Posts Taggedquadrinho

Uma breve história da América

(dica @revistabula)

1 comment Agosto 7, 2009

Atenção! Auto-homens ignorando

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“Um cidadão em perigo! Geladeiron, transformar!” (ou algo assim)
The Perry Bible Fellowship. Todos os direitos reservados. Nicholas Gurewitch.

A tira sátira com os “transformers” (se você está perto dos 30 anos de idade, lembra-se bem deles; se está perto dos sete, conversaremos no próximo revival) resume o sentimento de muitos durante a última semana.

Imagino que todas as que não conheciam a ciclista Márcia (como eu) se sensibilizaram não apenas com as circunstâncias de sua morte, com o medo de ser a próxima ou com a revolta e a perda de mais uma pessoa que lutava por uma sociedade mais justa.

O comprometimento da grande mídia com os poderes financeiros e políticos, e a opinião ignorante, robotizada e fria das pessoas que estão ao nosso redor nas filas de banco, escritórios, bares e comentários de blogs veio esfregou a realidade, de uma só vez, no rosto de todos nós.

Mario Amaya bem destacou, a morte de Márcia não foi apenas uma morte estúpida, foi o resumo do “estado moral da sociedade motorizada”.

Qualquer oportunidade precisa ser aproveitada para promover a paz no trânsito. Que seja necessária uma morte de um ser humano, e tendo de concentrar tantas circunstâncias extraordinárias para chamar a atenção – mulher, cicloativista, no meio da avenida mais importante da cidade, num tipo de ocorrência considerado banal, causada por um motorista profissional, motorista esse que não assume a responsabilidade, e com a mídia dando mais relevância ao congestionamento do que ao acidente – tudo isso diz muito mais sobre o estado moral da sociedade motorizada do que sobre as pessoas que se levantaram contra esse estado moral. Fonte: Sexta-feira de bike na Paulista

Relacionado:
Se ele der 20 cm, eu já fico feliz

Add comment Janeiro 20, 2009

Resumo da história de nossas cidades

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> Para ampliar, clique nas imagens

Por: Bill Watterson. Todos os Direitos reservados. Fonte: Depósito do Calvin

1 comment Dezembro 11, 2008

Desobedeça, retome as ruas


Por: Rafael Sica (novo gênio dos quadrinhos)

2 comments Outubro 31, 2008

Crash

Crash, de Andre Kitagawa. Todos os direitos reservados

Crash, de Andre Kitagawa. Todos os direitos reservados

Conto completo aqui

Add comment Julho 5, 2008

Dois jornais dispensam um mestre

O blog dos quadrinhos informa que os jornais Zero Hora, do Rio Grande do Sul, e A Tribuna, do Espírito Santo, suspenderam a publicação de tiras de Laerte. O autor deu a informação em entrevista a Rádio USP (que vai ao ar hoje, 13/06, às 20:30, em 93,7 FM).

Há algum tempo, Laerte deixou de buscar apenas o humor em seus trabalhos e vem nos apresentando sensacionais tiras filosóficas e surrealistas. Acaba por discutir o próprio fazer quadrinhos e tirinhas.

Laerte disse, em entrevista a Folha de S. Paulo em 2007, que perdeu o jeito para as tiras humorísticas que vinha fazendo:

… é uma explicação que tem de passar pela morte do meu filho [morto num acidente de carro em 2006] também, isso foi um divisor. Eu passei a ver e pensar as coisas de um outro jeito, uma série de procedimentos começou a perder o sentido ou ganhar outros.

Matéria completa do Blog dos Quadrinhos

Relacionados:
Entrevista com Laerte na Caros Amigos
Entrevista com Laerte na Folha de S. Paulo

Add comment Junho 13, 2008

Financiando o quê?

Por Leonardo, em Rasura livre.

Quem teve a oportunidade de assistir o documentário Grass, de Ron Mann, já deu boas risadas com a história da repressão da maconha. Desde a repressão ao uso que visava criminalizar os mexicanos nos Estados Unidos até o recente argumento “porta para drogas pesadas” a publicidade anti-maconha é cômica.

Cada época tem seus apelos caros. Numa época na qual o conceito de “responsabilidade social” vem se firmando como a responsabilidade de não abrir mão de hábitos socialmente danosos e abrir mão de liberdades civis e individuais, o argumento anti-droga não poderia ser outro: assassinatos, tráfico de armas, toda exploração e crime é decorrência do consumo individual de drogas.

Add comment Maio 17, 2008

Jornal do Brasil “copiou e colou” Universo HQ

O Estadão chama os blogueiros de macacos copiadores de textos.

