Posts Taggedcalçada

Nos calçadões de SP, carros são bem-vindos

15denovembro_06

Outro dia o secretário Andrea Matarazzo disse que os câmelos ocupam o espaço público e que não daria trégua a estes “distribuidores de contrabando”.

Entretanto, quem visita São Paulo sai daqui com ao menos uma certeza: o espaço público da cidade tem um único dono, o automóvel.

Nos últimos anos, o processo de abertura de avenidas e ruas, nos mais variados bairros, se intensificou. E o centro da cidade não escapou. Quando cada uma das faladas reformas de “revitalização” acaba, pode esperar: onde havia um largo, um calçadão, um espaço qualquer dando mole, surgirá uma rua para carros.

Nos calçadões do centro, todos os dias se vê câmelos correndo e, claro, carros circulando. Geralmente, são carros “especiais”. Carros-forte, carros do tribunal, da prefeitura, das secretarias, de todas as policias imagináveis, carros de centros culturais, e assim vai.

15denovembro_01

Trata-se de uma tolerância infinita com os automóveis. Os direitos dos pedestres, simplesmente, não são conhecidos e, portanto, não são fiscalizados.

Em qualquer cidade descente espera-se que num domingo de feriado as pessoas desfrutem do centro, que os turistas possam caminhar, passear, fotografar. Em São Paulo, o que se vê são, além de trabalhadores apressados, grupos de turistas perdidos dando com a cara na porta de prédios históricos.

No último domingo, mais uma vez, tinhamos o desprezo pelo espaço público materializado numa só cena. Guardas municipais com o celular em mãos, tirando fotos e admirando os carros coloridos sobre o calçadão. Ao lado, moradores de rua, apequenados a sua condição, aguardando a noite cair, quando os mesmos guardas os expulsarão das calçadas.

15denovembro_02

Mas quem enxerga desrepeito na invasão das calçadas? Ao questionar o fiscalizador, sempre são grandes as chances de você receber como resposta um “é rapidinho”, “é domingo”, “dá pra passar”, “não está incomodando ninguém”

Tiramos algumas fotos e fomos perguntar aos guardas metropolitanos o óbvio.

Panóptico: Vocês já ligaram para a CET?
Guarda Municipal 1: CET?! Mas por quê?
Panóptico: Aqui é área exclusiva de pedestres. Pelo menos é o que diz a placa.
Guarda Municipal 1: Hoje é domingo, não tem problema.
Panóptico: Não ligaram?
Guarda Municipal 1: Não precisa.
Panóptico: Eu vou dar uma ligadinha, então.
Guarda Municipal 2: Foi autorizado.
Panóptico: Tá certo.

Dois minutos depois, sabendo que haviam sido registrados pela câmera, ligaram a viatura e se mandaram. O poder de uma câmera fotográfica grande é impressionante. Seria um repórter ou algo assim? Melhor não arriscar.

15denovembro_03

15denovembro_04

15denovembro_05

15denovembro_07

Relacionados:
Carro na calçada? Chame a CET, artigo, Vá de bike!
Revolução Urbana em 72 horas, artigo e vídeo, blog Transporte Ativo
Tecnologia a serviço da cidadania, artigo, Renata Falzoni ESPN
O perigoso vendedor de toucas de lã contra as cinco viaturas da Guarda Municipal, artigo, Panóptico
Para a PM, estacionar na rampa de deficientes é normal, artigo, Panóptico
Não tem abacaxi hoje, artigo, Panóptico

3 comments Julho 14, 2009

Para a PM, estacionar na rampa de deficientes é normal

viatura_calcada
Foto: Cinara Assênsio. Todos os direitos reservados.

Assim como todos os motoristas de São Paulo, os policiais motorizados da cidade estão sempre procurando uma vaguinha para estacionar suas viaturas.

O “procedimento padrão” é estacionar sobre a calçada (com a frente para a rua – para “evacuar” rapidamente em caso de ocorrência) e ficar ao lado da viatura assistindo aos pedestres desviarem do carro.

Na imagem acima, a rampa de acesso à calçada, construída para facilitar a vida de cadeirantes e pessoas com dificuldade de deslocamento, pareceu ao policial um ótimo local para estacionar.

Como cobrar direitos rotineiramente na nossa cidade, se a cada poucos quarteirões vemos as autoridades policiais desrespeitando não só direitos mas regras de bom senso elementares?

