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Sexta e sábado, em São Paulo
Sexta: Bicicletada
Concentração lúdico-educativa às 18h. Tomada das ruas às 20h.
Na Praça do Ciclista, no canteiro central da Av. Paulista, junto à Av. Consolação.
Sábado: Exibição do Filme A Quarta Guerra Mundial seguido de jantar.
A história de um conflito global que permanecia silenciado. Diretamente das frentes de resistência no México, Argentina, África do Sul, Palestina, Coréia, Genova, Nova Iorque, Afeganistão e Iraque. Resultado de dois anos de filmagens dentro de movimentos de resistência em cinco continentes. (veja o trailer)
No Espaço Ay Carmela!, às 17h.
Rua dos Carmelitas, 140 (travessa da Rua Tabatinguera), Metrô Sé
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Add comment Agosto 28, 2008
Bicicletada São Paulo - 6 anos | Julho 2008
Sabe como é. Um vem, chama a amiga, que chama os vizinhos, que chama o pessoal do trabalho, que convidam as colegas de escola.
Seis anos de existência. A persistência de poucos tornou a Massa Crítica de São Paulo um protesto de muitos. E um protesto que inclui a reivindicação pelo direito de passear em paz não poderia deixar de ser também um passeio. Assim, a última sexta-feira do mês vai se tornando um evento paulistano contra o abuso do uso do automóvel.
Dois garotos sensacionais num só veículo se divertiram por quilômetros. Gritaram “vivas” de pulmões cheios e brincaram sem medo. Tomaram a cidade, suas descidas e subidas, numa bicicleta de carga. E desprezando as bolhas de “lazer completo” mostraram que lugar de criança é na rua.
O Grand Space Pinheiros ouviu as vozes da massa e a síndica desceu à portaria dizendo que não é contra o estacionamento de bicicletas no prédio. Vamos ver se os moradores optam pelo bom senso e voltam atrás.
O cachorro de um dos participantes desfilou por entre as bicicletas pela Avenida Paulista e mostrou a todos como era a cidade quando os cachorros não precisavam de coleiras. Sua colega mais timida, preferiu ir na mochila e aproveitar a brisa noturna.
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Bicicletada de Julho :: Impressões, artigo, Cicloativando
3 comments Julho 28, 2008
Bicicletada junina
Foi impressionante, não pelas bicicletas. Tratava-se, afinal, de uma bicicletada. E a cada protesto mensal o número de pessoas dispostas a tomar as ruas só aumenta.
Na teoria é bem claro: trata-se da luta contra o uso indiscriminado do automóvel e pelo direito de circular pela cidade utilizando uma bicicleta.
Na prática está tudo ligado à luta por uma cidade melhor. E foi isso o impressionante.
Pessoinhas com menos de 5 anos de idade, senhores de barbas brancas, jovens universitários, trabalhadores, jovens moradores do “outro lado da ponte”, mulheres, negros. Estariam todos querendo pedalar? Sem dúvida. Só isso? Claro que não.
O movimento rumo aos condomínios fechados, aos carros altos e largos e aos shopping centers avança com a força da mídia, da publicidade e com o empobrecimento da cultura. Parece ser o pensamento hegemônico, parece ser a direção natural da cidade e das pessoas. Assim parece, simplesmente, porque é a vontade dos que transmitem as informações que recebemos.
Na televisão, jornais e rádio, o trânsito, a fofoca e o controle são temas de todos os minutos. Não é possível folhear três páginas de jornal sem se deparar com um condomínio, um carro, uma bolsa ou uma celebridade.
São poucos falando para muitos. E falam sobre um mundo distante da vida nossa de cada dia. Apesar de desejos e valores serem criados em todos nós por meio dessa comunicação perversa, o questionamento sobre a direção da cidade e sobre a utilização de seus espaços, aparentemente, vem aumentando. A indignação e a noção de que o caminho “natural” pode ser mudado cresce entre os sem voz.
Algo parece estar errado no que a Globo, SBT, Record, Band e mais meia dúzia de canais nos dizem todos os dias. Se a vida num condomínio parece boa, ela é para uma minoria. A maioria não pode e não está interessada em morar entre muros, mas gostaria de ver seu filho jogar bola na porta de casa.
A bicicletada como um espaço de manifestação pelo direto a circulação de bicicletas, acaba por congregar diversas vontades que ultrapassam a vontade de pedalar. Que são resumidas na vontade de conviver e desfrutar de espaços e serviços públicos.