Mês passado, o Universo HQ, há anos na internet, denunciou no seu blog que um de seus textos havia sido copiado integralmente pelo Jornal do Brasil (lembrete do plágio: blog dos quadrinhos).

Este é o texto de Marcus Ramone, no Universo HQ e este o do Jornal do Brasil, creditado à Agência JB (!).

A agência Talent e o Estadão acharam a reação dos blogs tola e exagerada. Qual seria a reação da Associação Nacional de Jornais se a blogosfera lançasse campanha que representasse jornalistas e editores da velha mídia como macacos? Motivos para tal não faltam.

Technorati tags: estadao, blogosfera.

1 comment Setembro 4, 2007

Ned & Lud em “Tempo de Agir”

Add comment Maio 14, 2007

A falsidade das edições luxuosas

Comprando um álbum de figurinhas completo na megastore

A atual enxurrada de “edições de luxo” de materiais anteriormente mal publicados não é para o leitor, como pode parecer, um benefício. É antes de tudo um esbulho.

Não tão falsas quanto as “edições de colecionador” em que a constatação da falsidade vem estampada na própria propaganda – uma vez que colecionador algum concede valor a algo não original e não raro -, as “edições de luxo” contam com valores buscados por fetichistas e alguns colecionadores. As edições são de fato de luxo: capa, papel, impressão… Afora estes itens encarecedores, nada mais. São somente luxo. Atributos que agregam ao conteúdo de fato, como comentários, extras, prefácios e outros, nada! O colecionador antes de ser um fetichista é um estudioso. Desta forma, as edições de luxo serviriam àqueles colecionadores que estudam menos e privilegiam atributos fetichistas, mas nem ao menos é este o caso.

Colecionador coleciona. No caso dos quadrinhos, itens em série. Comprar pressupõe dinheiro; colecionar, muito dinheiro; por isso o colecionador analisa muito o custo-benefício de cada item, pode pagar 1000 reais por algo que interessa a sua coleção, mas não dá um real a algo que vale 30, mas não interessa a sua coleção. O que interessa ao colecionador é a consistência de sua coleção. O colecionador deseja diversos itens, mas não compra apenas de acordo com seu desejo, quem compra de acordo com o desejo imediato, que é aleatório (se não fossem pautados pela mídia, lojas, tendências) é o leigo.

A editora Conrad assumiu o controle das edições nacionais de quadrinhos adultos, assim como a Cia. das Letras, dos títulos de literatura contemporânea e a Trama, da discografia “alternativa”. A Conrad, ligada nos lançamentos internacionais e nas tendências juvenis, solta uma quantidade enorme de coletâneas luxuosas voltadas a um público de meia idade que curte “temas jovens”, que tem dinheiro para comprar material bem produzido e preguiça de sobra para não ir atrás das publicações empoeiradas. Estas empresas têm sucesso não pelo investimento em títulos e traduções como propagam, contam, principalmente, com a busca dos consumidores por praticidade, material sem grande profundidade, estética atual e, principalmente, a sensação de adquirir algo completo de uma só vez – resolver o problema rapidamente, afinal para ir atrás de todos os LPs de fulano, se acabaram de lançar um box completo, novinho, que vem com uma camiseta encartada, sem as capas e encartes originais e que custam um absurdo?!

Lucros maiores, distribuição facilitada fazem com que as coletâneas luxuosas deixem de ser mais uma opção no mercado e passem a ser a única, já que as empresas deixam as edições periódicas de lado. Títulos diversos que começaram a ser lançados em série ganham sua edição coletânea-luxo já na quarta ou quinta série! Os quadrinhos “underground” vêm em edições requintadas… é contra senso além do suportável.

Não há graça alguma em comprar um livro capa dura com as dez edições de determinado título. O colecionador prefere comprar mensalmente suas edições seriadas – com dez capas moles e não uma dura – e não ter um belo livro na estante, mas ter feito da estória do quadrinho parte de alguns meses de sua breve vida.

Bom, dou um desconto, exibir a coleção faz parte, mas não há orgulho algum em exibir um álbum de figurinhas completo se você já o comprou completo pronto numa megastore.

Meus pesâmes a todas pequenas lojas fechadas em São Paulo que contribuíram para a formação de um mercado de leitores (Muito Prazer Quadrinhos, Livraria Belas Artes, Livraria Duas Cidades e outras dezenas).

Technorati Tags: quandrinhos, livros, hq, edição+luxo,

Add comment Dezembro 15, 2006


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