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Crosby

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Imagem via The Impossible Cool. Dica do site @marioamaya

Escrito por panopticosp

janeiro 29, 2010 em 8:40

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Ato contra o aumento do ônibus em São Paulo, ontem

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janeiro 15, 2010 em 8:57

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Ato contra o aumento do ônibus em São Paulo

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Depois das agressões gratuitas distribuídas aos manifestantes no último protesto contra o aumento, só há uma certeza: hoje vai ser maior!

Nesta quinta, 14/01, todos/as ao Teatro Municipal (Próximo ao Metrô Anhangabaú). Concentração às 16h30, saída às 17h30

Mais sobre em: http://barraroaumento.wordpress.com/

Relacionados:
Basta de repressão policial a manifestações populares, artigo, Apocalipse motorizado
Protesto contra tarifa termina em confronto em SP, Galeria de imagens, UOL

Escrito por panopticosp

janeiro 14, 2010 em 10:08

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Decreto proibe eventos em praça central de Belo Horizonte

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Em nome da revitalização, mais um espaço público é negado ao povo.

O texto de Luther Blisset, abaixo, explica o absurdo decreto da prefeitura de BH e chama a população para retomar o que é dela. Na Praça da Estação, sábado, 16/01/2010, 9h30!

O DECRETO Nº 13.798 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2009 do nosso digníssimo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, proíbe que aconteça qualquer tipo de evento na Praça da Estação. A pergunta permanece: a quem interessa que os espaços públicos sejam apenas pontos de passagem e consumo?

Se nos é negado o direito de permanecer em qualquer espaço público da cidade, ocuparemos esses espaços de maneira divertida, lúdica e aparentemente despretensiosa.

Traga sua roupa de banho (bermuda, calção, biquíni, maiô, cueca), bóias, cadeiras, toalhas de praia, guarda-sol, cangas, farofa e a vitrolinha…

Traga tambores e viola!

Traga comida para um banquete coletivo!

REVITALIZAÇÃO POR DECRETO

Há cinco anos, iniciou-se em regiões de da Grande Belo Horizonte um novo processo de higienização urbana, que tem como base elementar a reestruturação de espaços da cidade em consonância com as tendências contemporâneas de uso e desuso especulativo-mercantil das grandes cidades.

Além do ostensivo investimento em mecanismos de monitoramento que se espalharam pelos arredores do centro urbano de BH (vide o chamado Projeto Olho-Vivo), tais empreendimentos tendem a sufocar, por vários meios, o encontro espontâneo de indivíduos nas ruas e o livre uso de espaços classificados como “públicos”.

Essas intervenções se definem por moldes dos velhos projetos de gentrificação, característicos de todas as modernas cidades erguidas sob os pressupostos unitários do capitalismo: limpeza de aspecto fundamentalmente classista, projetos infra-estruturais de custos estratosféricos e restauração de pontos turísticos.

Em 09 de dezembro de 2009, foi decretada pela administração da cidade, com assinatura direta do prefeito, a proibição de “eventos de qualquer natureza” na Praça da Estação (ou Praça Rui Barbosa), um patrimônio público que viveu os primeiros suspiros da cidade. A medida pode assinalar a retomada do que se iniciou em 2005/2006, como corrida “emergencial” para a conclusão de todas as obras necessárias para que BH possa dar suporte aos eventos da Copa do Mundo de 2014.

Chamamos a todos os interessados para esmiuçar o tema das “revitalizações” (um termo polido veiculado pelas instituições oficiais) e dos decretos de lei que instauram o deliberado loteamento dos espaços públicos enquanto curtem o sol e a cidade.

Fonte: Praia na Praça da Estação, CMI

Escrito por panopticosp

janeiro 13, 2010 em 12:10

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A revitalização do centro de São Paulo à moda Rede Globo

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A Rede Globo resolveu adotar o centro de São Paulo como cenário da sua nova novela das sete.

Há anos, o centro de São Paulo passa por um processo de revitalização. Baseado na reforma e construção de grandes centros culturais e no “ordenamento” dos estabelecimentos e pessoas, ele já consumiu bilhões de reais.

Mesmo com a constante expulsão de indesejados, da construção de vários conjuntos culturais e dos prazos alargados, os objetivos do projeto não foram alcançados.

E pior, a insistência no principal erro continua. Boa parte do Vale do Anhangabaú será convertida em Praça das Artes. Focado na música clássica, o projeto pretende dialogar com um faraônico centro de dança de R$ 300 milhões a ser construído na Luz.

