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Atenção! Auto-homens ignorando

“Um cidadão em perigo! Geladeiron, transformar!” (ou algo assim)
The Perry Bible Fellowship. Todos os direitos reservados. Nicholas Gurewitch.
A tira sátira com os “transformers” (se você está perto dos 30 anos de idade, lembra-se bem deles; se está perto dos sete, conversaremos no próximo revival) resume o sentimento de muitos durante a última semana.
Imagino que todas as que não conheciam a ciclista Márcia (como eu) se sensibilizaram não apenas com as circunstâncias de sua morte, com o medo de ser a próxima ou com a revolta e a perda de mais uma pessoa que lutava por uma sociedade mais justa.
O comprometimento da grande mídia com os poderes financeiros e políticos, e a opinião ignorante, robotizada e fria das pessoas que estão ao nosso redor nas filas de banco, escritórios, bares e comentários de blogs veio esfregou a realidade, de uma só vez, no rosto de todos nós.
Mario Amaya bem destacou, a morte de Márcia não foi apenas uma morte estúpida, foi o resumo do “estado moral da sociedade motorizada”.
Qualquer oportunidade precisa ser aproveitada para promover a paz no trânsito. Que seja necessária uma morte de um ser humano, e tendo de concentrar tantas circunstâncias extraordinárias para chamar a atenção – mulher, cicloativista, no meio da avenida mais importante da cidade, num tipo de ocorrência considerado banal, causada por um motorista profissional, motorista esse que não assume a responsabilidade, e com a mídia dando mais relevância ao congestionamento do que ao acidente – tudo isso diz muito mais sobre o estado moral da sociedade motorizada do que sobre as pessoas que se levantaram contra esse estado moral. Fonte: Sexta-feira de bike na Paulista
Relacionado:
Se ele der 20 cm, eu já fico feliz
Add comment Janeiro 20, 2009
Resumo da história de nossas cidades
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Por: Bill Watterson. Todos os Direitos reservados. Fonte: Depósito do Calvin
1 comment Dezembro 11, 2008
Dois jornais dispensam um mestre
O blog dos quadrinhos informa que os jornais Zero Hora, do Rio Grande do Sul, e A Tribuna, do Espírito Santo, suspenderam a publicação de tiras de Laerte. O autor deu a informação em entrevista a Rádio USP (que vai ao ar hoje, 13/06, às 20:30, em 93,7 FM).
Há algum tempo, Laerte deixou de buscar apenas o humor em seus trabalhos e vem nos apresentando sensacionais tiras filosóficas e surrealistas. Acaba por discutir o próprio fazer quadrinhos e tirinhas.
Laerte disse, em entrevista a Folha de S. Paulo em 2007, que perdeu o jeito para as tiras humorísticas que vinha fazendo:
… é uma explicação que tem de passar pela morte do meu filho [morto num acidente de carro em 2006] também, isso foi um divisor. Eu passei a ver e pensar as coisas de um outro jeito, uma série de procedimentos começou a perder o sentido ou ganhar outros.
Matéria completa do Blog dos Quadrinhos
Relacionados:
Entrevista com Laerte na Caros Amigos
Entrevista com Laerte na Folha de S. Paulo
Add comment Junho 13, 2008
Financiando o quê?
Por Leonardo, em Rasura livre.
Quem teve a oportunidade de assistir o documentário Grass, de Ron Mann, já deu boas risadas com a história da repressão da maconha. Desde a repressão ao uso que visava criminalizar os mexicanos nos Estados Unidos até o recente argumento “porta para drogas pesadas” a publicidade anti-maconha é cômica.
Cada época tem seus apelos caros. Numa época na qual o conceito de “responsabilidade social” vem se firmando como a responsabilidade de não abrir mão de hábitos socialmente danosos e abrir mão de liberdades civis e individuais, o argumento anti-droga não poderia ser outro: assassinatos, tráfico de armas, toda exploração e crime é decorrência do consumo individual de drogas.
Add comment Maio 17, 2008
Jornal do Brasil “copiou e colou” Universo HQ
O Estadão chama os blogueiros de macacos copiadores de textos.
Mês passado, o Universo HQ, há anos na internet, denunciou no seu blog que um de seus textos havia sido copiado integralmente pelo Jornal do Brasil (lembrete do plágio: blog dos quadrinhos).
Este é o texto de Marcus Ramone, no Universo HQ e este o do Jornal do Brasil, creditado à Agência JB (!).