Quando vemos um pedestre enfrentar uma máquina que acelera sobre a faixa de pedestre, percebemos que aquele cara está cheio, que se cansou e resolveu agir. Pode ser uma sensação exageradamente positiva, mas na bicicletada junina esta sensação ficou evidente, principalmente, quando:
_chegamos à praça do ciclista e encontramos dois rapazes estreantes vindos de um bairro bem distante,
_pessoas que bebiam num bar ao lado do parque Trianon resolveram tirar fotos no meio da avenida paulista com a bicicleta trio-elétrico que participava da bicicletada,
_passamos em frente a um hospital em silêncio,
_alguns skatistas que desfrutavam das novas e lisas calçadas da Paulista nos acompanharam por um trecho,
_quando três garotas, na falta de uma bicicleta, acompanharam a massa de ciclistas correndo (sim, com os próprios pés - simplesmente sensacional),
_quando retornamos à praça e um sanfoneiro mostrava o valor da música ao vivo em local público.
Relacionados (por Apocalipse Motorizado):
Relato e fotos:
aninha | ciclobr | contraponto e fuga | falanstérios
Fotos:
águia dourada | ciclobr | fourier | luna rosa | pedalante | tessie
Vídeo:
fourier | tessie | vá de bike
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Eu sei, foi no final do mês passado, mas isso aqui é um blog e nos damos algumas liberdades e os leitores, assim esperamos, também nos dão. As revistas, jornais e portais estão sempre com os assuntos em dia, publicando textos publicitários disfarçados de reportagens e publicidade disfarçada de reportagem.
Não garantimos notícias quentinhas, mas da publicidade vocês está livre.
3 comments Julho 8, 2008
Minha primeira bicicletada
Apesar de ter prestigiado a pé algumas vezes, essa foi minha primeira participação com bicicleta. Após uma revisão geral, a bicicleta que me serviu durante a juventude em cidades mais tranqüilas, finalmente, conhece São Paulo.
Rumo à praça do ciclista, sob uma garoa chata e um frio danado, fui pensando que seria um daqueles encontros de poucos bravos. Chegando, logo me assustei, uma montoeira de gente. Aparentemente, não estavam apenas os ciclistas experientes, diferentes idades e tipos de bicicleta denunciavam a diversidade do movimento.
200 metros após a partida, numa das faixas de pedestres mais movimentadas da cidade, alguém agoniza embaixo da roda traseira de um ônibus. Polícia, bombeiros, ambulâncias, pedestres horrorizados. Seguimos pedalando pelo direito de se deslocar sem violência. A cena não foi uma coincidência, ela acontece a cada uma hora.
O que mais me chamou a atenção durante todo o percurso foram as diversas manifestações de apoio à massa de ciclistas. No trânsito parado da Av. Paulista, diversos carros abriam as janelas e faziam jóia ou davam tchau, outros buzinavam, vários motoristas perguntavam do que se tratava. Descendo a Rua Vergueiro, a seqüência de faculdades à moda shopping center também não foi uma coincidência no trajeto. São construídas às dezenas, próximas de estações do metrô principalmente. Vendem promessas a tantos ansiosos por educação e uma vida mais confortável que estão excluídos das melhores universidades.
Na praça da Sé, 9 da noite, um pequeno estacionamento ao lado da catedral sugeria que gente importante se reunia em alguma sala enquanto seu carro empobrecia o calçadão. Uma viatura policial se aproxima desconfiada. Um ciclista se aproxima, deixa panfletos. Conversam.
Uma senhora com um bolo, uma bolsa e mais umas três sacolas pára ao meu lado. Pergunta o que é. Coloca tudo no chão e começa a fotografar. Que beleza era aquele bolo no meio de uma noite fria bem no marco zero da praça da Sé, aquela mesma onde são experimentadas a vigilância por câmeras, a arquitetura anti-moradores de rua e a impunidade da punição das chacinas.
Quando a senhora avista uma ciclista de branco com a bicicleta cheia de flores, solta “aí, que lindo”, pede ajuda com as sacolas e sai correndo pedir uma foto em frente à escadaria. A naturalidade com que ela se deslocava pela praça com suas coisas deixou claro que para ela, como para muitos, independente da vontade de Andrea Matarazzo, a praça continua praça. Um camburão passa derrapando com rostos de ódio para fora da janela para nos lembrar de algo. Os policiais que ainda conversavam com os ciclistas olham de canto de olho. Fiquei imaginando se o cenário formado era uma coincidência.
