Posts Taggedtransporte publico

À beira do lago Titicaca

Um dos meios de transporte mais populares em Puno, no Peru, é o triciclo.

E quanto mais decorado melhor.

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4 comments Setembro 22, 2009

Novo Bilhete Único de crédito para o endividamento em massa

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Fotos: cassimano. Alguns direitos reservados

O jornal Agora informa que em dois anos funcionará em São Paulo um bilhete de transporte metropolitano capaz de realizar compras à crédito.

O Bilhete Único-Cartão de Crédito é o mais recente exemplo da lógica do lucro no sistema de transporte público em vigor no Estado de São Paulo e em sua capital.

Por aqui, lucrar com a massa que utiliza o transporte público é tarefa tão corriqueira quanto destinar a maioria dos esforços e verbas ao transporte privado.

Ao contrário do entendimento da população, “transporte de qualidade” e “expansão” não significam conforto, cumprimento de horários, segurança e expansão da rede de transporte.

A admistração pública da cidade limpa entende que a exibição de novelas nos ônibus faz parte dos investimentos em transporte. Afinal, enquanto o sujeito mofa no ônibus, ele merece assistir a uma novelinha e algumas propagandas das Casas Bahia. E, claro, quando for fazer a segunda baldeação no terminal, apreciar as ofertas de celulares e curso profissionalizantes.

Cinco anos se passaram desde a implantação do Bilhete Único e quem ficou com o mico da integração metropolitana foram os milhões de moradores das cidades vizinhas que trabalham e estudam em São Paulo. Eles continuam pagam duas vezes pelo transporte, caso embarquem em ônibus de “sistemas” diferentes.

Sabe como é, são empresas separadas. Fora de São Paulo a EMTU tem a chave do cofre; na capital, a chave é da SPTrans. Integrar os dois bilhetes de passagem na catraca é “muito complexo”, dizem os técnicos.

Com a idéia de emprestar dinheiro privado a juros através do cartão de transporte público, tudo se torna viável. Segundo o jornal Agora, a licitação sai ainda esse ano.

Relacionados:
O pode político das empresas de ônibus, artigo, Luis Nassif on line
Informação? Só ferindo privacidade, artigo, Panóptico
Mais uma do Bilhete Único espião
, artigo, Panóptico
Tarifa única de ônibus em SP, só pagando adiantado, artigo, Panóptico

4 comments Agosto 27, 2009

Obra viária para propagandear transporte coletivo

Expansão CPTM
reprodução: planodeexpansaosp

Até na hora de propagandear investimento em transporte público, o governo de São Paulo só sabe falar de transporte individual.

Afinal, ao falar da integração entre estações de trem, que imagem ilustraria melhor o micro investimento em transporte coletivo do que a de uma ponte milionária por onde só passam carros e motos?

Os detalhes falam, muito.

Atualização
O Flavio percebeu que a foto publicada no site “Plano de Expansão” com a legenda “Ponte Estaiada” é, na verdade, a ponte que termina na estação Santo Amaro

4 comments Agosto 11, 2009

O que a copa de 2014 tem a ver com a expansão do metrô?

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Add comment Maio 21, 2009

Em estações de trens do Rio, Supervia chicoteia e soca seus passageiros

VEJA O VÍDEO AQUI

O cidadão faz uso do sistema público de transporte. Um direito básico. Paga caro para uma concessionária lucrar com o transporte de pessoas. E além de receber um péssimo serviço, recebe chicotadas. Chicotadas! Socos e chicotadas!

As imagens veiculadas hoje de manhã na rede Globo são ultrajantes. E as respostas do diretor de marketing (!) publicadas pelo G1, tão revoltantes quanto.

A SuperVia informou que os agentes são treinados para garantir que as portas se fechem sem o uso da força física.

José Carlos Leitão, diretor de marketing da SuperVia, para que eles foram treinados pouco interessa nesse momento. O que interessa é o que eles fazem. O que está em questão são as imagens que qualquer olho cansado pode ver. O que vemos são pessoas sendo chicoteadas até mesmo com o trem em movimento, num ato sádico, que não tem nada a ver fechamento de portas e esse blablablá.

