Archive for Abril, 2008

Isso que é incentivo ao uso do transporte público

Sim, o resto é bobagem. Enquanto o prefeito de São Paulo muda umas dez paradas de ônibus de lugar e acha que isso é incentivo ao uso do transporte público.

Menos um carro, um dos blogs mais profícuos sobre mobilidade em língua portuguesa, traz a notícia de uma campanha belga que deixa qualquer cidadão de cidades desenvolvidas como as nossas Lisboa e São Paulo com vergonha da própria ignorância coletiva.

O blog resume:

Basicamente o que está em causa é a oferta de um passe anual para os transportes públicos e uma bicicleta para quem renunciar ao registo do automóvel durante um ano, oferta esta duplicada para quem abater o automóvel!

via Recicle a sua matrícula, Menos um carro

Programa Prime Bruxell’Air

… Claro, quem puder traduzir os detalhes, seria ótimo…

:: ATUALIZAÇÃO ::
Após uma leitura mais completa sobre o programa, o Menos um Carro, nos trás uma segunda opinião em Car-sharing - segunda opinião


4 comments Abril 29, 2008

Espalhando corações


Arte: Yá, Petite Poupée 7 Foto: Mr. Fran. Todos os direitos reservados (reprodução autorizada pelo autor).


Add comment Abril 28, 2008

Torre para estacionamento de bicicletas

Quando as bicicletas são muitas e o espaço pouco, estacionar é um problema.

Mas tem gente pensando nisso.

Saca essa incrível torre japonesa automática para mais de 9 mil bicicletas.

(via neatorama)


Add comment Abril 24, 2008

Propaganda contra Unilever

A indústria de cosméticos é aquela que produz campanhas mundiais sobre a beleza. Ela ensina desde cedo, da Ásia às Américas, como uma mulher deve parecer e ser.

Numa propaganda com edição rápida, música pop e verdade, o greenpeace contra-ataca uma das maiores anunciantes do mundo.

Vemos uma criança na primeira cena e segue-se uma seqüência de imagens de destruição de uma floresta, é o caminho da produção dos produtos da marca Dove.

98% das florestas de planície da Indonésia serão destruídas quando Azizah [a menina] tiver 25 anos de idade.

A maioria é destruída para fazer óleo de palma, usado nos produtos Dove.

Fale com Dove antes que seja tarde

sobre: Florestas de Borneo estão sendo destruídas para produzir óleo de dendê


Add comment Abril 24, 2008

Blindagem grátis

Os carros ganharam camadas de aço mas não perderam o luxo. É chique desfilar pelas ruas num carro que resiste a tiros de fúzil.

Quem acha que estar num Jaguar blindado é mais seguro do que estar num carro comum sem blindagem só pode viver dentro de uma bolha e desconhecer completamente o que desejam os assaltantes.

Estar num carro é muito mais perigoso do que não estar em um. Não sei, mas estar num carro que suporta tiros parece logicamente assustador. Em vez de entregar o carro, a carteira, o relógio e tentar preservar sua vida, a vítima prefere dizer que não vai abrir o vidro e se colocar a espera dos disparos.

Mas o que o termo “blindagem” está fazendo no lugar do tradicional “fechamento” neste panfleto? Aparentemente, “fechar o corpo” é menos atrativo do que “blindagem”.

A composição de frases de impacto e a busca do termo ideal sempre foram obstinações da propaganda. E o marketing popular sabe que os apelos de ascensão social são dos mais eficientes. Não existe revista que custe R$1,99 que tenha uma mensagem do tipo “para você que não tem dinheiro suficiente”, assim como não existe um único sabonete que mostre uma mulher negra num chuveiro simples e fraquinho na embalagem.

No capitalismo globalizado quem é pobre precisa tomar emprestado símbolos de status, uma vez que as chances de ascensão real são quase nulas. A propaganda de produtos e serviços populares trabalha com este conceito básico, emprestar, através do consumo, uma sensação de menor pobreza aos que dela não escaparão.

Enquanto a blindagem se torna desejo comum entre a classe alta, a propaganda voltada ao povo preocupado com suas desventuras espirituais é, como sempre, rápida em assimilar os termos em voga entre os ricos e ajustá-los aos pobres.

No fundo estes marketeiros populares sabem que ambas as camadas querem a mesma coisa, subir. E o marketing está aí para isso. No plano real, cada camada continua no seu mundo. Como o isolamento completo não existe e a dinâmica de dependência e exploração entre elas é que tenta manter tudo como sempre esteve, quando a diferença entre iguais aumenta ainda mais, o ódio, a violência e o medo se espalham com o vento.