No pátio do colégio, crianças correm e gritam atrás das bicicletas. Se tivessem uma… No silêncio da rua Boa Vista pessoas dormem. Na Prefeitura, a prova de que é fácil fazer um bicicletário, as grades que separam o povo de seus representantes fazem as vezes.
No minhocão (fechado durante a noite) a experiência de se deslocar de bicicleta, sem carro algum ao redor, se concretiza. No trecho da General Olímpico da Silveira buzinas enfurecidas. Dois motoqueiros tentam passar por entre os ciclistas. Atacam como são atacados pelos carros. Na esquina da Angélica, em mais uma pracinha que Prefeitura implanta a arquitetura da exclusão, um menino numa bicicleta vermelha com os olhos arregalados vê a multidão passar, seu pai, com o cachorrinho ao lado, sorri. Quase dez horas da noite e passeiam por lá, embaixo do minhocão. Coincidência? Na subida da Angélica, o trânsito de automóveis teve que esperar a subida das bicicletas.
Na manhã seguinte vou até uma livraria no Conjunto Nacional, deixo a bicicleta no estacionamento e paro para comprar uma água. A moça pergunta se o capacete é de bicicleta. “Ontem um monte de gente estava levantando as bicicletas no meio da Paulista, sei lá, parecia que iam jogar, não sei o que era, pareciam uns loucos”. Explico a manifestação e digo que estacionei bem ali, embaixo da loja. A colega dela se aproxima, faço o convite para a bicicletada e falamos do “acidente” da noite anterior, era um motoboy.
Uma noite sem coincidências.
Relacionados:
Placas, pessoas, praças e ruas, artigo, Apocalipse motorizado
Parem os Carros, Diminuem os Carros, artigo, Falanstério
Panóptico, fotos
CicloBr, fotos
Luddista, fotos
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Atualização:
Esqueci algo que chamou minha atenção. À noite, a pé pela cidade, estamos acostumados a esperar muito pelo ônibus. De bicicleta foi possível passar por vários pontos de ônibus, um novo ponto de vista. Todos os pontos cheios! Fora da Paulista (que é servida de metrô) passamos por poucos ônibus. A “cidade que não pára” não tem transporte público de madrugada e às 22h as pessoas já definham nas paradas. Tratá-las com deferência estes companheiros é essencial.
9 comments Junho 2, 2008
Tibete livre
Encontrar informações independentes sobre a situação no Tibete não é muito fácil. Traduzimos de forma amadora e bastante atrasada o relato-resumo “Tibet: nearly 1,000 jailed in Lhasa, Dalai Lama offers to resign”, de Xeni Jardin, publicado originalmente em Boing Boing, no dia 18/03. Os links contidos no texto não foram traduzidos, permanecem em inglês.
__Acima: vídeo do dia 15/03/2008 (capturado por celular). Milhares de monges protestam no mosteiro Xiahe em Labrang, província de Gansu na China
__Acima: Os corpos de oito manifestantes foram levados para dentro do mosteiro Ngaba Kirti, na área de Ngaba, ontem. A imagem de phayul.com indica que os observadores estão jogando dinheiro sobre os corpos, numa tradicional expressão de luto. Estudantes de Students for a Free Tibet relataram que mais de 20 manifestantes foram mortos em Ngaba. Aqui estão as fotos dos mortos (imagens fortes). Cópias das mesmas fotos aqui.
__Aqui a primeira impressão pessoal de Spende Palermo, técnico de som e documentarista de Oregon, que estava neste mosteiro trabalhando para um programa de TV da National Geographic no último sábado, quando irromperam os protestos. Quando seu trabalho acabou, ele enviou este e-mail para seus amigos, da China.
__Após dois dias de patrulha do exército e polícia chinesa, aproximadamente mil tibetanos foram detidos por autoridades chinesas em Lhasa:
“Pesquisas na cidade dizem que 600 pessoas foram detidas no sábado e outras 300 no domingo. Não está claro onde estes grupos estão aprisionados, isso porque acredita-se que a principal prisão de Lhasa já esteja lotada.
