Archive for Dezembro, 2007

Pedintentes e turistas

Correm descalços na areia escaldante, levam cervejas, caipirinhas, peixes, macaxeiras. Ao virarem as costas, o “doutor” lembra-se de algo “ô…”, o sal, o vinagrete… Vão e voltam com o esquecido. Assim vai o dia, correndo de um lado para o outro, cruzando seu trecho particular de deserto, “a conta”, “mais uma”, “mais uma cadeira”, “tá saindo?”. Trabalham para os bares, restaurantes e barracas oficiais da praia.

Os demais estão por conta. Eles e elas vendem camarão, queijo coalho (com mel, orégano ou alho), caranguejo, ostra fresca, passa de caju, cocada, brinco e pulseira, “trampo hippe”, tatuagem provisória, trança de cabelo, tererê, pastel, lanche natural, canga, biquíni, presilha de cabelo, origami de folhas naturais.

Guiam turistas por praias e cidades (sem compromisso), indicam pousadas e hotéis correndo atrás de carros na entrada de balneários, mentem necessidades e inventam estórias trágicas que amolecem o turista, armam e desarmam fileiras imensas de guarda-sóis, limpam praias para que os próximos voltem a sujar, lavam os pés dos turistas nas embarcações, ajudam a descer e a subir de bugs, barcos, vans e ônibus, mergulham em busca de cavalos-marinhos, levantam ancoras, recolhem velas, servem frutas, tiram fotos submarinas e terrestres, resgatam quase-afogados.

Perdidos em plena juventude. Sem ter o que fazer nos paraísos do planeta. Sem ter o que fazer em plena juventude. Fazem qualquer coisa por uns trocados. Inclusive acompanhar senhores durante algumas horas.

Os programas de incentivos ao turismo beneficiam apenas grandes agências de viagens, empresas de transporte e redes de hotéis e restaurantes.

O resto é miséria. São cidades desorganizadas onde o dinheiro dos turistas e impostos vão para não se sabe onde. Programas de fomento à venda disfarçada de mendicância, à servidão disfarçada de presteza, ao trabalho infantil disfarçado de bico de verão.

A alegria do povo brasileiro é uma de suas características mais evidentes e marcantes. Em cada cantinho do nosso País é possível provar da simpatia, do calor humano e da hospitalidade da população local. Fonte: Ministério do Turismo, Com quantos sorrisos se faz um país?

Sim, podemos ver a alegria com que eles nos servem.


3 comments Dezembro 19, 2007

Acidentes corporativos

Lendo esta tirinha dos malvados no contraponto e fuga me lembrei de um artigo muito emocionante de Jonatas Abbot.

O filho de Jonatas foi sugado pelo ralo aspirador da piscina de um grande e caro hotel do nordeste. O garoto ficou com o braço preso a 1,80m de profundidade, um amiginho gritou para o pai e três adultos salvaram o garoto sem titubeio algum.

O hotel que causou o acidente, deixando o ralo sem rede de proteção e com a bomba de aspiração ligada durante o horário de banho, mostrou-se preparado para, além de não socorrer, omitir-se, desrespeitar e culparar o acidentado de 7 anos pelo ocorrido.

O texto de Jonatas é dedicado aos salvadores de seu filho, reproduzo o trecho em que ele relata como, diante do poder do capital e dos valores corporativos, estamos perdendo nossos valores humanos mais básicos.

Jamais uma piscina pode ter ralo de fundo ligado em horário de banho. E jamais, jamais pode ficar sem tela de proteção. É colocar seus hóspedes em risco e inúmeras tragédias já ocorreram por isso. Pior do que isso é a atitude do gerente do hotel que tentou culpar o meu filho por estar na “piscina de adulto” quando não havia nenhuma sinalização, nem barreira e quando a piscina em questão tinha área de 1,20 e de 1,80m.

Meu filho nada e usa piscinas em todo o Brasil. Sua aula é numa “piscina de adulto”. Pior do que isso foi, apesar dos meus apelos, ninguém do hotel ter ido até o hospital conosco pelo menos para dar apoio, carona e etc. Culparam meu filho, uma criança de 7 anos sugada por um buraco criminoso que fez precisar da força de 3 homens e deixou um braço roxo com muito trauma mas nenhuma fratura. Infelizmente vivemos neste hotel a síntese da evolução do mundo corporativo, onde o consumidor interessa apenas quando desembolsa o dinheiro. As pessoas não valem nada para as empresas que correm a buscar um culpado e a sumir quando algo dá errado. Burros, acima de tudo muito burros.