Add comment Abril 17, 2008

A pergunta que não foi feita

Em São Paulo, as empresas de ônibus têm uma tabela de horários de saídas das linhas. Para que ela serve os usuários não sabem, já que é absolutamente comum que, esperando no ponto, você veja três ônibus da mesma linha passarem num intervalo de cinco minutos e só tornar a ver outro dali 40 minutos.

Quem anda de ônibus diariamente começa a entender a lógica. Os horários da linha são ajustados à escala dos motoristas e cobradores. Os motoristas dirigem em marcha lenta quando querem se atrasar o suficiente para não terem que realizar mais uma viagem completa e aceleram quando querem, por exemplo, chegar antes de um outro companheiro da mesma linha. A pressa e o desrespeito aos passageiros, muitas vezes, acaba numa batida.

Hoje de manhã um ônibus bateu na traseira do ônibus em que eu estava. Após o barulho, demorei alguns segundos para entender o que estava acontecendo, só entendi quando vi os cacos do vidro traveseiro voando até a catraca. Retirei os cacos do meu colo e vi uma mulher sangrando, machucou o cotovelo e, como estava de sandália, cortou o pé

Todos os passageiros desceram, o motorista do ônibus entregou com raiva um papel para o cobrador e também desceram. Não perguntaram se alguém havia se machucado, nada. Ficamos dentro do ônibus só nós que estávamos nos bancos do fundo. Estávamos bem perto do Hospital das Clínicas, mas a moça não conseguia andar, chamei a ambulância e esperamos.

Os funcionários da viação Via Sul entraram discutindo com os da viação Samambaia sobre a culpa de um e de outro na batida. Pedi que saíssem. Se não estavam preocupados com as pessoas que levavam mas apenas com as possíveis advertências que levariam, que o fizessem do lado de fora.

O resgate chegou, fez o curativo no pé, ela avisou seu chefe e pronto. Os funcionários da viação tinham essa obrigação. Quando alguém está sangrando, chamar socorro, aguardar junto com a pessoa e tentar acalmá-la é simples e não custa nada.

É incrível que para dirigir um ônibus com 80 pessoas você só precise de uma carta de motorista profissional. É revoltante que após o vidro de um ônibus ter estraçalhado em cima dos passageiros, nenhum dos funcionários tenha gritado “Tudo bem aí? Alguém se machucou?”

Na verdade, é incrível que ninguém, nem os passageiros, tenham perguntado. Estavam todos atrasados para o serviço.


1 comment Abril 17, 2008

Trio elétrico particular


Imagem via: Forró em vinil

(…) E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos? E ainda tem mulher que acha lindo isso tudo.

Estão acabando com a cultura nordestina, por Luiz de França Sobrinho, em Forró em vinil


Add comment Abril 16, 2008

Só fachada


Foto: George Steinmetz. Todos os direitos reservados.

Clique na imagem para ampliar e ver outras sensacionais fotos aéreas de Steinmetz.

(Via Neatorama)


1 comment Abril 16, 2008

Continue aprendendo com a natureza

Compre um CD “Sons da natureza”, um CD de uma bandinha de seriado norte-americano e umas dez imagens aéreas de um banco de imagens. Certo, edite e você tem uma propaganda de automóvel. Só falta a frase final, algo sutil, talvez até sem narração.

Tem que ser algo que remeta aos valores vigentes entre seu público-alvo. Ecologia, talvez. Nada muito direto, um certo tom auto-ajuda é conveniente, “viver a vida”, “aprender sempre”, “respeitar a natureza”, essas coisas.

A Volkswagen fez isso e nos traz um filme tranqüilo, tranqüilo. A montadora faz aqui as vezes de observadora de pássaros.

No final solta uma frase para quem quiser acreditar: “Grande distâncias, baixo consumo. Continue aprendendo com a natureza”.


2 comments Abril 11, 2008

“Isto É” manipula foto para proteger Serra

O jornal Brasil de Fato denunciou e vários blogs já espalharam a notícia da grosseira manipulação da Revista IstoÉ.

A imagem de propriedade da Folha Imagem sobre o protesto do MST e do MAB contra a privatização da Cesp trazia a inscrição “Fora Serra”, a revista IstoÉ simplesmente apagou a inscrição.

O impressionante é que a revista auto declarada Independente ainda mantém a imagem falsa no ar.

A reportagem do Brasil de fato é do dia 07/04. Abaixo a tela do site da revista no Terra, capturada hoje às 10:47


Add comment Abril 11, 2008

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