Estes detidos podem ter sido levados para a prisão Número Um, no distrito de Sangyio, noroeste de Lhasa, que atualmente não estava em uso. Eles também podem ter sido levados para a prisão Número Quatro e para a nova prisão de Lhasa, no mesmo distrito que, recentemente, vinha sendo usado como centro de reeducação através do trabalho. Eles ainda podem ter sido levados para a nova prisão de Chushur, fora de Lhasa, local onde a maioria dos prisioneiros políticos são confinados após a condenação.”
Estas prisões são notórias violadoras dos Direitos Humanos no Tibete, como é Abu Ghaib no Iraque.
__O Dalai Lama declarou que renunciará como chefe do Estado do governo do Tibete no exílio se a violência prosseguir:
“’Se os tibetanos escolherem o caminho da violência, ele terá que renunciar, porque é completamente comprometido com a não-violência’, disse Tenzin Talha. ‘Ele renunciaria como líder político e chefe de Estado, mas não como Dalai Lama. Ele sempre será o Dalai Lama’”
__Aqui temos mais sobre ao bloqueio do You Tube na China no momento: o site está sistematicamente bloqueado, junto com o Google News, devido a explosão de material sobre o levante no Tibete.
__Erick Schonfeld do TechCrunch pergunta,
“O que o Google fará para restaurar o acesso ao You Tube e ao Google News na China? A China é um grande mercado que o Google precisa estar. A empresa vai retirar voluntariamente todos os vídeos e notícias sobre o Tibete? Ou o governo chinês vai ter que descobrir sozinho como fazê-lo? Existe um precedente: na China, você não consegue encontrar na web muita informação sobre o protesto da Praça Celestial de 1989, incluindo aí a famosa imagem de um homem bloqueando sozinho uma fila de tanques de guerra.”
__O presidente George Bush retirou a China da lista dos maiores violadores dos Direitos Humanos apenas três dias antes da explosão de violência no Tibete. Dê uma olhada no editorial de hoje do New York Times, “China aterroriza o Tibete”:
“Em seu relatório anual sobre os Direitos Humanos em 190 países, o Departamento de Estado considerou que a avaliação de Beijing, de forma geral, permanece pobre. Mas, no que parece ser uma recompensa política ao governo, o Departamento retirou a China da lista de dez maiores violadores.
A China teve a chance de brilhar com a festa das Olímpiadas e a arruinou. Seus líderes terão que continuar a combater protestos e agitações – e com o endurecimento da reprovação internacional – até que assegure mais liberdade para todos seus cidadãos, incluindo tolerância religiosa e liberdade ao Tibete.”
__Muitos leitores do Boing Boing que estão na China têm relatado que eles não conseguem acessar nosso site sem censura, por conta do conteúdo relacionado ao Tibete. Chris, da china, explica:
“Desde que Boing Boing começou a escrever sobre o Tibete, ele tem sido freqüentemente bloqueado na China. Eu não acho que é um bloqueio muito específico como “You Tube está bloqueado”, mas sim que o grande Firewall (filtro) está encontrando a palavra-chave ‘Tibet’ e a bloqueando. Já está melhor, eu consigo carregar parte do site antes da mensagem ‘Connection Reset’ aparecer, mas não consigo carregar vídeos do You Tube (que está bloqueado) e imagens do Flickr (que parece ter sido bloqueado, novamente).
Eu posso acessar o site através de um proxy (gladder do firefox, fortemente recomendado), entretanto, vídeos continuam não funcionando, e são expecionalmente lentos.
Mais um ponto interessante. Eu vi rapidamente no Boing Boing sobre a antipatia dos chineses em relação aos ‘ingratos’ tibetanos. Este parece ser o consenso entre meus alunos. Eu dei a eles um artigo do NY Times para leitura e ressaltei a diferença entre as contas das autoridades chinesas (8 pessoas mortas, sem soldados, sem armas) e as que tibetanos e repórteres têm confirmado (80 mortes confirmadas, soldados, tanques, tiros durante o dia). A resposta de meus alunos foi ‘é claro que eles dizem isso. Eles são estrangeiros. Eles não podem saber’. Tome isso simplesmente assim: mesmo quando confrontados com tamanha contradição, os estudantes chineses continuam acreditando em seu governo.
Isto não é nada inusual para muitos estudantes. Eu falo de censura. Eles sinceramente acreditam que a censura do governo os protege de mentiras e ‘coisas ruins’ (como uma sala de aula se referiu há um ano: quando eu perguntei o que eram ‘coisas ruins’, eles não tiveram respostas. Finalmente, um estudante disse ‘nós não sabemos, porque nosso governo nos protege disso!’). Eu sei que essa não é uma atitude universal aqui na China, mas eu considero esta uma anedota interessante e importante para se manter em mente ao observar o cidadão chinês mediano e sua resposta a censura ostensiva”.