Leitão informou ainda que a Polícia Militar já foi chamada e que só este ano 200 pessoas foram presas por impedir o fechamento das portas dos vagões.

Solução da Supervia para trens lotados durante este ano: chamar a polícia.

Essa é a política de transportes do Rio? Aparentemente, essa é política para a população do subúrbio.

Se é assim, vamos chamar a polícia para prender os motoristas que cometem infrações nas lotadas avenidas do país.

Relacionado:
Passageiros que dizem ter sido agredidos em estação de trem vão à delegacia, notícia, G1

4 comments Abril 15, 2009

O glamour dos valets e a “revitalização” do centro

Sempre teremos “problemas” a resolver em São Paulo quando o assunto é estacionamento. Isso porque a relação entre o espaço que carros parados ocupam e o espaço que seus donos ocupam é totalmente desequilibrada. Uma reunião com 20 pessoas marcada numa sala de 20 m² pode atrair 20 carros, causando um belo transtorno em frente ao local.

Como os paulistanos não sabem ir a lugar nenhum sem levar consigo um motor quente, nem aos finais de semana, o problema é permanente.

Cineminha na sala Unibanco Augusta no domingo? Trânsito a um quarteirão do metrô. Anúncio antes do filme começar, indicando os estacionamentos ao redor? Sim, no Cine Belas Artes, que fica em frente a um corredor de ônibus e a dois quarteirões do metrô.

Sobre a reabertura de uma magnífica sala de cinema no centro de São Paulo, a matéria “Repaginado, Cine Marabá reabre e resgata o glamour”, do Estadão, diz:

O problema da falta de vagas de estacionamento (e da falta de garagens subterrâneas, projeto da Prefeitura que está há seis anos no papel) será resolvido com um valet na porta.

A “solução” não soluciona e não revitaliza área nenhuma.

Os valets, mesmo que não sejam, representam a exclusividade, uma desigualdade de tratamento nociva. Numa frase, valets são pedantes. E não é isso que ajudará a revitalizar o centro de São Paulo.

Não importa quantos “Centros culturais” inventarem, partes do bairro continuarão esvaziadas à noite se as pessoas saírem de seus carros feito bolas de sinuca e caírem dentro da caçapa do cinema.

No tempo do tal proclamado glamour, o centro era o principal bairro da cidade e, apesar dos carros já causarem enormes problemas e embates, as pessoas utilizavam as pernas que possuíam. Não por acaso, boa parte das salas de 2.000 lugares que se dedicavam a exibição de filmes, hoje guarda carros.

Os problemas de segurança existem e podem ser solucionados de verdade.

A reabertura de um cinema histórico seria uma bela oportunidade para que gente de classes privilegiadas conheçesse e experimentesse o centro à noite e no final de semana. Ao esperar o ônibus, aguardar a próxima sessão no bar ao lado, ao caminhar até o metrô o local poderia voltar a ser mais agradável para todos.

Esse seria um pequeno passo em direção à solução. Já um valet não estimula ninguém a nada positivo, só trará uma vida artificial restrita aos 50 metros em volta do cinema.

A mesma tática fora adotada pelo turístico Bar Brahma, ao lado do Marabá. Para garantir que as pessoas desçam dos carros e entrem direito no local, manobristas velozes e furiosos correm de um lado para o outro nos horários de pico. O Centro Cultural Banco do Brasil, que fica num calçadão, foi mais longe e ofereceu por anos um serviço de van que levava os clientes até um estacionamento conveniado.

Obviamente, esta “solução” do cinema com valet não está apenas relacionada à falta de vagas, uma vez que existem opções próximas. Está relacionada à segurança. Por isso, a probabilidade de se instaurar a segurança privada disfarçada na calçada em frente para garantir a tranquilidade dos frequentadores é grande.

Torcemos para que o empreendimento dê certo, mesmo com os tais valets. Mas um alerta é válido: moradores de rua, camelôs, sem-teto, ciganos, africanos, trombadinhas, todos os feios, sujos e malvados do envolto do cinema, preparem-se, a cultura vem aí.