Já quando se trata de defender o direito de circulação de veículos, a história é outra

:: Artigos relacionados

3 comments Fevereiro 3, 2009

Como esmagar pedestres com malotes de dinheiro

Não sabe exatamente como acuar pessoas num calçadão?

Existem várias maneiras de fazer isso. Uma das mais eficientes e comuns é utilizar dois caminhões blindados cheios de dinheiro.

Parece complicado, mas não é. Apenas siga estas três orientações básicas: ignore todas as leis e sinalizações de trânsito, ignore princípios de cidadania, abandone o bom senso.

Aprenda com as empresas Protege e Brinks como se faz.

carro-forte-alvares-penteado-1
Rua Álvares Penteado, centro, São Paulo

carro-forte-alvares-penteado-2
Rua do Comério, centro, São Paulo

No dia 07/01, a Folha de S. Paulo publicou duas boas matérias: “Prefeitura faz blitz contra invasão de calçada na Paulista” e “Peso de carros-fortes ameaça manutenção de piso da avenida”.

A Prefeitura e o jornal finalmente dão atenção ao evidente. Claro, trata-se da Avenida Paulista. A situação acontece em toda a cidade, o que o jornal não menciona, tampouco dedica matérias. Ontem, dia 08/01, porém, o jornal publicou editorial citando o número de trabalhadores que caminham até o trabalho (dados da ótima pesquisa DNA paulistano) e também a situação das calçadas nos bairros não centrais.

Um raro editorial que deixa de ser divulgado e lido. Parece brincadeira, mas a Folha ainda acredita em conteúdo fechado, quer que as pessoas paguem para ler seus textos na web. Por isso não lincamos seus textos neste artigo.

3 comments Janeiro 9, 2009

Em São Paulo, cavalo-de-pau de Fórmula 1 pode; ollie de skate, não

A prefeitura de São Paulo discursa sobre ordem, enquanto subtrai o direito à espontaneidade dos cidadãos no seu próprio espaço de vivência.

Enquanto o secretário de esportes investe na prática do automobilismo e se mostra preocupado com este esporte popular, o governo coloca equipes de policiais na repressão aos carrinhos de manobras da molecada.

skate_paulista
Matéria: Metro. Todos os direitos reservados

ciclo_nelsinho_mauricio_lima_07

Enquanto a prefeitura bloqueia a passagem de pedestres para promover montadora de automóveis com dinheiro público, persegue ambulantes que “poluem o visual e atrapalham a passagem”.

renault-freak-show07 renault-freak-show302
Fotos: Luddista. Alguns direitos reservados.

Enquanto instala bloqueios para pedestres em toda Av. Paulista, faz uso do argumento do direito do pedestre para criminalizar aqueles que andam sobre pranchinhas na mesma avenida.

Enquanto pede milhões para bancos internacionais para executar projetos de “estímulo à ocupação noturna das áreas centrais”, ordena que a polícia intimide aqueles que passam a noite se divertindo nas ruas dando ollies e outras manobras.

Uma cidade de guardas que se dedicam a perseguição de cada ato de liberdade não tem como ser uma cidade feliz.

Relacionado:
Por uma cidade mais divertida

3 comments Dezembro 3, 2008

Treinados para desrespeitar

Muita gente ao estacionar desrespeita o pedestre. Tem até gente que adorou as novas calçadas da cidade, porque ficou mais fácil para manobrar.

Diversas categorias de motoristas disputam o ranking geral de desrespeito e há especialidades em cada modalidade.

Os veículos de passeio, por exemplo, são líderes na modalidade duas rodas sobre a calçada, principalmente em pistas em frente a escolas e faculdades; na categoria faixa de pedestres, os taxistas estão sempre entre os mais cotados, concentrando seus esforços em regiões comerciais como Av.Paulista e Av.Faria Lima estes profissionais chegaram atingiram excelentes marcas.

A CET, por sua vez, é uma das campeãs na categoria quatro rodas sobre a calçada na cara-de-pau, disputando a liderança com os carros-fortes; os motoqueiros são conhecidos pelo arranque rápido e não deixam para ninguém quando o assunto é avanço sobre faixa antes do fim da travessia.

Agora que grupo organizado consegue estacionar de forma a impedir completamente a passagem pela calçada e ao mesmo tempo estar sobre a faixa de pedestres?

A polícia paulista é claro. Ela treina duro há anos para isso.

