Eternas crianças
Outubro 25, 2007

Loja de grife, Rua Oscar Freire, São Paulo, 25/10/2007
A Rede Globo de televisão já teve sua programação infantil baseada em mulheres bobas que se diziam crianças (virgens, com dente de leite…) apresentando desenhos animados para “baixinhos e baixinhas”. A libido em desenvolvimento, claro, agradecia o atalho proporcionado pelos shortinhos curtinhos que elas e sua turminha de ajudantes adolescentes vestiam todas as manhãs.

Loja de grife, Rua Oscar Freire, São Paulo, 25/10/2007
Houve um tempo em que a divisão entre as fases da vida de uma pessoa não existia, aptidão ao trabalho era a regra. Consegue colher a plantação? É homem. Não consegue mais? Está velho. Com a invenção da infância, determinado período da vida ficou reservado a certos cuidados, entre eles a educação para o trabalho.
A vida moderna, porém, trouxe uma série de confortos, vivemos muito mais e, digamos, se “relativizou” os conceitos das fases da vida. Encurtou-se o período da infância, da vida adulta e da velhice; a juventude começa cedo e termina tarde (se é que termina). O que, sob vários aspectos, não é ruim.
COLETE URSINHOS CARINHOSOS

Fonte: Glam Guns
A cultura pop e sua supervalorização da juventude rapidamente formou um culto aos aspectos ligados a esta extensa fase da vida. Por que vender para um determinado segmento se você pode vender para qualquer um? Esta expansão depende de uma série de fatores, mas o resultado é que hoje motivos infantis são estampados em roupas para adultos e imagens ligadas ao universo adulto fazem parte do dia-a-dia das crianças.
Nada demais, mas uma fila de “meninas” de 30 anos no McDonald’s disputando o brinquedo da Hello Kitty ofertado pela rede, meninos de seis anos escolhendo telefone celular como presente para o dia das crianças e meninas de sete “fazendo escova” nos cabelos indicam que algo de estranho e exagerado está acontecendo.
RIFLE HK-AK-47 HELLO-KITTY

Fonte: Glam Guns. Via: Neatorama
Propagandas com “bichinhos” anunciando cerveja, design infantilizado de produtos, apelos sexuais em publicidade de brinquedos e estimulo à competitividade no ensino básico são características da mesma enfermidade (Fonte: Apocalipse Motorizado)
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1.
Cassimano | Outubro 28, 2007 at 12:37 am
Hoje com certeza elas são pequenos adultos, tem aquelas que podem ter tudo o que essa cultura proporciona, e também tem aquelas que querem e não podem ter, daí fazem o possível para conseguir… Essa selvageria financeira toma conta de tudo e todos, molda o futuro da massa para pensar cada vez menos, precisamos ajudar quem está mais próximo…
2.
Monique | Dezembro 19, 2007 at 10:38 am
adorei essa loja .. rsr. ela é 10