De uma área do centro, a Prefeitura simplesmente desistiu. Após interditar boa parte dos bares e pensões populares, demoliu quarteirões e está leiloando-os para a empreiteira que lá quiser construir seu bairro.

Curiosamente, a propaganda da nova novela das 7h, publicada nos jornais, imita anúncios de imóveis. Um deles cita “o centro é cultura: você vai viver ao lado de uma academia de dança (…)”.

Segundo acompanhamos, a trama tem como núcleo principal a família de um homem que “veio de baixo” e se tornou o “rei do centro” ao construir um edifício tecnológico (o robô que controla o edifício será um dos personagens da novela).

Durante a festa de lançamento da novela (num cinema desativado do centro), o autor da história declarou à Folha de S. Paulo:

“Vamos fazer uma São Paulo linda e limpa. É a minha São Paulo, que está dentro de mim. Não ligo para detalhes da realidade.”

Na novela “Tempos Modernos” a Galeria do Rock, recriada em estúdio, não tem como vizinho o cinema pornô, e sim um cinema de arte; assim como uma loja de sapatos do bairro se transformou em livraria.

À Agência Estado, o autor disse:

A novela tenta revigorar esse centro. Talvez ela seja um pontapé inicial para sensibilizar as autoridades de que o centro precisa ser revitalizado. O projeto sempre emperra em alguma coisa. Quem sabe agora, com a novela, ele aconteça.

A Prefeitura e a Rede Globo mais uma vez trabalham em sincronia. Nos “tempos modernos” deles a espontaneidade perde para o planejamento e a diversidade de usos da região cede espaço para os milionários prédios culturais. O cidadão dá lugar ao turista; o pobre, ao rico.

Relacionados:
Mais sobre o centro de São Paulo no blog

Jaz São Paulo: “Revitalização do centro de SP premia obras faraônicas e especulação imobiliária”, por João Whitaker
, reprodução de artigo de João Whitaker, Encalhe.
Tempos Modernos chega ao centro antigo de São Paulo, notícia, Rede Globo

Escrito por panopticosp

janeiro 12, 2010 em 15:05

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Uma morte anônima

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No dia 05/12, atiraram num homem na praça Roosevelt. Era um dramaturgo conhecido. No dia 04/01, um homem foi esfaqueado e morto na mesma praça. Um morador de rua.

O ataque ao primeiro causou imediata repercussão nos jornais e sites. A morte do segundo não seria sequer conhecida senão fosse um blogueiro chegar ao local instantes após o crime ter ocorrido.

O relato do Blog do Tsavkko revela que cerca de vinte policiais chegaram escandalosamente ao local e estacionaram suas viaturas com pompa, mas nenhum agiu para tentar salvar o homem.

Você conhece o estilo da polícia de SP, um garoto é pego por roubar um celular. Sirenes soam e viaturas derrapam, a rua é interditada, mais viaturas chegam. Documentos são checados, duas horas depois percebem que não há celular, dedicam mais uma hora ao sujeito e vão embora como se um atentado terrorista estivesse acontecendo em algum outro lugar.

Além do odioso crime de omissão cometido pela polícia paulista, o episódio revela como a imprensa trata casos de violência.

O morador de rua foi apenas mais um no processo pelo qual passa o centro de São Paulo hoje. Uma pessoa que não interessa ao leitor de jornais, alguém que não tem amigos jornalistas, um ser abaixo do gari na escala Casoy de dignidade [vídeo do caso].

A Folha de São Paulo, no dia 07, dedicou dois parágrafos (link p/ assinantes) ao coitado. O Estadão imprimiu apenas um, no dia 05.

Nenhum dos jornais escreveu sobre a revitalização do centro e a violência na área, como fizeram quando do ataque ao dramaturgo. Tampouco artistas e subcelebridades se manifestaram nas redes sociais.

Aos dramaturgos dos teatros da Praça Roosevelt, conhecidos por retratarem o “submundo” e a violência da cidade, não faltará material. A realidade está lá fora.

Relacionados:
Ficar chocado quando um rico morre tal qual um pobre, dica 40, Classe Média Way of Life
Por que construímos praças?, artigo, panóptico
Como expulsar drogados, mendigos e outros estorvos, artigo, blog do Sakamoto

Escrito por panopticosp

janeiro 8, 2010 em 15:44

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