Clássicos de São Paulo
Fevereiro 3, 2008
Estacionamento privado em corredor exclusivo para transporte público. Figurinha repetida.
Uma paradinha aqui para pegar uma encomenda, outra ali enquanto a esposa não sai do escritório, mais uma na famárcia, como na foto acima, e assim vai, todos os dias, durante todo o dia. O pessoal começa a achar normal, o motorista de ônibus desiste de buzinar em protesto, afinal, se o fiscal de trânsito só pede para sair e não aplica multa deve ser assim mesmo.
Na sociedade em que os indivíduos têm direitos iguais e recebem penas diferentes, todos os motoristas de São Paulo podem contar com a condescendência da CET. Funciona assim: você se faz de tonto e estaciona em local claramente proibido, se o fiscal aparecer, você sai e dá a volta no quarteirão; se ele aparecer de novo, repete-se o processo.
Ao descumprir uma lei antiga e clara o motorista recebe um apito na orelha e nada mais. No outro dia, quando descumprir a lei no mesmo horário, no mesmo local, apito. Um eficiente orientar eterno. E as placas feiosas dizendo que é proibido estacionar, servem para quê? São necessários centenas de orientadores nas ruas da escolinha paulistana para pestinhas do volante? Ou precisamos de fiscais que garantam e privilegiem o transporte público, desestimulando o transporte privado agressivo?
Qual o impacto desta postura “educacional”? No fim quem é penalizado é quem tenta se deslocar de forma racional, usufruindo de um serviço público. Quem não cometeu nenhuma infração paga ao ter sua viagem diariamente atrasada.
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Entry Filed under: transporte. Tags: estacionamento, onibus, transporte publico.
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1.
Arnoud | Fevereiro 4, 2008 at 5:16 pm
Excelente post!
O Código Brasileiro de Trânsito já tem 10 anos. Até quando vão ficar “orientando” os motoristas.
Já tá na hora de multar mesmo. Tolerância zero com uma infração deste tipo.
Acho que a idéia de variar o valor da multa segundo o valor do veículo ajudaria ainda mais a reduzir esta situação.
Abraços!