Publicidade de lingerie tem criança de nove anos como estrela

A campanha publicitária da linha de lingerie infantil é estrelada por crianças e tem uma garota de nove anos de idade, irmã de uma celebridade Disney, como estrela.
As fotos em ambiente e poses sensuais são assustadoras e incluem poses junto ao poste de stripper
Abaixo, trailer de um filme essencial, o documentário Criança, a alma do negócio.
Notícia via Crazy day sand nights e Boing Boing (em inglês)
Relacionado:
http://www.publicidadeinfantilnao.org.br, site, Campanha pela regulamentação da publicidade infantil no Brasil.
Criança, a alma do negócio, filme completo
3 comments fevereiro 4, 2010
Ato contra o aumento do ônibus em São Paulo, ontem
3 comments janeiro 15, 2010
Ato contra o aumento do ônibus em São Paulo
Depois das agressões gratuitas distribuídas aos manifestantes no último protesto contra o aumento, só há uma certeza: hoje vai ser maior!
Nesta quinta, 14/01, todos/as ao Teatro Municipal (Próximo ao Metrô Anhangabaú). Concentração às 16h30, saída às 17h30
Mais sobre em: http://barraroaumento.wordpress.com/
Relacionados:
Basta de repressão policial a manifestações populares, artigo, Apocalipse motorizado
Protesto contra tarifa termina em confronto em SP, Galeria de imagens, UOL
Add comment janeiro 14, 2010
Decreto proibe eventos em praça central de Belo Horizonte
Em nome da revitalização, mais um espaço público é negado ao povo.
O texto de Luther Blisset, abaixo, explica o absurdo decreto da prefeitura de BH e chama a população para retomar o que é dela. Na Praça da Estação, sábado, 16/01/2010, 9h30!
O DECRETO Nº 13.798 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2009 do nosso digníssimo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, proíbe que aconteça qualquer tipo de evento na Praça da Estação. A pergunta permanece: a quem interessa que os espaços públicos sejam apenas pontos de passagem e consumo?
Se nos é negado o direito de permanecer em qualquer espaço público da cidade, ocuparemos esses espaços de maneira divertida, lúdica e aparentemente despretensiosa.
Traga sua roupa de banho (bermuda, calção, biquíni, maiô, cueca), bóias, cadeiras, toalhas de praia, guarda-sol, cangas, farofa e a vitrolinha…
Traga tambores e viola!
Traga comida para um banquete coletivo!
REVITALIZAÇÃO POR DECRETO
Há cinco anos, iniciou-se em regiões de da Grande Belo Horizonte um novo processo de higienização urbana, que tem como base elementar a reestruturação de espaços da cidade em consonância com as tendências contemporâneas de uso e desuso especulativo-mercantil das grandes cidades.
Além do ostensivo investimento em mecanismos de monitoramento que se espalharam pelos arredores do centro urbano de BH (vide o chamado Projeto Olho-Vivo), tais empreendimentos tendem a sufocar, por vários meios, o encontro espontâneo de indivíduos nas ruas e o livre uso de espaços classificados como “públicos”.
Essas intervenções se definem por moldes dos velhos projetos de gentrificação, característicos de todas as modernas cidades erguidas sob os pressupostos unitários do capitalismo: limpeza de aspecto fundamentalmente classista, projetos infra-estruturais de custos estratosféricos e restauração de pontos turísticos.
Em 09 de dezembro de 2009, foi decretada pela administração da cidade, com assinatura direta do prefeito, a proibição de “eventos de qualquer natureza” na Praça da Estação (ou Praça Rui Barbosa), um patrimônio público que viveu os primeiros suspiros da cidade. A medida pode assinalar a retomada do que se iniciou em 2005/2006, como corrida “emergencial” para a conclusão de todas as obras necessárias para que BH possa dar suporte aos eventos da Copa do Mundo de 2014.
Chamamos a todos os interessados para esmiuçar o tema das “revitalizações” (um termo polido veiculado pelas instituições oficiais) e dos decretos de lei que instauram o deliberado loteamento dos espaços públicos enquanto curtem o sol e a cidade.
Fonte: Praia na Praça da Estação, CMI
3 comments janeiro 13, 2010
A revitalização do centro de São Paulo à moda Rede Globo

A Rede Globo resolveu adotar o centro de São Paulo como cenário da sua nova novela das sete.
Há anos, o centro de São Paulo passa por um processo de revitalização. Baseado na reforma e construção de grandes centros culturais e no “ordenamento” dos estabelecimentos e pessoas, ele já consumiu bilhões de reais.
Mesmo com a constante expulsão de indesejados, da construção de vários conjuntos culturais e dos prazos alargados, os objetivos do projeto não foram alcançados.