Relacionados:
Os Valets glamourosos, artigo, panóptico
“Donos da rua” acham que ônibus atrapalham o Valet, artigo, Vá de bike!
Os caras-de-pau e Kafka sobre quatro rodas, artigo, Apocalipse motorizado

Para Andrea Matarazzo catadores são problema, artigo, panóptico
Centro Vivo, artigo, panóptico

Por vir:
Momento Monumento, site, mais um centro cultural no centro de São Paulo
Sesc 24 de maio, site, centro cultural que já transformou um calçadão em rua para carros.
Antiga rodoviária de SP vai virar teatro e escola de dança, notícia, Folha de S. Paulo

1 comment Março 27, 2009

Marketing com a estrutura dos outros

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(clique na imagem para ampliar)

Ingressos a partir de R$160 e todo um circo para a classe média paulistana cheia de paz no coração montado.

Um caro encarte no jornal diz:

Consumo responsável: A organização desenvolveu uma estrutura para estimular o público a não ir de carro e curtir o Skol Sensation à vontade.

As opções elencadas são (nessa ordem): Motorista da rodada, Estacionamento amigo, Táxi, Vans, Metrô.

A última é a novidade. Diz:

Juntamente com os ingressos, você ganhará, sem custo adicional, dois tickets do metrô.

Um belo avanço. Obviamente, a intenção é lavar a marca de cerveja com o sabão da ecologia para ficar bem cheirosa. Mas, de fato, receber os bilhetes do metrô junto com o ingresso pode lembrar o motorista que no dia do evento ele ficará horas no trânsito, se estressará e correrá o risco de ser roubado.

A parte do “sem custo adicional” é, digamos, engraçada para um evento direcionado à classe média alta.

Claro, o metrô é a última opção relacionada. Motorista da rodada é a primeira e diz:

Escolha o motorista da rodada. O herói que não irá beber, só vai levar os amigos para casa em segurança.

A estrutura que “a organização desenvolveu para estimular o público a não ir de carro” se resume a disponibilizar um serviço terceirizado de vans e dar bilhetes de metrô.

São bons estimulos. São dois. Não são uma “estrutura”. Certamente, a “estrutura desenvolvida” e os gastos se concentram no estimulo inverso, o Estacionamento amigo.

Relacionado:
Eventos coletivos e Transporte coletivo

Add comment Março 24, 2009

Bicicletada São Paulo – Fevereiro 2009

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Na bicicletada da última sexta-feira não dava para saber muito bem quantas pessoas pedalaram até a Praça do Ciclista para se encontrar com outras e protestar pelo direito de circular de bicicleta em segurança. A vista não alcançava.

Ciclistas tranquilos mais uma vez se depararam com motoristas irritados; motoristas cansados mais uma vez se depararam com ciclistas mal-educados; motoristas assassinos em potencial mais uma vez deram de cara com ciclistas dispostos ao enfrentamento.

A cada bloqueio de rua, a cada sirene sem propósito, a cada buzinada impaciente, a cada saudação dos que passavam, a bicicletada colocava seres em contato, ativava neurônios, despertava sentimentos variados.

O resultado das ações do grupo nunca é previsível. A massa desorganiza, confunde, desobedece e acaba por deixar frente a frente pessoas que não se encontrariam no cotidiano paulistano. O trânsito despersonalizado ganha rosto.

A falta de educação, de bom senso e a ignorância de uma sociedade desinformada, entretida com celebridades e publicidades variadas estão lá expostas, numa só noite.

É por isso que a bicicletada é sempre uma noite de riqueza espetacular (mesmo para aqueles que discordam de seus métodos, organização ou propósitos). É um evento que evidencia o estado de pobreza cultural e putrefação social em que vivemos.

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Uma vez ao mês, numa noite de sexta que seria apenas mais uma sexta da “balada”, cheia de abusos e mortes no trânsito, a massa de ciclistas coloca em cheque não apenas a cultura do automóvel mas o comportamento repelente paulistano.

Numa sociedade cada vez mais despolitizada, a bicicletada é hoje um dos poucos atos políticos sinceros em curso firme na cidade. É um evento de realização política, uma ação de pessoas que decidiram enfrentar a ordem imposta e retomar o curso de suas vidas. É uma noite pelo direito à reflexão, pela valorização do coletivo, pelo compartilhamento justo do espaço urbano e dos recursos.