Como consumidor eu queria apenas o bem estar do meu filho. Queria carinho segurança, o melhor hospital, quem sabe uma carona ? Não queria dinheiro. Recebi agressão, omissão de socorro (quando o pedi do hospital), preocupação com dinheiro. Sou cliente do hotel há 4 anos e comigo talvez ele perca um evento inteiro anual e pelo menos uns 15 hóspedes que a tudo isso testemunharam. Para encerrar o parágrafo do mal é preciso dizer que entendo um funcionário desleixado ou incompetente deixar uma bomba ligada, mas não entendo uma empresa inteira estar tão preparada para fugir de uma responsabilidade para não perder dinheiro.

Negar carinho e mão amiga a um consumidor que chegou perto da morte dentro de suas dependências. É a era da mediocridade e sinto muita pena das pessoas que convivem e se violentam trabalhando em empresas assim. Deveriam se envergonhar. Mas agradeço de coração a covardia do gerente que, desafiado por mim, desapareceu quando voltei do hospital, pois o que jurei que faria a ele pelo telefone era pouco e talvez agora eu não estivesse aqui abraçado ao amigo mais lindo e perfeito do mundo. O hotel que me impressionava pelo tamanho e estrutura, agora impressiona pela frieza. Sob susto, ameaças e uma inteligência suspeita pagaram os incríveis R$ 1.654,00 de 6 horas de hospitalização (somente este episódio e este valor dariam uma coluna a parte). Se pendurar em aviões e passar anos em tribunais ou viver cada segundo ao lado do meu filho? Ainda não decidimos…

Fonte: Aos heróis que salvaram a vida do meu filho, 12/10/2007. Todos os direitos reservados.

Leia o artigo completo


1 comment Dezembro 17, 2007

Space Invaders

Sim, seria bom se todas as pickups, SUVs e outras aberrações extra-terrestres fossem para o espaço.

Relacionados:
Por que não?
SUVs, veículo pessoal de destruição em massa


Add comment Dezembro 14, 2007

Troca-se, Vende-se, Compra-se

É quente o comércio do veículo mais popular de Maceió.

Peças novas e usadas, de tudo tem.

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Rua Augusta x Linha de Trem, junto à Feira do Rato, próximo à Drogaria dos Pobres, centro, Maceió-AL

Relacionados:
Carro sujo sempre vai ter


Add comment Dezembro 13, 2007

Carro sujo sempre vai ter

Três dias procurando aquele sotaque gostoso, aquele vocabulário desconhecido. Diluído nas regiões freqüentadas por muitos turistas; como sempre, o encontrei no ônibus.

- É muito fácil, véio. Você já tinha trabalhado com jato?
- Não, não.

Tinham uns 25 anos, um sentado o outro em pé. Encaixei-me em pé. Sete horas da noite. Carro cheio, mas não lotado.

- Você vai ver, é muito fácil. É fácil demais.
- Aqui nessa região se você entrar nas ruas aí, vai ver um monte de lava - rápidos. Se pegar a manha e não faltar e tal, é bom.
- Pra mim tá bom. Ficar em casa é uma merda e aqui eu tiro um. Daqui um tempo já dá pra ir me arrumando.
- Se vai ver, carro sujo sempre vai ter, né.
- Quando eu falto lá fica corrido, os caras nem olham na minha cara no outro dia direito. Eu chego já tão com aquela cara. Quando outros caras faltam, tudo beleza, ninguém faz cara. É corrido.
- Já fez painel.
- Painel, não.
- É fácil demais, véio. Fácil demais.
- O bom lá, você vai ver, é que você faz de tudo e aprende tudo. Você faz pneu, painel, aspira…
- O velho que é folgado, eu tô aspirando e ele fica me chamando para fazer o pneu… eu finjo que nem ouço. Aí ele vem “- Tá morto aí?”, “- Não dá pra ouvir com essa zuada no meu ouvido, né”, “- Passa o pneu aí”. Porra, o cara quer eu faça o pneu do mesmo carro. Só atrasa o carro.

Não sei como, acho que foi na hora que o celular do que estava sentado tocou e ele desligou após olhar para a tela, o assunto saiu do bairro do trabalho e foi para o bairro de moradia.

- O cara vendeu o garfo, dois pneus… Nem sei por quanto. Eu tinha dado pra ele.
- Mas o cara vendeu as peças que você tinha dado?
- Eu dei uma parte para o meu pai. “- Ae, pai, você não queria colocar sua bicicleta para rodar de novo? Pega aí o que precisa”. O resto eu dei pra esse cara. Eu tava em casa e toda hora vinha alguém “empresta aí, rapinho, pra um corre”. Porra, às vezes de noitão, vinha um bater pedindo, eu emprestava de boa, mas era toda hora, não dava, toda hora, véio, na janta…
- Mas eu quero arrumar outra.
- Outro dia tinha um maluco vendendo uma novinha por cinco conto. Cinco conto.
- Porra, o cara tava na nóia, heim….
- É, novinha. Não acreditei, mas não tinha os cinco. Vendeu rapinho ali na rua.
- E você vendeu aqueles falantes?
- Quarenta conto.