E pior, a insistência no principal erro continua. Boa parte do Vale do Anhangabaú será convertida em Praça das Artes. Focado na música clássica, o projeto pretende dialogar com um faraônico centro de dança de R$ 300 milhões a ser construído na Luz.

De uma área do centro, a Prefeitura simplesmente desistiu. Após interditar boa parte dos bares e pensões populares, demoliu quarteirões e está leiloando-os para a empreiteira que lá quiser construir seu bairro.
Curiosamente, a propaganda da nova novela das 7h, publicada nos jornais, imita anúncios de imóveis. Um deles cita “o centro é cultura: você vai viver ao lado de uma academia de dança (…)”.
Segundo acompanhamos, a trama tem como núcleo principal a família de um homem que “veio de baixo” e se tornou o “rei do centro” ao construir um edifício tecnológico (o robô que controla o edifício será um dos personagens da novela).
Durante a festa de lançamento da novela (num cinema desativado do centro), o autor da história declarou à Folha de S. Paulo:
“Vamos fazer uma São Paulo linda e limpa. É a minha São Paulo, que está dentro de mim. Não ligo para detalhes da realidade.”
Na novela “Tempos Modernos” a Galeria do Rock, recriada em estúdio, não tem como vizinho o cinema pornô, e sim um cinema de arte; assim como uma loja de sapatos do bairro se transformou em livraria.
À Agência Estado, o autor disse:
A novela tenta revigorar esse centro. Talvez ela seja um pontapé inicial para sensibilizar as autoridades de que o centro precisa ser revitalizado. O projeto sempre emperra em alguma coisa. Quem sabe agora, com a novela, ele aconteça.
A Prefeitura e a Rede Globo mais uma vez trabalham em sincronia. Nos “tempos modernos” deles a espontaneidade perde para o planejamento e a diversidade de usos da região cede espaço para os milionários prédios culturais. O cidadão dá lugar ao turista; o pobre, ao rico.
Relacionados:
Mais sobre o centro de São Paulo no blog
Jaz São Paulo: “Revitalização do centro de SP premia obras faraônicas e especulação imobiliária”, por João Whitaker, reprodução de artigo de João Whitaker, Encalhe.
Tempos Modernos chega ao centro antigo de São Paulo, notícia, Rede Globo
3 comments janeiro 12, 2010
Uma morte anônima
No dia 05/12, atiraram num homem na praça Roosevelt. Era um dramaturgo conhecido. No dia 04/01, um homem foi esfaqueado e morto na mesma praça. Um morador de rua.
O ataque ao primeiro causou imediata repercussão nos jornais e sites. A morte do segundo não seria sequer conhecida senão fosse um blogueiro chegar ao local instantes após o crime ter ocorrido.
O relato do Blog do Tsavkko revela que cerca de vinte policiais chegaram escandalosamente ao local e estacionaram suas viaturas com pompa, mas nenhum agiu para tentar salvar o homem.
Você conhece o estilo da polícia de SP, um garoto é pego por roubar um celular. Sirenes soam e viaturas derrapam, a rua é interditada, mais viaturas chegam. Documentos são checados, duas horas depois percebem que não há celular, dedicam mais uma hora ao sujeito e vão embora como se um atentado terrorista estivesse acontecendo em algum outro lugar.
Além do odioso crime de omissão cometido pela polícia paulista, o episódio revela como a imprensa trata casos de violência.
O morador de rua foi apenas mais um no processo pelo qual passa o centro de São Paulo hoje. Uma pessoa que não interessa ao leitor de jornais, alguém que não tem amigos jornalistas, um ser abaixo do gari na escala Casoy de dignidade [vídeo do caso].
A Folha de São Paulo, no dia 07, dedicou dois parágrafos (link p/ assinantes) ao coitado. O Estadão imprimiu apenas um, no dia 05.
Nenhum dos jornais escreveu sobre a revitalização do centro e a violência na área, como fizeram quando do ataque ao dramaturgo. Tampouco artistas e subcelebridades se manifestaram nas redes sociais.
Aos dramaturgos dos teatros da Praça Roosevelt, conhecidos por retratarem o “submundo” e a violência da cidade, não faltará material. A realidade está lá fora.
Relacionados:
Ficar chocado quando um rico morre tal qual um pobre, dica 40, Classe Média Way of Life
Por que construímos praças?, artigo, panóptico
Como expulsar drogados, mendigos e outros estorvos, artigo, blog do Sakamoto
1 comment janeiro 8, 2010
Televisão no meu busão, não

Em caso de tentativa de furto do seu olhar, cubra a tela
Para informar abusos ligue para Movimento Acorda São Paulo 0800-156-1984 ou acesse http://www.minhamentenaoehpenico.gov.sp.br
No início de 2007, os usuários de ônibus de São Paulo foram pegos de surpresa. Quem entrava num ônibus e pretendia chegar ao seu destino com segurança, respeito e rapidez, recebia uma propaganda do Mcbacon, uma porção de videoclipes de grandes gravadoras e um bocado de “pegadinhas” e “videocassetadas”.