__Hoje, há uma enxurrada de reportagens sobre os novos protestos, novas ondas de prisões e novos mortos e feridos relacionados aos protestos pela indepedência tibetana por toda zona autonôma do Tibete e por todo o mundo. Alguns blogs e notícias específicas sobre Tibete que estou acompanhando: Phayul; Canada Tibet Committee; SFT, TCHRD; a tourist in Tibet. Ver também Images and News of Tibet Riots Seep Onto Web, Despite Chinese Authorities’ Clampdown
(Obrigado Christal Smith, monkey e outros)
————
PS. Se você tem alguma correção da tradução deixe um comentário. Se gostaria de traduzir os links do texto acima para o Português, envie para panopticosp arroba yahoo ponto com ponto br, publique no seu blog e retorne um link para este artigo, e/ou publique em sites de publicação aberta como midiaindependente.org
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Replay 1, China 3, blog da Soninha
Apelo, blog da Soninha
O Tibete, a China, o boicote e uma sinuca de bico, Pedro Doria web blog
Technorati tags: tibet, china, censorship
4 comments Março 20, 2008
Jornalismo?
Hoje cedo a Estrada de M´ Boi Mirim e Avenida Guarapiranga ficaram intrasitáveis em protesto por melhorias no sistema de transporte público da região.
A zona sul da cidade (sul do lado de lá do rio) é a segunda mais populosa e uma das mais desestruturadas. Ano passado “mudanças” no sistema de transporte, mataram linhas de ônibus, mudaram itinerários e levaram os moradores da região à loucura. A “engenharia” de trânsito brincou de montar cidadezinha lego por mais de três meses. Além de evidenciar a absurda ineficiência dos “especialistas”, deixou claro que o governo pouco se importa com a multidão que utiliza o sistema de transporte público da região.
A rádio CBN, das 8:00 às 9:30, noticiou o de sempre “tudo parado na avenida guarapiranga”, ” a CET indica a rota tal”, “o motorista deve evitar a região”. A cada cinco minutos o “serviço” ao motorista era renovado. Nenhuma palavra sobre o protesto: Quem protesta? Quais são as reivindicações? Em que contexto ocorre?
A situação na zona sul não é de desconforto, os manifestantes não gritam por pouco; não é isso, a situação do transporte público na região é de completo absurdo, ônibus chegam a ficar parados 40 minutos num ponto de ônibus, sem conseguir andar. Maravilhas da “engenharia” transportes.
Os moradores perceberam que a indignação privada (reclamar ao passageiro do lado, reclamar ao marido, pedir desculpa pelo atraso ao chefe…) não serve de nada. Protestaram e foram vistos, não foram ouvidos, pois a grande imprensa preocupa-se apenas com o trânsito de veículos privados, apenas com a minoria. Notícias sobre o sofrimento que a minoria motorizada passou e a criminalização dos manifestantes serão as notícias dos telejornais de hoje à noite.
Depois de uma seqüência de notícias sobre o trânsito na região, enfim uma fala diferente da repórter da CBN: a polícia já está a caminho.
4 comments Março 7, 2008
Manifestação de Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável (MNCR) organiza uma manifestação para reivindicar o direito de trabalhar com suas carroças, pela inclusão dos 94 grupos de catadores na coleta oficial da cidade de São Paulo; e por terrenos públicos e galpões para as cooperativas.
30 de novembro
9h30
Pátio do Colégio, Centro, São Paulo
Via secretária de comunicação do Instituto Pólis
Add comment Novembro 29, 2007
Bicicletada SP - Raloim do Saci

Intrigado em saber como sacis pedalam, fui até a bicicletada desta sexta. Não consegui a resposta.
Tudo ia normalmente bem, quando seres um tanto misteriosos chegavam, sozinhos e em bando, de diferentes direções. Uma bruma espessa começou a tomar conta da praça do ciclista, logo a água caiu com a força de um feitiço ancestral e os pensamentos ficaram confusos.

Eles simplesmente pedalavam com uma perna, com ou sem cachimbo. Meu entorpecimento aumentava, era noite de lua cheia. Os carros parados no trânsito ao redor da praça pareciam não ser mais tão perigosos.