A agência Talent e o Estadão acharam a reação dos blogs tola e exagerada. Qual seria a reação da Associação Nacional de Jornais se a blogosfera lançasse campanha que representasse jornalistas e editores da velha mídia como macacos? Motivos para tal não faltam.
Technorati tags: estadao, blogosfera.
1 comment Setembro 4, 2007
Ned & Lud em “Tempo de Agir”

Fonte: sabotagem
Leia primeira página da estória aqui
Leia a segunda página da estória aqui
Technorati tags: anarquismo, culturalivre, luddismo.
Add comment Maio 14, 2007
A falsidade das edições luxuosas
Comprando um álbum de figurinhas completo na megastore
A atual enxurrada de “edições de luxo” de materiais anteriormente mal publicados não é para o leitor, como pode parecer, um benefício. É antes de tudo um esbulho.
Não tão falsas quanto as “edições de colecionador” em que a constatação da falsidade vem estampada na própria propaganda – uma vez que colecionador algum concede valor a algo não original e não raro -, as “edições de luxo” contam com valores buscados por fetichistas e alguns colecionadores. As edições são de fato de luxo: capa, papel, impressão… Afora estes itens encarecedores, nada mais. São somente luxo. Atributos que agregam ao conteúdo de fato, como comentários, extras, prefácios e outros, nada! O colecionador antes de ser um fetichista é um estudioso. Desta forma, as edições de luxo serviriam àqueles colecionadores que estudam menos e privilegiam atributos fetichistas, mas nem ao menos é este o caso.
Colecionador coleciona. No caso dos quadrinhos, itens em série. Comprar pressupõe dinheiro; colecionar, muito dinheiro; por isso o colecionador analisa muito o custo-benefício de cada item, pode pagar 1000 reais por algo que interessa a sua coleção, mas não dá um real a algo que vale 30, mas não interessa a sua coleção. O que interessa ao colecionador é a consistência de sua coleção. O colecionador deseja diversos itens, mas não compra apenas de acordo com seu desejo, quem compra de acordo com o desejo imediato, que é aleatório (se não fossem pautados pela mídia, lojas, tendências) é o leigo.
A editora Conrad assumiu o controle das edições nacionais de quadrinhos adultos, assim como a Cia. das Letras, dos títulos de literatura contemporânea e a Trama, da discografia “alternativa”. A Conrad, ligada nos lançamentos internacionais e nas tendências juvenis, solta uma quantidade enorme de coletâneas luxuosas voltadas a um público de meia idade que curte “temas jovens”, que tem dinheiro para comprar material bem produzido e preguiça de sobra para não ir atrás das publicações empoeiradas. Estas empresas têm sucesso não pelo investimento em títulos e traduções como propagam, contam, principalmente, com a busca dos consumidores por praticidade, material sem grande profundidade, estética atual e, principalmente, a sensação de adquirir algo completo de uma só vez – resolver o problema rapidamente, afinal para ir atrás de todos os LPs de fulano, se acabaram de lançar um box completo, novinho, que vem com uma camiseta encartada, sem as capas e encartes originais e que custam um absurdo?!
Lucros maiores, distribuição facilitada fazem com que as coletâneas luxuosas deixem de ser mais uma opção no mercado e passem a ser a única, já que as empresas deixam as edições periódicas de lado. Títulos diversos que começaram a ser lançados em série ganham sua edição coletânea-luxo já na quarta ou quinta série! Os quadrinhos “underground” vêm em edições requintadas… é contra senso além do suportável.
Não há graça alguma em comprar um livro capa dura com as dez edições de determinado título. O colecionador prefere comprar mensalmente suas edições seriadas – com dez capas moles e não uma dura – e não ter um belo livro na estante, mas ter feito da estória do quadrinho parte de alguns meses de sua breve vida.
Bom, dou um desconto, exibir a coleção faz parte, mas não há orgulho algum em exibir um álbum de figurinhas completo se você já o comprou completo pronto numa megastore.
Meus pesâmes a todas pequenas lojas fechadas em São Paulo que contribuíram para a formação de um mercado de leitores (Muito Prazer Quadrinhos, Livraria Belas Artes, Livraria Duas Cidades e outras dezenas).
Technorati Tags: quandrinhos, livros, hq, edição+luxo,
Add comment Dezembro 15, 2006