Começava aí o ataque em massa dos interesses privados sobre o espaço público e o tempo coletivo na autodenominada “Cidade Limpa”. O site da empresa responsável pela instalação dos televisores nos ônibus e pela transmissão do sinal deixava bem clara a vantagem do sistema: “Audiência cativa pelo período médio de duas horas por dia”, “único canal sem risco de zapping”, “foco único de atenção a bordo dos ônibus”.
Após um curto período de teste, o sistema foi expandido. Outras empresas de transmissão entraram no negócio e novas concessionárias de transporte instalaram televisores sobre a cabeça de seus usuários.
Numa época de queda geral de audiência, a novidade vinha bem a calhar com os interesses das grandes emissoras do país. Com uma massa de pessoas confinadas diante de telas de televisão exibindo uma programação incessante estaria instituído o fim do controle remoto, o fim da ida ao banheiro, o fim do botão “desligar”.
Foi, então, em 2009, que o sequestro dos olhares se consolidou. A Rede Globo, um dos maiores oligopólios de mídia do mundo, entrava no jogo. A teleidiotização dos cidadãos de São Paulo estava, finalmente, garantida.
Hoje, todos os dias, em centenas de ônibus da cidade, capítulos legendados das novelas e outros enriquecedores programas da Globo acompanham todo cidadão que, dentro do busão, revolta-se com o trânsito de carros parados e a qualidade do serviço de transporte mais caro do país.
Contra esse ataque a nossas mentes, contra a privatização do espaço público, contra a priorização do transporte privado motorizado e contra o avanço da comercialização de um direito, protestamos!
Relacionados:
Lei municipal nº 6681/65 ou como ser torturado em um ônibus [Update], artigo, blog do Tsavkko
Militantes do MPL protestam contra aumento nas tarifas e pela tarifa zero dentro da Secretaria de Transportes, notícia, CMI
Informação? Só ferindo privacidade, artigo, Panóptico
Mais uma do Bilhete Único espião, artigo, Panóptico
Tarifa única de ônibus em SP, só pagando adiantado, artigo, Panóptico
Notícias de um trânsito invisível, artigo, Panóptico
10 comments dezembro 23, 2009
Como reconstruir uma cidade
Este sensacional desenho animado de 1948 não poderia ser mais simples.
Em oito minutos, uma bela explicação de como, através da mobilização da sociedade, tornar uma cidade mais agradável a todos.
Atualização
Rafael, leito do blog, contextualiza para nós o modelo de urbanismo apresentado no filme e questiona a participação popular no processo de construção desta cidade:
Trata-se do contexto das cidades-jardim inglesas, uma suposta alternativa ao “desenvolvimento” das cidades americanas a também uma possibilidade diferente do urbanismo modernista, só que também pautadas pela setorização, pela construção pré-ocupação, e, no limite, pela seleção de habitantes.
Mais uma forma de conceber uma cidade de cima para baixo, tais cidades necessitavam de um manual de instruções, pois tudo é diferente. Com o perdão da expressão, estas cidades não são naturais – são artificiais no sentido de que não são construídas de acordo com os interesses da população, mas sim seguindo um suposto modelo de bem-estar.
4 comments dezembro 18, 2009
Uma bicicleta fora d’água
Duas linhas principais de propagandas de carros trazem, hoje, a bicicleta como protagonista. Até outro dia, tirar sarro de ciclista, associar bicicleta à pobreza e mostrar cada pedalada como sofrimento de quem não pode comprar um carro era a regra.
Com o crescimento da onda verde e as empresas não podendo argumentar contra, sob o risco de parecerem antiquadas, resolveram trazer a sustentabilidade para suas campanhas. E a bicicleta entrou nessa.
Bicicleta associada a pessoas antenadas, modernas, “cool” e imagens de aventura e comportamento despojado vem para agregar imagem aos modelos de carros.
Não houve um corte, uma virada. Continuam as propagandas que usam bicicleta e transporte coletivo para realizar comparações com os carrões, sucesso x insucesso, riqueza x pobreza. Porém, elas convivem com aquelas onde a bike figura como protagonista positiva.
Nesta propaganda da Fiat, numa primeira leitura, temos a clássica mensagem “deixe sua bicicleta para trás, compre o nosso caro”, mas, diante da atual moda da bicicleta, podemos ficar em dúvida se a intenção não foi utilizar uma bela bicicleta para… para alguma coisa que ninguém sabe o que é.
Add comment dezembro 17, 2009













