Como construir sua própria praça
Janeiro 7, 2008

Bairro Recife, Recife-PE. Embaixo de um estacionamento vertical de automóveis.
Síndicos como Kassab e subsíndicos como Andrea Matarazzo estão sempre pensando em que cor pintar o portão, em colocar pisca-pisca no jardim, instalar câmeras de segurança nos elevadores e passa-pizza no portão de entrada.
Tem síndico que se elege prefeito e acha que cidade é condomínio. Para eles tanto faz se o ônibus passa no horário ou se as pessoas passarão seu período de descanso assistindo as mesmas novelas de sempre.
Os governantes não gostam de praças em que é possível sentar, tomar ar, encontrar pessoas, passear, se divertir, descansar ou ler; preferem aquelas em que nada acontece - e quando acontece é pancadaria.
Os animais que habitam a cidade estão vivos e ao procurar saciar suas necessidades se modificam constantemente e modificam seu habitat. A metrópole é, portanto, imprevisível. Iniciativas despretensiosas que defendem a vontade de associação e comunhão entre pessoas livres acontecem em bairros de todo o mundo. Custam quase nada, não precisam de planta de empreiteira, nem de consultoria de ong e tem efeito imediato; correm ao largo de “revitalizações” milionárias que buscam a “requalificação do espaço urbano”.
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Entry Filed under: cultura urbana. Etiquetas: calçada, praça.
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