Relacionado:
Procedimento padrão, artigo, Apocalipse Motorizado

1 comment Junho 4, 2008

Nova calçada, velho hábito

Na primeira foto a calçada antiga; na segunda, a nova. Ambas foram tiradas em frente a faixas de pesdestres. A semelhança entre elas é clara: o desrespeito ao pedestre é o mesmo de sempre.

Durante a reforma das calçadas da Av. Paulista, o pedestre foi obrigado em alguns trechos a passar no meio da obra, em outros a realizar um ziguezague esburacado e incompreensível. Não é uma intolerância nossa a algo que será “para o nosso benefício”, como dizem nas obras. É intolerância à humilhação que a Prefeitura teima em impingir as pessoas com dificuldade de locomoção. Nenhum cadeirante consegue transitar nos trechos em reforma. Os desvios são feitos para pessoas que caminham sem problemas, qualquer pessoa com uma dificuldade de locomoção pequena tem que ficar esperta para não cair num monte de pedra.

Nos trechos onde a obra está completa o resultado é bastante satisfatório. Agora entender o que aconteceu com os pontos de ônibus ainda é um problema. A questão é que a cidade de São Paulo é uma cidade na qual os carros têm um status superior. O cidadão quando está dentro de um carro tem direitos diferentes de quando está fora de um.

Atrapalhar o trânsito em São Paulo é expressamente proibido, legalmente e culturalmente. Se nenhum oficial reprimir e multar, todos os xingamentos possíveis serão dispensados por outros motoristas, porque a cultura paulistana não o permite desrespeito ao tráfego. Há minúcias, parar em fila dupla na porta de escola, na porta do restaurante e em outros locais é tolerado, por exemplo.

Parar no pequeno espaço reservado aos pedestres não gera multa, tampouco manifestações contrárias claras. É quase um direito. É proibido por lei, mas culturalmente permitido. O senso comum diz que a calçada é uma opção quando não se quer ou não se pode atrapalhar o trânsito. Como a regra é não atrapalhar o trânsito, acontece a todo instante. O pedestre se vira, passa no cantinho. Isso acontece numa rua meio isolada, numa calçada pouco movimentada? Não, acontece em todas as ruas, inclusive em avenidas pouco movimentadas e desconhecidas como a Paulista.

Reformar calçadas não muda essa cultura. O cara não enxerga nada, animado com a reforma da calçada, resolve ir tomar um sorvete na Paulista. Segue o piso tátil pela calçada lisinha, admirando o resultado, atravessa a rua rapidamente e dá de cara com um carro-forte.

Vai fazer o quê? Chamar a CET, sabendo que a própria tem o hábito de estacionar nas calçadas? Vai chamar a polícia? O jeito talvez seja bater na janelinha do carro-forte e pedir para o motorista retirar seu carro de dinheiro dali.

Relacionado:
Os caras-de-pau e Kafka sobre quatro rodas, artigo, Apocalipse motorizado

4 comments Maio 29, 2008

Calçadão para quem?

Quatro carros, três policiais. Um calçadão invadido.

Os calçadões do centro de São Paulo são alvos especiais das prefeituras que trabalham para os automóveis. Ao mesmo tempo que prometem uma teórica “revitalização” do centro, financiada pelo Banco Internacional, acabam com o espaço dos pedestres que estão no bairro e o mantém vivo de graça.

É uma multidão de pessoas que não tem medo do lugar que trabalha, mora e/ou passeia.

Um cidadão que não conhece o centro da cidade, porque não tem motivo para visitá-lo, pode passar num concurso público, ir trabalhar no bairro e descobrir que foi um tonto ao acreditar que o local é um amontoado de prédios antigos.

Uma cidadã que vai fazer compras econômicas de natal na rua 25 de março pode entrar numa travessa, noutra, noutra, e acabar descobrindo que pode passar prazerosas horas passeando pelo bairro. Vai perceber que a nostalgia das fotos preto e branco é uma invenção cultural que tenta desprezar o presente do bairro mais importante da cidade.

Uma dona-de-casa que vai tirar a 2ª via do seu R.G. num posto rápido do centro, enquanto aguarda sua senha pode sair dar uma volta e descobrir que está num bairro onde é possível resolver todas suas pendências da semana em não mais do que três ruas. /

A destruição da Rua 24 de maio, do Largo São Bento, da Rua Sete de abril e outros espaços é comandada por uma revitalização que entende que o centro está morto.

