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“Isto É” manipula foto para proteger Serra

O jornal Brasil de Fato denunciou e vários blogs já espalharam a notícia da grosseira manipulação da Revista IstoÉ.

A imagem de propriedade da Folha Imagem sobre o protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp trazia a inscrição “Fora Serra”, a revista IstoÉ simplesmente apagou a inscrição.

O impressionante é que a revista auto declarada Independente ainda mantém a imagem falsa no ar.

A reportagem do Brasil de fato é do dia 07/04. Abaixo a tela do site da revista no Terra, capturada hoje às 10:47


Add comment Abril 11, 2008

Observando a mídia

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Já foram publicados 13 artigos sobre a revista mais nefasta do Brasil. Luís Nassif, com a ajuda de seus leitores, vem juntando as peças da história de terror do semanário. O dossiê também está disponível em inglês para o mundo saber.

Agora, o Biscoito fino e a massa, que vem acompanhando as primárias norte-americanas e já mostrou o grave erro do “maior jornal do país”, inicia uma série de artigos simples e diretos: Perguntas que a imprensa americana não fará.

Criticar não é só xingar aos ventos, como uma minoria da esquerda acredita. Desmontar é parte do aprendizado para entender como as entranhas adoecem e para criar algo melhor. Sempre impressiona que máquinas nocivas continuem a operar quando existem alternativas saudáveis. Sendo assim, para os saudáveis desmontar e criar se tornam tarefas concomitantes.


1 comment Fevereiro 21, 2008

A criminalização dos motoboys em São Paulo

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Foto: Luiz. Todos os direitos reservados.

Anda difícil a vida do trabalhador que usa uma motocicleta para ganhar o pão. Como tantos outros, ele leva e traz coisas variadas. A questão é que se o fizesse montado num automóvel de quatro rodas não encontraria pela frente uma blitz policial “só para motos”, não seria proibido de usar o banheiro de algumas rodovias (por seu veículo não pagar pedágio), não seria desrespeitado em rádios de grande audiência, não diriam em grande revista que ele cai sozinho, não veria um colega morto no asfalto a cada 24 horas e não seria alvo de leis malucas a cada semestre.

Se em vez da câmara os legisladores realizassem suas audiências em botecos pela cidade, digamos às sete da noite, boa parte das leis e medidas implantadas sairia para a rua e não voltaria micada, com vergonha. Pouparia os sábios de dar entrevista veemente num dia e no outro dia falar baixinho que talvez volte atrás.

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Na revistinha do rei carro: “…vivem em guerra com os motoristas, são temerários e, quando resolvem protestar, atravancam ainda mais o tráfego de São Paulo” (Imagem via xforum)

Em São Paulo voltou a pauta a proibição da garupa em motos. Dizem que muitos assaltos são realizados por duas pessoas sobre uma moto. Para os legisladores a solução seria simples, proibir todos de usar seu veículo de forma plena. Coisa inteligente, para facilitar o serviço da polícia chuta-se um direito do consumidor e criminaliza-se uma categoria paulistana do tamanho da população de São Caetano, sua vizinha.

A exposição do assunto na mídia não levou a nada, simplesmente porque a mídia é da classe média (motorista de automóvel), vê o motoboy como uma praga e quer higienizar a cidade. O que a mídia chamou de “debate” só reforçou o preconceito ao trabalhador que pára com sua moto no semáforo e vê os vidros do carro do trabalhador ao lado serem fechados rapidamente.

Há cidades em que o capacete não é exigido para que o moto-ladrão seja reconhecido. Idéia de governante de cidade pequena. Em São Paulo já se pensou em escrever o nome, o R.G. e a placa da moto no capacete e num colete especial do potencial infrator. Idéia de síndico que acha que é prefeito de cidade grande, quer que o faxineiro o chame de doutor e não sabe como disfarçar sua fúria discriminatória. É assim toda vez que se fala em segurança e cia na grande cidade, a primeira idéia que surge é perseguir o trabalho e proibir alguém de existir.

Alguém importante é assaltado ou morto por um motoqueiro e logo um representante salta para proibir motoqueiros e motos, mas, claro, toma o cuidado de restringir a limpeza. No Rio, graças ao deputado Pedro Fernandes, foi colocada na mesa, nua, a vontade dos poderosos de varrer os moto-pobres das metrópoles. O projeto de Fernandes pretende proibir que motos com menos de 500 cilindradas carreguem alguém na garupa. Assim, o pessoal que só tem 125 cilindradas no bolso não pode pegar a namorada na saída do trabalho, mas quem tem mais de 500 cilindradas na carteira pode levar a esposa para a praia.