Ao se tornar um movimento auto-organizado amplo, a bicicletada parece ter grandes desafios pela frente.

Sabendo que àqueles que, consciente ou inconscientemente, decidem que a pressa vale mais que a vida continuam nas ruas, o levante contra o Estado omisso às milhares de mortes no trânsito será sempre fator de união dos inconformados e facilitador do avanço da resistência.

Relacionados:
Caminhos da Massa Crítica, artigo, blog Transporte Ativo
Bicicletada São Paulo – Fevereiro 2009, galeria de fotos, panóptico
Mais relatos, fotos e cia, bicicletada.org

3 comments Março 2, 2009

Imagens de cidades subdesenvolvidas

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Foto: kbrookes. Alguns direitos reservados

Para nós que vivemos num país desenvolvido de distribuição de renda justa, às vezes, é difícil imaginar como as pessoas que moram nas cidades pobres desse mundo se deslocam.

Será que os cadeirantes deslocam-se de forma autônoma para trabalho, o estudo, o lazer?

Será que quem adquire um carro, adquire também a licença de dono da rua e sai buzinando e acelerando em cima de todos os demais que não estão dentro de um automóvel?

Será que os pais agarram as mãos das crianças com força para elas não “fugirem” para a rua?

Sim, para nós é difícil imaginar que ainda hoje existam sistemas de transporte que não sejam baseados no automóvel. Mas, com tanta pobreza, na Suíça seus cidadãos são obrigados a andar em bondes e bicicletas!

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Foto: kbrookes. Alguns direitos reservados

As imagens não mentem. O estado caótico das cidades suíças, a tristeza e o estresse de seus moradores são evidentes.

O Brasil, como um país exuberantemente desenvolvido, não se furtará a seu papel global e enviará uma equipe humanitária para Suíça, imediatamente.

Membros das paulistas SPtrans, EMTU e EMURB estão confirmados. OAS, Camargo Corrêa e outros engenheiros do apocalipse já designaram representantes. Arquitetos da exclusão enviarão maquetes de condomínios fechados com “4 vagas por apto., lazer completo e muito verde”.

O governo federal já postou uma pasta vermelha contendo as planilhas econômicas demonstrando que a redução dos impostos sobre os automóveis promove o transporte justo, racional e sustentável nas cidades. O governo estadual telefonará aos prefeitos suíços instruindo sobre a celeridade na construção de linhas de metrô. O governo municipal já destacou Andrea Matarazzo para a missão diplomática, ele que irá revitaliza todo aquele horror.

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Foto: kbrookes. Alguns direitos reservados

3 comments Dezembro 21, 2008

Rotas de ônibus em mapas on line começam a funcionar em SP e BH

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A vida de quem se desloca de forma racional ficou mais fácil.

Os interesses comerciais do Google levaram a empresa a desenvolver uma funcionalidade no Google Maps que permite encontrar rotas utilizando transportes públicos em São Paulo e Belo Horizonte.

Até hoje, o cidadão que não quer ou não pode usar um carro em São Paulo tinha duas opções: ligar para 156, requisitar o ônibus para determinado destino e deixar seu nome e telefone registrado num banco de dados misterioso e inútil; ou entrar no site da SPTrans e pesquisar a sua rota, neste caso sem o burocrático desestímulo do cadastro e da cansativa espera telefônica.

Facilitar a vida dos motoristas de automóveis é um negócio rentável. Os serviços para eles pipocam na internet, lojas de aparelhos eletrônicos, emissoras de rádio e TV. As melhores rotas estão em tempo real dentro e fora dos carros (justamente os carros causadores do caos que tornam estes serviços necessários).

Um Estado atento e uma administração pública eficiente seriam os primeiros a pensar e prestar informações sobre transporte público à população.

Infelizmente, não é assim.

Vídeo explicativo e notícia no Google

Relacionados:
Bicicletários e Paraciclos em São Paulo, mapas, Google
Olho vivo. E o pulso ainda pulsa, artigo, Urbanistas SP

2 comments Dezembro 12, 2008

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