias expressam seu mundinho em público, seja nas ruas, seja na web, que temos a chance, através dos depoimentos dos pais – achando tudo normal -, de conhecer um pouco mais das pessoas que insistem numa educação descolada da vida em sociedade – sociedade que, para espanto, é composta por gente de diversas “classes sociais”, opções sexuais…

Parece que ser filhinho de papai já não pega tão mal entre os jovens. Veja este filme da Chevrolet “Não encoste no meu Camaro”. Um jovem que resolve usar sua coragem para passar o dia com o carro dos pais, enquanto eles viajam.

Temos aí os símbolos na felicidade atual: iPhone, academia, garota correndo, sol em contraluz (ele nunca falta), bichinho de pelúcia fofinho (já deu essa moda, não?) e, claro, um elemento vintage, no caso um skate.

Um clássico elogio ao filhinho da mamãe. Nada mais adequado a potenciais compradores bem sucedidos que recebem mesada.

Talvez hoje tenhamos menos adolescentes se debatendo consigo, colocando em questão sua criação e buscando conhecer o mundo como ele é. Talvez isso tenha a ver com a geração de adultos eternamente crianças e orgulhosos da sua condição que encontramos atrás de volantes.

Written by panopticosp

novembro 16, 2010 at 16:55

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