Foi mais ou menos assim, bem mais que isso, num ônibus de linha em Maceió. Entendi a placa que vi numa casa de uma vila próxima da praia da sereia. “Não empresto a bicicleta. Não insista”. Gostaria de ter a foto da placa e a gravação do diálogo dos dois rapazes. Escrevo para poder reler e quando reler tentar recordar do sotaque de quem entende como o as coisas rodam diferentes para alguns.


Add comment Dezembro 12, 2007

Lotação

Numa cidade estranha, depois de descobrir que ônibus deve pegar, você pensa “como o ônibus demora por aqui”. Para quem passa 5 dias numa cidade não dá para entender se é demora ou se trata-se de uma linha mais “rara”. De qualquer forma, sei que em Aracaju fiquei 50 minutos esperando o “Santa Tereza” e em Maceió meia hora, o “Cruz das Almas”.

É muita coisa. Em Aracaju na “rodoviária velha”, que é um terminal intermunicipal, as lotações são o retrato de que as pessoas precisam se deslocar e os governos não atendem a este direito. Carros de passeio comuns são as lotações por lá. Fui do centro para Laranjeiras, cidade próxima, num monza antigo com outras três pessoas. Um homem perguntou “Laranjeiras?”, eu fiz que não. Achei que era um taxista ou algum problema com minha cara de turista. Uma mulher ao meu lado perguntou “faltam quantos?”. Ele “um”. Ela me explicou do que se tratava, só sai com o carro cheio, R$2,50 por pessoa. Enquanto nos afastávamos da rodoviária quebrando ruazinhas, achei que era um taxi fazendo algum “esqueminha”. Não, vem escrito “lotação” na lateral e a polícia pára na estrada para assinar um papel de controle qualquer.

Criando dificuldades, vende-se facilidades. Vendendo facilidades, complica-se a vida do cidadão, tornando-o um consumidor. Pensando numa cidade que cria “lotações” em carros de passeio particulares entende-se o absoluto caos que é aquela rodoviária velha.


1 comment Dezembro 11, 2007

Progresso

Você segue da capital de Sergipe para o extremo oeste do estado e a paisagem predominante é cana-de-açúcar.

Você vai de Aracaju até a capital de Alagoas e a paisagem é cana-de-açúcar.

Você segue de Maceió para o extremo norte do estado e só vê cana-de-açúcar.

A mono-paisagem só é quebrada pelas zonas secas e por povoados, que para quem passa pela rodovia, parecem viver em torno de oficinas mecânicas, restaurantes, pousadas de trecho e bares para caminhoneiros.

É bom ver que o país do futuro, o país dos economistas que “querem um Brasil produtivo”, o país dos empresários-bom-coração que querem um país com crianças sorridentes na TV, o país dos governantes “de todos” está no caminho certo.

Certamente, o facão é a ferramenta do futuro; é uma tendência que tivemos a sorte de perceber; vamos formar os jovens para esta atividade de alto nível; especializar a população na tecnologia do corte da cana; vamos fornecer combustível para o mundo; o precisamos é aumentar as exportações.

Tem gringo querendo comprar, vamos vender; agora vai, este é o caminho.

Um usineiro em Alagoas, um em Sergipe, dois em Pernambuco, três em São Paulo; uma população trabalhando para eles.

Mulheres criando seus filhos sozinhas enquanto seus maridos estão na colheita em outro estado;
homens morando em currais comendo restos; senadores desautorizando equipe móvel de combate ao trabalho escravo.

Um dia poderemos sair de São Paulo e seguir pela estrada numa Toyota Hilux - só reduzindo nos radares - e ver toda a beleza de “um país abençoado por deus”. Veremos todas as maravilhas que o Senhor criou: a cana-de-açúcar, a soja e o gado.

Relacionados:
Bionegócios abastecem motores com álcool e sangue
Cana-de-açúcar, verbete, Wikipédia


Add comment Dezembro 10, 2007

Laranja

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Laranjeiras, Sergipe

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Laranjeiras, Sergipe


Add comment Dezembro 6, 2007

Outra cidade

Quem mora em São Paulo e lê o mundo pelos olhos da Veja, do UOL e da GNT acredita que o Brasil moderno é São Paulo e que não existe vida inteligente para além do sul e sudeste.