Peculiaridades do direito brasileiro. Cada grupo de brasileiros tem os seus. Juiz manda a imprensa não falar o nome de acusados de agredir prostitutas e diz que sua decisão “independe de raça, profissão ou gênero”; deputado quer proibir garupa para motocas de trabalho e, com certeza, também não tem nada a ver com raça, classe ou profissão. Vivemos em cidades cada vez mais perigosas, sim. A saliva higienista que atualmente escapa das bocas dos governantes é grossa, corrosiva e nojenta; respinga a promoção da exclusão, o incentivo ao desrespeito e a reafirmação de desigualdades justamente naqueles que estão mais desprotegidos e apenas tentam sobreviver. Um conhecido grande perigo.

Com tantos problemas a maioria dos motoboys tem uma situação trabalhista muito pior do que seus colegas que possuem mais que duas rodas: não tem honorário, porque trabalham “na informalidade”, recebem por entrega, por dia, por fora e cia; não tem seguro de vida; não tem convênio saúde; não tem vale-refeição; tiram uns R$700 por mês. Se depois de um tombo ficarem em casa, digamos, duas semanas, recebem zero reais e os gastos médicos são de sua própia conta.

Sim, tudo vai mal, mas estão mobilizados, já levaram 5 mil às ruas e ninguém mexe com eles sem pensar três vezes. Todos os representantes de São Paulo sabem disso.

Relacionados:
como não poderia deixar de ser, vou comentar a nossa matéria que saiu na Veja SP…, artigo, Motoblog
Motoboy, invisível que incomoda, artigo, Panóptico
Motos x carros, artigo, Panóptico
Motos, trânsito, status e mortes, artigo, Panóptico


10 comments Fevereiro 9, 2008

Mentira para idiotas é a alma da Veja

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Imagem via xforum

Legenda da mentira: “Cena comum: motoboy se desequilibra e cai sozinho na Avenida Doutor Arnaldo”

Atualmente a revistinha é inbatível. Chegou lá, conseguiu ser uma das piores revistas do mundo com mentiras diretas, óbvias, claras e infantis.

Segundo dados da CET, a maoria esmagadora dos acidentes fatais ocorre devido a colisões laterais, ou seja, a moto é atingida lateralmente, o motocilista cai e é atropelado em seguida. Dado o caráter frágil do corpo exposto, os ferimentos são geralmente graves. O serviço de resgate do corpo de bombeiros estima que a cada dez saídas para um atendimento de emergência, três são para resgatar um matociclista ferido ou morto. As motocicletas mais acessíveis apresentam poucos dispositivos de segurança, o que é agravado pela grande quantidade de motos sem condições de uso que trafegam pela cidade. Muitas motocicletas ainda usam um sistema de frieo à lona, em detrimento do sistema a disco, mais moderno. Na hora da freada de emergência, o custo do equipamento transfere-se ao estado que mobiliza sua infra-estrutura para cuidar da vítima. O Hospital das Clínicas de São Paulo já é um dos centros mundiais de amputação de membros inferiores — uma das áreas do corpo mais atingidas nas quedas de moto.

Fonte da verdade: Remoto, Canal*Motoboy


3 comments Fevereiro 8, 2008

Esperando o ônibus no Rio de Janeiro

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Charge: Leonardo, em O Caos Anda sobre Rodas. Revista Zé Pereira.

— Na Zona Sul não é assim. Em Copacabana, tem ônibus a toda hora. Sei disso porque trabalhei lá por um tempo. Mudei de emprego e sofro com a falta de opções, principalmente na volta para casa. (Revista Zé Pereira)

Outras charges e um longa reportagem sobre o sistema de vans e ônibus no Rio de Janeiro estão no site da Revista Zé Pereira.

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Nunca li a revista, afora algumas reportagens no site, como a maravilhosa estória Hitler no Leblon, então não posso comentar sobre, mas é a primeira vez na vida que vejo uma capa de revista com uma garota negra, acima dos 30 anos de idade, e subindo num ônibus. Não é pouca coisa.


Add comment Novembro 9, 2007


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