Uma revitalização que pretende apenas estimular uma parte da classe média, que abandonou o bairro há tempos, a voltar a freqüentá-lo. Aparentemente, nada de mau. Não fosse a destruição dos espaços de que não o abandonou; a falta de entendimento de que não é possível conhecer a atmosfera do centro dirigindo um carro; e a falta de senso pedagógico, já que é desperdiçada a oportunidade de proporcionar uma tarde sem carro ao cidadão viciado em engatar, acelerar e frear.

Os comerciantes que perduraram, os camelôs que sobreviveram, os sem-casa que dormem preocupados, os trabalhadores que chegam de ônibus, os funcionários públicos que por lá caminham todos os dias, os desempregados de currículo na mão, as casas de lanches cheias de motoboys, os bares de uma porta apinhados de velhos conhecidos, as prostitutas amorosas, os skatistas suados, os sebos empoeirados… Todos estão no centro, não o abandonaram como o fizeram governos e governos.

1 comment Abril 10, 2008

Cadê o ponto de ônibus que estava aqui?

O sujeito entrou num ônibus rumo à avenida Paulista e esperava descer na esquina da rua Augusta. Lascou-se. As calçadas da avenida estão em reforma e esta parada de ônibus foi anulada. Ele desce no parque Trianon, três quarteirões depois, e volta até a Augusta caminhando entre os pedregulhos da reforma.

Desculpe o transtorno. Estamos em obras

A prefeitura, responsável pela obra, prefere ferir o seu próprio sistema de transporte e impor um deslocamento absolutamente desnecessário ao usuário do que comer uma faixa dos automóveis particulares que utilizam o solo público para poluir.

O usuário do sistema público que caminha pela avenida e entra num coletivo paga R$2,30 para chegar ao seu destino e ocupa cerca de 0,5m² para tal. Durante as obras, é obrigado a engolir o “transtorno” que for necessário. O usuário do sistema motorizado privado ocupa uns 3m². A prefeitura cuida para que o mínimo de transtorno seja causado a este sistema.

Relacionado:
Os caras-de-pau e Kafka sobre quatro rodas

Add comment Fevereiro 26, 2008

Guarulhos planeja calçadão

Notícia rara.

A Prefeitura de Guarulhos estuda criar um calçadão em toda a extensão da rua Dom Pedro II, um dos pontos de maior concentração de comércio da cidade. A medida visa proporcionar mais conforto e segurança aos usuários do local, assegurando melhoria na oferta de transporte coletivo para a região.

(…) os ônibus circularão por onde hoje funciona o estacionamento do Poli Shopping (na rua Cerqueira César), que cederia o local à Prefeitura para a construção dos terminais para os coletivos.

Fonte: Prefeitura de Guarulhos

Notícia via:
Guarulhos facilita circulação de pedestres com ações urbanísticas, artigo, Repórter Brasil

Add comment Fevereiro 11, 2008

Reforma das calçadas da Teodoro Sampaio

teodoro_cadeirante.jpg
Rua Teodoro Sampaio, a 50 metros da estação Clínicas do metrô, calçadas detonadas

Em setembro do ano passado foi iniciada a reforma das calçadas da Teodoro Sampaio, em Pinheiros, São Paulo. A rua também foi uma das escolhidas como rua-modelo do Projeto Cidade Limpa.

A obra duraria quatro meses, segundo a prefeitura, ou seja, já deveria estar pronta. Voltamos de férias e a coisa está quase na mesma. Ver a empreiteira trabalhando no local não é muito fácil, vai ver os 750 mil reais de investimento anunciados são insuficientes para uma jornada de oito horas diárias, cumprimento de prazo e essas preocupações dos demais mortais… Empreiteiras têm um jeito seu de ser…

A reforma acontece só no trecho entre as avenidas Faria Lima e Henrique Schaumann. O restante da rua, caminho para a estação Clínicas do metrô, ficou de fora. A estação fica na Av. Dr. Arnaldo, que também teve suas calçadas adaptadas às normas de acessibilidade.

É uma lógica difícil de entender. O cadeirante desce na estação Clínicas e quer ir, por si só, até o trecho comercial da Teodoro, porque sabe que poderá passear e fazer suas compras numa rua com calçadas adaptadas. Não consegue. No caminho existem quarteirões com calçadas detonadas. De ônibus também não dá certo, pois as ruas transversais que dão acesso à Teodoro não foram reformadas.