É estranho estar numa cidade em que você, de dentro do ônibus, pode ver um rio. Um rio como o dos livros, com margens e água corrente; não uma canaleta gigante feita de concreto onde corre esgoto.

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Petrobras. Orla de Atalaia, Aracaju, Sergipe.

Você vai até o centro de cidade grande e tem uma pessoa pescando dentro do rio, isso espanta mais do que a beleza mostrada pelo passeios turistícos de Sergipe. Esperamos ou beleza ou cidade, não os dois juntos. Afinal, o paulistano usa o guia “fuja da cidade” para descansar, a cidade é uma espécie de inimiga, um lugar de onde se tira o dinheiro para a sobrevivência e para o lazer longe dali.

Parece que os paulistanos têm um dicionário diferente dos outros brasileiros urbanos, algumas palavras não tem a mesma acepção, se perderam no tempo. O rio não faz parte da cidade, está morto há algum tempo e a gente vai esquecendo o que esta palavra significa. Ele nos interessa pouco, pois o real problema é saber como estará o trânsito nas marginais às cinco da tarde.

Quando você está no sertão de Segipe e tem uma loja de celular com dois jovens sensuais no outdoor, fica a impressão de que um dia tudo será São Paulo, de que o chinelo será visto como carteirinha de pobreza; de que o carro e a camiseta Puma falsificada agarradinha serão mais importantes do que tirar o sarro do conhecido que passa do outro lado da rua; de que ir a praia ou contemplar o rio serão momentos mais chatos do que ir ao shopping ou ao “promocenter” local comprar um óculos de sol falsificado.

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Carro e motos tomando sol na praia. Orla de Atalaia, Aracaju, Sergipe.

Pode ser um pessimismo torpe, mas o “desenvolvimento” que os governantes nordestinos prometem não é “trazer empregos”, “duplicar estradas”, não é se tornar uma pequena São Paulo? A CVC, a maior agência predatória do Brasil, por exemplo, já fechou acordo para construção de um complexo hoteleiro em área de mangue preservada.

Claro que existe um outro “desenvolvimento”, suas idéias vem se espalhando mas ele precisa se tornar hegemônico. Não gostaria de voltar para Aracaju e ao pedir uma informação ser tratado como um idiota que pode ser enganado, como acontece na maioria das cidades com turismo muito desenvolvido.

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Mercado central. Aracaju, Sergipe.

É preciso resistir. A vida está em outro lugar. Em outros tempos não era preciso apontar onde, hoje é.

Relacionados:
blog Ciclo urbano, mobilidade sustentável, Aracaju-SE


6 comments Dezembro 6, 2007

Censura e demissão no Jornal do Comércio de Porto Alegre

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Charge: Santiago. Imagem: Blog dos Quadrinhos

Santiago, Kayser e Moa chargistas do Jornal do Comércio de Porto Alegre foram demitidos por desenharem charges sobre o sistema bancário. As charges não foram publicadas pelo jornal. Veja chargue sobre o Banco do Estado do Rio Grande do Sul no Blog dos Quadrinhos

Santiago relatou a Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos que recebeu a seguinte justificativa do jornal por telefone:

“Você não pode fazer um desenho sobre o lucro, porque nós não somos contra o lucro”.

Santiago também declarou que

“Uma hora, não podia falar mal de juiz. Depois, não podíamos falar mal do Germano Rigotto [governador do Rio Grande do Sul entre 2003 e 2006]. Depois, da Yeda Crucius [atual governadora].” (Fonte: Chargistas têm desenhos vetados e são demitidos de jornal do RS)

O CONAR tem horror ao controle do conteúdo publicitário veiculado nos canais sob concessão pública, chama de censura prévia e lança manifesto dizendo que agência pública é incompetente e que eles é que entendem de publicidade (ver “Anvisa não é competente para legislar sobre publicidade”, em conar.org.br).

Meu sobrinho acha o mesmo quando a gente tenta fazê-lo comer arroz e feijão. Ele está formando um conselho que discutirá mensalmente o cardápio oferecido pela família. Dizem que os pais censuram sua criatividade e que estes não entendem nada sobre o apelo hilário do trio pastel, refrigerante e chocolate como jantar. Decidiram que vão auto-regulamentar suas refeições e que os pais são censores, gente contra a livre escolha e os valores democráticos.

Jornal chama blogueiro de macaco e tudo bem porque a associação de jornais zela pela democracia; presidente da OAB de São Paulo advoga por Paulo Maluf e tudo bem porque eles são uma Ordem historicamente comprometida com a democracia; juiz exigir ser chamado pelo porteiro de doutor tudo bem, controle externo sobre as atividades do judiciário é atentado contra a autonomia.

Notícia via: Blog dos Quadrinhos


1 comment Dezembro 5, 2007

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