Uma massa de bicicletas seria capaz de se impor perante um engarrafamento de carros? Mistérios da meia-noite… Feitiços da massa crítica… Uma união sem líderes em ação, sutil e direta em seus propósitos, uma assombração que acontece em centenas de cidades do mundo por uma utopia possível.
Para o trânsito motorizado o caos estava formado, para os sacis pedalantes bastou aguardar o céu limpar.

Sacis e Homens do Saco que habitam a floresta de concreto começaram a preparar seus veículos;


a panfletar mensagens maravilhosas;
a espalhar palavras mágicas aos quatro ventos;

a rogar sorte àqueles que correm perigo ao tentar circular pelas ruas sem a armadura de aço;

a se deslocar silenciosamente, como fantasmas, pelas ruas da cidade;

sumiram; são trânsito.

Mais:
Álbum de fotos Panóptico
Contraponto e fuga
Pedalante
Relacionados:
Bicicletada São Paulo, site
Massa Crítica, verbete Wikipedia
3 comments Outubro 27, 2007
Dia 22, dia de paralisação. Vai furar?
Houve um tempo em que homens e mulheres insatisfeitos com suas condições de trabalho se juntavam e pressionavam os patrões. Em vez de ficarem pelos corredores reclamando, como fazemos hoje, tomavam coragem e cruzavam os braços. Criaram uma identidade trabalhadora e sentiram o poder das ações coletivas.
Se temos direitos a descanso anual, 13o. salário e local salubre e seguro de trabalho foi graças a muita gente que parou sua máquina, interrompendo a linha de montagem, foi às ruas, apanhou e morreu. Foi assim em todo o mundo capitalista.
Hoje, um ambicioso administrador que acha um absurdo a algazarra de uma passeata no caminho do seu trabalho e se sente cansado após trabalhar sábados e domingos seguidos (sem direito a hora extra) para fechar aquele “projeto estratégico para a companhia” não liga uma coisa a outra, constata-se que seu cérebro já foi formatado pela sua empresa, pela Veja, pela Globo, pelo MBA, pela Você SA… pela cultura do cada um por si.
A humanidade errou quando comprou o sonho vendido pela indústria automobilística e pelos governos de seus países sede. Milhões de inocentes morrem em guerras por petróleo, milhões morrem gradualmente e em silêncio vítimas da poluição, milhões morrem em acidentes. As crianças não conhecem as ruas, os idosos têm medo delas, os deficientes vivem em prisão domiciliar, os adultos correm entre um carro e outro para chegar até a outra calçada.
A humanidade percebeu o erro. Chegou ao limite. Terá que enfrentar os poderosos.
Os carros tomaram a cidade e hoje somos obrigados a viver correndo para atravessar a rua e ficar parados no trânsito causado por eles. Eles não mandam na cidade!
Dia 22 é dia de paralisação mundial. Em toda grande greve existe o fura-greve, aquele sujeito que achava que não pode arriscar seu emprego por melhores condições de trabalho.
Amanhã você motorista tem a oportunidade de ser um fura-greve ou participar de uma paralisação para reflexão e apoio a luta pelo direito à cidade.
Em vez do direito de ficar uma hora parado sozinho no trânsito, a luta pelo uso racional do automóvel, pelo transporte coletivo público e por cidades mais humanas pode levar ao direito do seu filho brincar na rua e você chegar ao trabalho em 20 minutos enquanto lê um livro ou bate um papo.
Programação do Dia Mundial Sem Carro em São Paulo
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Technorati Tags: carfree
1 comment Setembro 21, 2007
RJ e PR oficializam dia “Na cidade sem meu carro”
Súmula: Institui no calendário oficial do estado do Paraná, o Dia Na Cidade Sem Meu Carro, a ser comemorado dia 22 de setembro.
Parágrafo único: As escolas incluirão o tema nos respectivos programas, com reflexões sobre o impacto do transporte individual na vida urbana, mostrando conseqüências como o agravamento da poluição do ar, as doenças provocadas pela poluição, o número de mortos e feridos em acidentes de trânsito e a falta de democratização do espaço público em decorrência da abertura ininterrupta das vias para o carro. (Fonte: Rua Viva)
Notícia completa: Dia “Na Cidade Sem Meu Carro” agora é LEI!
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Eu fumo e tusso fumaça de gasolina
Add comment Setembro 13, 2007