A prioridade deveria construir “caminhos” adaptados, formar uma seqüência minimamente lógica que permita que a pessoa com dificuldade de locomoção possa ir autonomamente de um lugar de embarque e desembarque ao seu destino final. As pessoas precisam ir do metrô ao centro comercial, do hospital ao ponto de ônibus, da loja ao banco, do banco para a estação e da estação para casa.

A maioria das novas calçadas adaptadas garantem a circulação num determinado trecho. Se vai do banco à loja, da padaria ao correio, mas como chegar até este trecho? Como não é de pára-quedas, só de carro mesmo. E como uma minoria possui carro e, muitas vezes, se depende de um acompanhante, um motorista, por exemplo, calçadas descontinuadas não são ideais, pois não trazem a independência desejada pelas pessoas com necessidades especiais de locomoção.

O piso escolhido para a faixa central da calçada da Teodoro é diferente dos de outras ruas, o que achamos bom, uma vez que padronização não precisa significar uniformização chata. A questão é que notamos que não havia nas rampas de acesso o piso tátil – uma faixa amarela com bolinhas em alto-relevo que permite ao portador de deficiência visual “sentir” que a calçada começa/acaba ali.

oscarfreire.jpg
Exemplo de sinalização em rampa. Rua Oscar Freire, Jardins, São Paulo

Abaixo, uma das esquinas mais movimentadas de pinheiros, a da Teodoro Sampaio com a Pedroso de Moraes, já reformada e sem a faixa sinalizadora nas rampas:

teodorosampaio_03.jpg teodorosampaio_04.jpg

Meses depois em alguns – alguns – quarteirões inicou-se a retirada das lajotas para a colocação da sinalização diferenciada. Por exemplo, numa mesma esquina, a da Teodoro Sampaio com a Morato Coelho, temos uma rampa pronta e a outra abandonada há mais de um mês:

teodorosampaio_02.jpg teodorosampaio_01.jpg

Já estamos acostumados com o fazer para depois desfazer e fazer tudo de novo, então nem vamos comentar. O que importa é que mesmo após o retrabalho, mais uma vez, falta bom senso. Por que um quarteirão é sinalizado e o seguinte não? Qual é a lógica? Você vem andando tem a sinalização, chega na Pedroso de Moraes (com cinco faixas de veículos) e não tem sinalização, depois tem, depois não tem… Que espécie de reforma é essa de diz “Aqui não precisa de sinalização, aqui precisa”? Que decreto [pdf] é esse que na prática diz “Aqui você pode correr o risco de acabar embaixo de um carro, aqui não”? Por que algumas ruas merecem uma excelência de sinalização e outras não?

Em São Paulo a gente acorda com a rua recapeada. Em uma noite a rua está pronta, lisinha. Tudo muito rápido para não atrapalhar o trânsito – claro, só as faixas de pedestres que ficam para depois, para quando sobrar tempo.

Anualmente, são investidos milhões na manutenção de ruas para a rodagem de automóveis. Com as calçadas é bem diferente, quando, finalmente, há um projeto do poder público de reformas das calçadas não há a continuidade de trajeto desejada, a sinalização é “econômica” e louca e as obras se estendem por meses, obrigando os pedestres a se espremerem entre as máquinas e os entulhos durante metade do ano.

Relacionados:
Nova calçada da Dr. Arnaldo, os obstáculos ficaram mais bonitos
Tinha um muro no caminho
As calçadas da Oscar Freire

2 comments Janeiro 17, 2008

Previous Posts


categorias

Microblog

Tags

alimentacao automovel banco bicicleta blogosfera calçada caminhao censura cidade limpa ciencia cinema contrapropaganda criança educacao escravidao estacionamento genero gentrificacao grafite jornal jornalismo judiciario juventude meio ambiente metro motoboy motocicleta onibus pedestre pichação policia portal praça protesto publicidade quadrinho reciclavel revista trabalho transporte transporte publico trem varejo vigilancia violencia

Arquivos

Blogroll

Licença

Esta obra de panoptico é licenciada sob uma Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License, exceto quando há referência ao autor/autora original.

Permissões fora do escopo desta licença devem ser autorizadas por http://panoptico.wordpress.com.

Panóptico

Álbum de imagens

Contato: panopticosp(arroba)yahoo (ponto)com(ponto)br

adfreebutton.jpg

decalogoblogueiro.jpg

RSS Notícias CMI